AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A importância do cadastro correto de produtos na Indústria.



Por: Adélia Covre
(Designer Indústrial e Consultora)

É inadmissível nos dias de hoje, encontramos ainda erros no cadastro de produtos em uma indústria seja ela seriada ou customizada.

Em minhas andanças como consultora, vejo o quanto ainda empresas cometem erros nesse quesito.
 

Esquecem-se que a base correta de um centro de custos de produtos começa pela qualidade das informações ali armazenadas.
O projeto de qualidade, contem não somente especificações técnicas visuais para sua confecção, assim como a relação de todos os componentes com suas respectivas matérias-primas, insumos, ferragens, acessórios até a composição dentro da embalagem.

Más infelizmente ainda encontro muitas indústrias trabalhando apenas com markup tabulado aos chutes e mau se apercebem do quanto essa margem pode estar errada para mais ou para menos.

Falta de profissionalismo dentro da indústria?

Talvez sim, mas o que vejo vai muito além disso, vejo descaso e falta de cautela com o próprio capital empresarial.

Estamos em um momento da economia que nada pode vir a ser desperdiçado, o próprio mercado não aceita mais pagar pelos erros da indústria, e no setor moveleiro vejo o quanto ainda erros desse tipo são cometidos.

É primordial compreender, que para se permitir um produto ser confeccionado de forma correta, é preciso que o projeto seja concebido de maneira precisa, que sua arvore contenha todas as informações não somente de painéis beneficiados mas também toda a relação de materiais comprados.

O projeto necessita ainda conter detalhes técnicos importantes pertinentes a sua confecção.

Más volto a insistir que muitas indústrias ainda não se aperceberam dessa premissa básica, muitas nem implantaram seus PCPs, preocupam-se com seus financeiros e não conseguem enxergar que parte de suas finanças escorrem ralo abaixo pela má estrutura de seus centros de custos, e isso claro ocasionado pela má estrutura vinda de suas áreas de projeto.



 Exemplo de Estrutura de PCP. 

Precisamos entender que o efeito é dominó, o inicio dá-se pelo projeto bem elaborado, pelas informações precisas vindo dele, consequentemente, obteremos produtos com preços corretos e vendáveis além de nível extremamente baixo de assistência técnica e reclamações.

Esse é sem duvida o melhor caminho para o acerto.....

A premissa de uma gestão de qualidade em uma indústria.

J.M.Juran ( Um dos maiores mestres da Gestão da Qualidade), em seu livro a “A Qualidade desde o Projeto”, faz a seguinte citação:

“A Satisfação do Cliente é um resultado alcançado quando as características do produto correspondem às necessidades do Cliente. Ela é, em geral, sinônima da satisfação com o produto.

A satisfação com o produto é um estímulo à sua facilidade de venda.
O Maior impacto é sobre a participação de mercado e, portanto, à receita de vendas.”


Devemos observar que na citação acima do mestre da qualidade, ele refere-se a algo simples:

O produto bem concebido e devidamente documentado só poderá trazer benefícios em todas as suas etapas desde sua confecção até sua comercialização.

Tenhamos todos, uma boa reflexão sobre esse assunto!



Instalações Comercias – Alinhamento do Projeto e Comunicação Visual.



Por: Adélia Covre
(Designer Indústrial e Consultora)

É preciso hoje em dia ter muito claramente que a comunicação passou a ser item importante em todos os negócios, afinal saber comunicar bem uma marca e a qualidade dos produtos ou serviços tornou-se diferencial perante a concorrência.

Quando pensamos em executar projetos de instalações comerciais precisamos saber reconhecer que é fundamental o alinhamento do projeto a comunicação visual e acima de tudo pensar que o que está ligado ao conceito de um projeto é a mensagem a qual queremos de fato transmitir, tudo isso aliando à imagem da empresa em questão que é muito importante.  


Muito além de pensarmos em promover o alinhamento e a harmonização entre elementos aos quais compõem um projeto tais como: o estilo, os tipos de materiais, as cores, o conceito de lay-out e as prioridades que serão conferidas aos espaços, o padrão ajuda a definir os recursos que serão necessários para torná-los mais funcionais, acessíveis e exclusivos. 

Procurar entender as mudanças constantes que sofrem as organizações e todos os reflexos dessas mudanças é algo que permite sem sobra de duvidas planejar de forma mais próxima do acerto esse tipo de projeto.

A estratégia esta exatamente ai, porque somente assim é possível projetar a imagem de uma empresa de forma mais coerente para todos os públicos, sejam esses internos ou externos.

Hoje em dia é muito importante designers, decoradores e arquitetos, compreenderem que a sustentabilidade assim como a preocupação com o meio ambiente deverá cada vez mais ser a tônica em todos os projetos, ate mesmo os de mobiliário não se limitam apenas aos de ambientação pura e simplesmente, é preciso passar a imagem da empresa também e de preferência visando a sustentabilidade. Todo esse alinhamento deverá procurar ser efetuado de forma que se permita alinhar conceitos, materiais, cores, iluminação, lay-out e claro a comunicação visual. Todos esses itens precisam estar falando a mesma linguagem.

Para que uma identidade corporativa seja reconhecida no mercado consumidor, o branding, que nada mais é que o processo de gestão de marcas, necessita das estratégias da área do design para gerenciar suas marcas.

Não podemos deixar de lado que uma identidade visual reúne toda a referência visual que leva a identificação de uma empresa ou produto vinculando-os em suas diversas variações.

Os elementos institucionais são na verdade a síntese visual de suas personalidades para seus consumidores é a forma instantânea de buscar em suas mentes as vivências e emoções armazenadas ou relacionadas a uma marca.

“Se você cria um caso de amor com seus clientes, eles mesmos encarregam-se por fazer sua publicidade”, essa frase é do norte-americano Philip Kotler, uma das maiores autoridades em marketing no mundo, resume em apenas uma sentença o grande desafio das empresas atualmente: “ter uma comunicação eficiente para atingir seus potenciais consumidores, de forma direcionada e precisa”.

Uma das teorias defendidas por Kotler é a criação de um novo patamar para as organizações, composto por um modelo de marketing no qual as companhias compreendam seus clientes e partilhem dos mesmos valores.

Marcelo Pontes, professor da ESPM reforça que fortalecer a marca e realizar bom atendimento são pontos essenciais para as empresas de pequeno e médio portes.

David Lemley que é Presidente da Lemley Design, consultoria de branding de Seattle especializada na criação de experiências do cliente em branding, cita um exemplo bem interessante que vale ser analisado:

“A Apple pode genuinamente atribuir o ‘legal’ ou o ‘criativo’ como pilares da marca, pois estes são elementos genuínos, únicos e diferenciados na característica e na identidade da marca".


Estas características são também aceitáveis e entregues aos seus clientes.

Empresas que visam a ter características similares irão se identificar com a Apple e abraçá-la como ‘a sua marca’, pois se trata de uma mensagem que se une à realidade.

O resultado é a lealdade e a longevidade da marca.

É esse conceito que é necessário termos na hora de projetarmos uma loja, um quiosque ou um escritório corporativo.Ficar atento às tendências é importante para repensar os parâmetros e para poder se atualizar com bom gosto, lembrando sempre que as necessidades da empresa, de seus integrantes, e assim as dos clientes e a identidade da marca são os fatores que precisam guiar o desenvolvimento correto do projeto deste tipo de ambientação.

Daí, podemos começar a entender a importância do projeto alinhado a projeção de uma marca de forma eficiente.

Mas isso não para por ai, outro ponto que não poderia deixar aqui de citar é a importância da montagem desses espaços, daí vem a necessidade imperativa da clareza de informações deste tipo de projeto também para os montadores.
É preciso também alinhar a linguagem da comunicação com quem vai executar a montagem, afinal é nesta etapa que todo o empenho desempenhado e despendido na criação do projeto, da comunicação da marca e produtos finaliza de forma eficiente.

Um erro nesta fase será fatal no projeto se a comunicação falhar ai.

Lendo uma matéria sobre o assunto me deparei com uma pergunta crucial que acredito que é a chave para uma boa estratégia nesse tipo de projeto:

Qual estilo é o mais indicado para sua empresa? 

Claro que a resposta a essa pergunta só poderá ser dada depois de um estudo aprofundado sobre suas necessidades e sobre o alinhamento adequado do projeto de Arquitetura Corporativa aos seus objetivos de Marketing e consequentemente, do branding. A ambientação de uma empresa é mais uma ferramenta estratégica para obter melhores resultados e por isso deve ser valorizada ao máximo!

Finalizo este post deixando uma frase bem interessante de Philip Kotler, um dos especialistas em marketing mais renomados do mundo:
 

"Uma empresa não serve apenas aos seus donos.
Ela serve aos consumidores, funcionários, distribuidores e fornecedores"


Profissionais do projeto e empresários pensem bem nisso!

Tragetória da Cadeia Moveleira ao longo dos Anos.....




A Cadeia produtiva moveleira mundial ao longo de sua trajetória, sofreu grandes transformações principalmente no decorrer dos anos 90, obtendo consequentes ganhos de produtividade, isso não somente no tocante a introdução de equipamentos automatizados na área de produção más também na utilização de novas técnicas de gestão e uso de diferentes fontes de matérias-primas, uma vez que devido a questões ambientais, a utilização de madeiras de cunho nobre passaram a ter seu uso restrito, surgindo assim as espécies reflorestáveis tais como o Hardboard ( Chapa de Fibra de madeira), o MDP(Médium Density Particleboard) e posteriormente o MDF(Médium Density Fiberboard).
 

O Design Industrial passou a ocupar um espaço que até então não existia nesse setor, assim como, ferragens e acessórios passaram a ter uma relevante importância devido a nova matéria-prima empregada no desenvolvimento de produtos que exigiam novas técnicas.
 

Softwares de parametrização como o Auto CAD, surgiram no intuito de somar forças diante dessas novas tecnologias empregadas e com isso novas formas de projetar e visualizar o produto mesmo antes de ser concebido na linha de produção. 

Um dado importante neste período foi a  da massificação no consumo, em especial no segmento pertencente a móveis lineares retilíneos ou seja, aqueles fabricados a partir de painéis de madeira reconstituída, lembrando que em países desenvolvidos o ciclo de reposição desses gênero de produto sofreu grande redução e com isso aumento do dinamismo da indústria.

Para maior compreensão, quero destacar aqui, um texto ao qual me chamou a atenção pela clareza do autor na narrativa e ao qual descreve de forma impar a evolução desse universo tão peculiar e apaixonante chamado Cadeia Moveleira.

Bibliografia: Crédito a Setsuo Iwakiri - Professor de Painéis de Madeira da Universidade Federal do Paraná.

Foi na década de1960, quando entrou em operação a primeira indústria de painéis aglomerados, dando início ao desenvolvimento desse segmento como um dos principais fornecedores de matéria-prima para indústria moveleira no Brasil.

Nesse período, foi implementado também a política de incentivos fiscais para reflorestamento de grandes áreas com espécies do gênero pinus e eucalipto, nas regiões Sul e Sudeste de nosso País. 

A Matéria-prima era abundante, embora de qualidade limitada, acabou impulsionou os setores de celulose e papel, de painéis de madeira e, mais tarde, das laminadoras e das serrarias.

A tecnologia industrial teve de se adaptar à nova realidade – a de exploração intensiva de grandes áreas de plantios florestais e a do processamento de toras de pequenos diâmetros em larga escala.
 
Surgiram novos desafios, como o de melhorar a relação produtividade/qualidade da madeira proveniente de plantios florestais, por meio de estudos nas áreas de melhoramento genético, técnicas silviculturais[1] e de manejo florestal.

E finalmente na década de 1990, entramos na era dos painéis MDF para atender à crescente demanda das indústrias moveleiras.

A primeira unidade produtiva foi instalada no estado de São Paulo, em 1997, e ao mesmo tempo, chegou ao Brasil a tecnologia da prensa contínua, que permitiu a manufatura de produtos de maior qualidade com alta produtividade, aumentando a competitividade do MDF no mercado.
 

Essas mudanças motivaram também as indústrias de painéis aglomerados a procurarem a melhoria da qualidade e da produtividade com a adoção de novas tecnologias.

Prensas de pratos foram substituídas por prensas contínuas em novos projetos industriais e na readequação das linhas de produção existentes.

A indústria de aglomerados que convivia com o estigma de produzir material de baixa qualidade, investiu em melhorias tecnológicas em termos de qualidade superficial, resistência à umidade, relação peso/resistência, etc.
 
Houveram ainda varias melhorias no processo produtivo, e essa evolução foi acompanhada a mudança na denominação comercial do produto, de aglomerado para MDP – médium density particleboard.

Hoje, os painéis MDF e MDP podem conviver no mesmo mercado, dividindo as partes de um mesmo móvel, trazendo benefícios ao consumidor por meio da otimização da relação custo-benefício.

A indústria moveleira pode ser segmentada tanto em função dos materiais que os móveis são confeccionados, como também de acordo com os usos a que se destinam.
 

Quanto aos usos, existem os móveis de madeira para residência (que contemplam os móveis retilíneos seriados, os móveis torneados seriados e móveis sob medida) e os móveis para escritório (móveis sob encomenda e móveis seriados).


[1][1] Silvicultura -  é a ciência dedicada ao estudo dos métodos naturais e artificiais de regenerar e melhorar os povoamentos florestais com vistas a satisfazer as necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, é aplicação desse estudo para a manutenção, o aproveitamento e o uso racional das florestas.




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