AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

sábado, 20 de dezembro de 2014

REVENDO ESTRATÉGIAS DO MIX DE PRODUTOS PARA ESSE NOVO CENÁRIO DA ECONOMIA!



Neste novo momento delicado que vamos vivenciar na economia em nosso país, será fundamental as indústrias se atentarem mais em alguns pontos chaves para se manterem fortes e firmes no mercado.

Todas as empresas necessitam de imediato trabalhar com maior eficácia é fato, reavaliar suas prioridades, inovar e evitar o retrabalho. Isto significa dizer que o momento atual pede de cada empresário, uma abordagem estruturada dos projetos e flexibilidade capaz de ajustá-los às flutuações que o mercado apresentará. Exige ainda uma metodologia que garanta resultados mesmo em tempos de forte turbulência.

As Indústrias, mais especificamente as do setor moveleiro, normalmente tem sérios problemas ao adaptar-se ao mercado como um todo e com relação ao time do ciclo de vida de seus produtos, sem contar a limitação de diferenciação de design de indústria para indústria.

Vejo como sendo imperativo saber neste quesito, que todo e qualquer produto tem que já nascer com sua data marcada para ser retirado do mercado e não me canso em me deparar constantemente com clientes que possuem uma enorme dificuldade em compreender os tempos corretos das etapas do ciclo de vida do mix de seus produtos.

É muito importante que se compreenda como tudo isso precisa funcionar em uma indústria para que ela sobreviva em um mercado competitivo e com um perfil peculiar como é o nosso caso atualmente.

Todo ciclo de vida de um produto deve ser entendido como a história completa de um determinado produto compreendido de suas fases de vendas: 
  • Introdução – Crescimento - Maturidade  - Declínio.
 
Compreendendo ainda as quatro fases do ciclo de vida do produto: 

A Introdução,  é a fase inicial da vida do produto ou o período em que o produto é lançado no mercado, esta fase tem como característica: baixo volume de produção e de vendas.  
O Crescimento, nesta outra fase o produto começa a firmar-se no mercado ou período de aceitação pelo mercado. Nesse estágio surgem os concorrentes. 
A Maturidade, é o período de baixo crescimento nas vendas. Os níveis de lucro tornam-se estáveis ou diminuem, em função dos gastos que a empresa tem para defender o produto da concorrência. Quando o produto atinge a saturação às características de competição se tornam mais acirradas. 
Quando chega o Declínio, o produto passa a perder participação no mercado, ou seja, é quando as vendas e os lucros começam a cair.

O conceito correto que a indústria precisa aprender a utilizar ainda mais neste momento é bem simples, é o de obsolescência programada, ou seja, é a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que o mesmo se torne obsoleto ou não funcional especificamente para forçar assim o consumidor a comprar a nova geração do produto ou ainda, são produtos que são desenvolvidos já com data prevista para serem retirados do mercado.

Segundo Kotler e Keller (2006 apud REIS, 2007), quando cita que um produto possui um ciclo de vida faz-se necessário visualizar os seguintes fatores:  
  • Os produtos têm vida limitada;
  • As vendas dos produtos passam por estágios distintos, cada um deles com desafios, oportunidades e problemas diferentes para as empresas;
  •  Os lucros sobem e descem nos diferentes estágios do ciclo de vida do produto;
  •  Os produtos necessitam de diferentes estratégias de produção, marketing, compras e recursos humanos e, também, financeiras, de acordo com cada estágio do seu ciclo de vida. 
Kotler (O Papa do Marketing), afirma ainda, que nem todos os produtos passam por todos os estágios de ciclo de vida. E isso ocorre porque alguns produtos lançados acabam morrendo antes de chegar à fase da maturidade, ou até mesmo no primeiro estágio, em razão de erros de estratégia ou posicionamento de mercado. Sendo assim, as organizações inteligentes utilizam o lançamento constante de novos produtos como uma estratégia, visando alcançar o sucesso e garantir um ciclo de vida mais duradouro. 
Um outro tipo de estratégia é a estratégia market-in, que nada mais é que a empresa ouvir a voz do mercado e fabricar aquilo que o mercado quer, muitas vezes antecipando-se e até mesmo criando necessidades de consumo para os seus produtos, fabricando então o que pode vender. A meu ver, a empresa pode e deve utilizar as duas estratégias anteriores, visando assim uma estratégia mista, que maximiza seus recursos produtivos e de desenvolvimento de novos produtos. 
Uma indústria precisa sobretudo em momentos críticos, aprender a ser flexível e ágil para saber reagir e adaptar-se rapidamente às mudanças do mercado. Somente assim sobreviverão para criar novos modelos de negócio, sem olhar para trás e volto a falar em mais esse post pessoal, revejam suas estratégias. 
O Empresário terá que enxergar que a realidade que existia antes da crise nunca mais vai voltar a existir, e isso é algo a ser absorvido em sua mente. 

Outro ponto que vale também ser abordado aqui e que afetará diretamente a produção nacional é da alta do dólar ao qual dificultará a vida de quem importa produtos (sejam eles insumos ou não), a não ser que já se tenha se garantido com estoques para muito além. A moeda americana tende a subir com a saída de investidores estrangeiros do País. O FED (Banco Central Americano) decretou o fim dos estímulos fiscais liberados durante a crise que se iniciou em 2008 e já sinalizou que, com a retomada da economia, aumentará os juros por lá.

A lógica que está sendo utilizada por empresas estrangeiras é simples neste momento delicado, para que ficar no Brasil com tantos riscos?

Uma coisa será fundamental, mais do que nunca, é preciso ser estratégico agora!

Lembrem-se que a era do mais ou menos terminou minha gente!

As empresas terão que fazer mais com menos investimentos e serem capazes de gerir os custos de forma inteligente e dominarem todos os processos, até os mais complexos, de sua empresa.

Revejam suas opções, pensem em novas tecnologias que tragam benefícios. Arrume a casa o mais rápido possível, tenha governança. Ver o que todo mundo vê, mas enxergar e fazer diferente será o melhor caminho!

Empresários do setor moveleiro, vamos aprender a administrar com gestão estratégica de qualidade e sair da zona de conforto em 2015, pois somente com essa visão será possível sobreviver de forma sadia e sem grandes riscos!

A todos desejo boas reflexões sobre esse assunto!

Adélia Covre 

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