O ano de 2014 esta terminando e vai deixar saudades, podem acreditar nisso!
Saudades porque até aqui o mercado vinha animado, consumindo, a maioria não estava preocupada com o possível desfecho que as eleições trariam, com os escândalos ainda maiores que viriam dos altos escalões da maquina governamental logo após a reeleição se confirmar.
Vai ser preciso logo no inicio de 2015 que o empresário de imediato reveja todo o mecanismo de sua empresa, reveja seu mix de produtos, planejamento estratégico e processos internos.
Olhar o PERFIL DO CONSUMIDOR ATUAL e compreender suas reais necessidades!
As indústrias do setor moveleiro tendem a fechar este ano com estoques altos pela venda que não ocorreu como vinha acontecendo nos anos anteriores. Vai ser preciso sem sombra de duvidas inovar no próximo ano. A linha de produtos precisa ser urgentemente adequada a esse novo perfil de consumidor oriundo do novo panorama econômico.
Indústrias do segmento moveleiro em especial, vinham investindo maciçamente em tecnologia no chão de fabrica, mas esqueceram do primordial, INVESTIR NA LINHA DE PRODUTOS e mão de obra especializada. Tudo girava para depreciação do produto pensando ganhar e ganhar mais.
Ora, quando o mercado encontra-se consumidor é claro que o que se coloca no mercado acaba vendendo, más e agora com o mercado retraído?
Vejam os dados citados por Marcelo Vilin Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), especializado no setor moveleiro durante o quinto congresso moveleiro realizado esse ano de 2014:
“A indústria, como um todo, adiou seus projetos de investimentos e
compras de máquinas por causa da crise. O setor moveleiro, não”, afirma o
consultor. No ano passado, as fábricas do setor investiram R$ 5,1
bilhões em novos projetos industriais e, especialmente, inovações.
Sejamos realistas, a indústria moveleira nunca deu o devido valor merecido na Gestão de Produtos procurando inovar no desenvolvimento de novos produtos e pesquisas, tanto que são poucas as que de fato investiram nesse quesito e ai me vem uma frase famosa do Papa do Marketing moderno.....
"As empresas ruins ignoram seus concorrentes, as medianas os copiam e as vencedoras os lideram." (Philip Kotler)
Pode até parecer que estou aqui depreciando a indústria do segmento moveleiro, más não é bem isso, é sim um alerta para que todas acordem rápido para o panorama atual.
Vejo ainda o quanto empresários do setor estão míopes, diante de toda esta situação.
Muitos ainda acreditam que começar a arrumar a casa pelo chão de fabrica trará a solução, erradíssimo esse posicionamento, uma vez que o setor investiu e muito nessa área conforme dados citamos acima.
A solução verdadeira encontra-se onde menos a indústria mexeu até hoje, na Gestão de Produtos, esse é o verdadeiro ponto de partida.
Ninguém começa limpar uma casa pela porta de saída!
Quem comanda a produção na verdade é o PRODUTO, sem ele não existe produção.
Então é meio óbvio que este é o inicio de todo o processo para nos prepararmos para o que nos aguarda volto a insistir.
Aumentar as exportações será uma boa saída enquanto o mercado interno se reequilibra, porem novamente nos deparamos no mesmo ponto: PRODUTO!
É imperativo que para entrar e se manter nesse mercado lá fora, não basta apenas ter preço para penetrar em certos mercados como o americano e europeu, é preciso sim INOVAR.
O setor de móveis seriados principalmente, vem a anos depreciando a linha de seus produtos e as consequências virão agora em 2015.
Recentemente em uma entrevista que concedi ao Portal Emobile, falei sobre o nicho imenso aberto no mercado para móveis multifuncionais. Detalhe, passei esse ano falando sobre isso em posts pelo POM - Portal do Montador de Móveis.
Ai vem minha pergunta:
"Alguma indústria se preocupou em ficar atenta a esse nicho grandioso que se abriu?".
Deixo aqui mais uma frase famosa do mestre Kotler para reflexão:
"O mais importante é prever para onde os clientes estão indo e chegar lá primeiro." (Philip Kotler)
É preciso transformar crise em oportunidade. Não dá para ficar parado vendo o bonde passar, é preciso saber jogar o jogo exigido pelo mercado!
Adélia Covre
AC. Adelia Covre Consulting - Consultoria e Assessoria na Industria Moveleira. Gestão de Produtos, Estratégica e Marketing - Design de Interiores.
AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira
"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
REVENDO ESTRATÉGIAS DO MIX DE PRODUTOS PARA ESSE NOVO CENÁRIO DA ECONOMIA!
Neste novo momento delicado que vamos vivenciar na economia em nosso país, será fundamental
as indústrias se atentarem mais em alguns pontos chaves para se manterem fortes e firmes no mercado.
Todas as empresas necessitam de imediato trabalhar com maior eficácia é fato, reavaliar suas prioridades, inovar e evitar o retrabalho. Isto significa dizer que o momento atual pede de cada empresário, uma abordagem estruturada dos projetos e flexibilidade capaz de ajustá-los às flutuações que o mercado apresentará. Exige ainda uma metodologia que garanta resultados mesmo em tempos de forte turbulência.
As Indústrias, mais especificamente as do setor moveleiro, normalmente tem sérios problemas ao adaptar-se ao mercado como um todo e com relação ao time do ciclo de vida de seus produtos, sem contar a limitação de diferenciação de design de indústria para indústria.
Vejo como sendo imperativo saber neste quesito, que todo e qualquer produto tem que já nascer com sua data marcada para ser retirado do mercado e não me canso em me deparar constantemente com clientes que possuem uma enorme dificuldade em compreender os tempos corretos das etapas do ciclo de vida do mix de seus produtos.
Todas as empresas necessitam de imediato trabalhar com maior eficácia é fato, reavaliar suas prioridades, inovar e evitar o retrabalho. Isto significa dizer que o momento atual pede de cada empresário, uma abordagem estruturada dos projetos e flexibilidade capaz de ajustá-los às flutuações que o mercado apresentará. Exige ainda uma metodologia que garanta resultados mesmo em tempos de forte turbulência.
As Indústrias, mais especificamente as do setor moveleiro, normalmente tem sérios problemas ao adaptar-se ao mercado como um todo e com relação ao time do ciclo de vida de seus produtos, sem contar a limitação de diferenciação de design de indústria para indústria.
Vejo como sendo imperativo saber neste quesito, que todo e qualquer produto tem que já nascer com sua data marcada para ser retirado do mercado e não me canso em me deparar constantemente com clientes que possuem uma enorme dificuldade em compreender os tempos corretos das etapas do ciclo de vida do mix de seus produtos.
É muito importante que se compreenda como tudo isso precisa funcionar em uma indústria para que ela sobreviva em um mercado competitivo e com um perfil peculiar como é o nosso caso atualmente.
Todo ciclo de vida de um produto deve ser entendido como a história completa de um determinado produto compreendido de suas fases de vendas:
- Introdução – Crescimento - Maturidade - Declínio.
Compreendendo
ainda as quatro fases do ciclo de vida do produto:
A Introdução, é a fase inicial
da vida do produto ou o período em que o produto é lançado no mercado, esta
fase tem como característica: baixo volume de produção e de vendas.
O Crescimento, nesta outra fase o produto começa a
firmar-se no mercado ou período de aceitação pelo mercado. Nesse estágio surgem
os concorrentes.
A Maturidade, é o período de baixo crescimento nas
vendas. Os níveis de lucro tornam-se estáveis ou diminuem, em função dos gastos
que a empresa tem para defender o produto da concorrência. Quando o produto
atinge a saturação às características de competição se tornam mais acirradas.
Quando chega o Declínio, o produto passa a
perder participação no mercado, ou seja, é quando as vendas e os lucros começam
a cair.
O conceito correto que a indústria precisa aprender a utilizar ainda mais neste momento é bem simples, é o de obsolescência programada, ou seja, é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que o mesmo se torne obsoleto ou não funcional especificamente para forçar assim o consumidor a comprar a nova geração do produto ou ainda, são produtos que são desenvolvidos já com data prevista para serem retirados do mercado.
O conceito correto que a indústria precisa aprender a utilizar ainda mais neste momento é bem simples, é o de obsolescência programada, ou seja, é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que o mesmo se torne obsoleto ou não funcional especificamente para forçar assim o consumidor a comprar a nova geração do produto ou ainda, são produtos que são desenvolvidos já com data prevista para serem retirados do mercado.
Segundo Kotler e Keller (2006 apud REIS, 2007), quando
cita que um produto possui um ciclo de vida faz-se necessário
visualizar os seguintes fatores:
Kotler (O Papa do
Marketing), afirma ainda, que nem todos os produtos passam por
todos os estágios de ciclo de vida. E isso ocorre porque alguns produtos
lançados acabam morrendo antes de chegar à fase da maturidade, ou até
mesmo no primeiro estágio, em razão de erros de estratégia ou posicionamento de mercado. Sendo assim,
as organizações inteligentes utilizam o lançamento constante de novos
produtos como uma estratégia, visando alcançar o sucesso e garantir um ciclo
de vida mais duradouro. - Os produtos têm vida limitada;
- As vendas dos produtos passam por estágios distintos, cada um deles com desafios, oportunidades e problemas diferentes para as empresas;
- Os lucros sobem e descem nos diferentes estágios do ciclo de vida do produto;
- Os produtos necessitam de diferentes estratégias de produção, marketing, compras e recursos humanos e, também, financeiras, de acordo com cada estágio do seu ciclo de vida.
Um outro tipo de estratégia é a estratégia market-in, que
nada mais é que a empresa ouvir a voz do mercado e fabricar aquilo que o
mercado quer, muitas vezes antecipando-se e até mesmo criando necessidades de
consumo para os seus produtos, fabricando então o que pode vender. A meu ver, a
empresa pode e deve utilizar as duas estratégias anteriores, visando assim uma
estratégia mista, que maximiza seus recursos produtivos e de desenvolvimento de
novos produtos.
Uma indústria precisa sobretudo em momentos críticos,
aprender a ser flexível e ágil para saber reagir e adaptar-se rapidamente às
mudanças do mercado. Somente assim sobreviverão para criar novos modelos de
negócio, sem olhar para trás e volto a falar em mais esse post pessoal, revejam suas estratégias.
O Empresário terá que enxergar que a realidade que existia
antes da crise nunca mais vai voltar a existir, e isso é algo a ser absorvido
em sua mente.
Outro ponto que vale também ser abordado aqui e que afetará
diretamente a produção nacional é da alta do dólar ao qual dificultará a vida
de quem importa produtos (sejam eles insumos ou não), a não ser que já se tenha
se garantido com estoques para muito além. A moeda americana tende a subir com
a saída de investidores estrangeiros do País. O FED (Banco Central Americano)
decretou o fim dos estímulos fiscais liberados durante a crise que se iniciou
em 2008 e já sinalizou que, com a retomada da economia, aumentará os juros por
lá.
A lógica que está sendo utilizada por empresas estrangeiras é simples neste momento delicado, para que ficar no Brasil com tantos riscos?
Uma coisa será fundamental, mais do que nunca, é preciso ser estratégico agora!
Lembrem-se que a era do mais ou menos terminou minha gente!
As empresas terão que fazer mais com menos investimentos e serem capazes de gerir os custos de forma inteligente e dominarem todos os processos, até os mais complexos, de sua empresa.
Revejam suas opções, pensem em novas tecnologias que tragam benefícios. Arrume a casa o mais rápido possível, tenha governança. Ver o que todo mundo vê, mas enxergar e fazer diferente será o melhor caminho!
Empresários do setor moveleiro, vamos aprender a administrar com gestão estratégica de qualidade e sair da zona de conforto em 2015, pois somente com essa visão será possível sobreviver de forma sadia e sem grandes riscos!
A todos desejo boas reflexões sobre esse assunto!
Adélia Covre
A lógica que está sendo utilizada por empresas estrangeiras é simples neste momento delicado, para que ficar no Brasil com tantos riscos?
Uma coisa será fundamental, mais do que nunca, é preciso ser estratégico agora!
Lembrem-se que a era do mais ou menos terminou minha gente!
As empresas terão que fazer mais com menos investimentos e serem capazes de gerir os custos de forma inteligente e dominarem todos os processos, até os mais complexos, de sua empresa.
Revejam suas opções, pensem em novas tecnologias que tragam benefícios. Arrume a casa o mais rápido possível, tenha governança. Ver o que todo mundo vê, mas enxergar e fazer diferente será o melhor caminho!
Empresários do setor moveleiro, vamos aprender a administrar com gestão estratégica de qualidade e sair da zona de conforto em 2015, pois somente com essa visão será possível sobreviver de forma sadia e sem grandes riscos!
A todos desejo boas reflexões sobre esse assunto!
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