AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Relevância do Planejamento Estratégico!...

Inicio de ano, férias encerrando, o governo atual não sinalizando grandes avanços, as noticias do mercado a cada dia apontando para um ano difícil, empresários preocupados com o anuncio do aumento dos juros, o mercado paralisado e com todo esse turbilhão de fatos seu barco precisa navegar mesmo que em mares revoltos. 

O que fazer???.....

Antes de possivelmente responder, existe uma outra pergunta essencial que deve ser respondida primeiramente!

Sua empresa possui com um planejamento estratégico elaborado visando os novos rumos do seu negócio para este e os próximos anos que tendem a ser altamente complexos?


Estamos diante de uma pergunta que boa parte das indústrias e principalmente as moveleiras não tem a imediata resposta. Acreditem, é impressionante como no ramo da consultoria é corrente nos depararmos com empresas que deixam sempre para depois o planejamento do seu negócio ou mesmo nunca o efetuaram, e essa ausência de planejamento sempre ocasiona PÉSSIMOS RESULTADOS..

“Uma empresa sem estratégia faz qualquer negócio.” (Michael Porter - professor da Harvard Business School)

Torna-se valoroso evidenciar que, além das mudanças ocorridas no mercado, nossa economia esta muito distante do que foi nos anos anteriores, quando ainda havia a febre de consumo. O Governo aponta para uma queda no mercado na ordem de 3%, mas que todos sabemos que esse numero é especulativo.

Em meu último post, comentei sobre a importância da prática da gestão em todos os seus níveis e que devem ser praticadas em qualquer negócio. Más a gestão eficaz, também é acompanhada por um bom plano de negócios que nada mais é que, um documento que descreve os objetivos de uma empresa e também quais os passos que devem ser seguidos para que esses objetivos sejam alcançados. Um plano de negócios, objetiva orientar uma empresa, na busca de informações detalhadas sobre o seu ramo, produtos e serviços, clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a correta identificação da viabilidade de uma ideia e na gestão da empresa. Por isso a importância de planejar.

Primeiramente é fundamental que se saiba o que é planejamento e quais seus fundamentos para que ele possa ser efetuado em um negócio visando atender as expectativas.

Planejar é programar, significa traçar planos e objetivos, escolher qual o melhor caminho a ser seguido para que seja possível aprimorar o funcionamento de uma empresa e com isso, estabelecer datas para avaliar quais metas foram alcançadas. Ele é essencial para que a administração de uma empresa seja eficaz e faça com que os negócios tenham um resultado positivo, refletindo no crescimento efetivo de uma empresa.


Para Peter Drucker (considerado um dos maiores expoentes da administração moderna), planejamento é uma tomada de decisão antecipada, ou seja, algo que é possível ser feito antes de agir. Pode ser considerado um plano para nortear de maneira estruturada as ações de uma empresa, definindo assim, as escolhas e caminhos visando o objetivo de atingir uma meta ou situação futura.

Imagem Fonte: www.insidehrdq.com

Compreenda que não basta possuir somente estratégias bem definidas para fomentar um negócio, é fundamental prever os caminhos que a empresa quer e deve seguir, pois de nada adiantam as boas idéias, filosofar, se elas não saírem do papel, ou seja, a ação é necessária para que haja resultados.

Planejar envolve todas as áreas de gestão, seja ela administrativa ou financeira, de pessoas, de clientes, de produtos, de projetos, a industrial, pois nenhum caminho pode ter sucesso seja em que nível for se não bem planejado. Entenda, o planejamento estratégico não trabalha de forma isolada, ele deve estar no processo estratégico, pois só assim sua contribuição será importante na gestão administrativa para a obtenção dos resultados.

“A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não planejar.” (John L. Beckley) 

Existem três tipos de planejamento que podem ser adotados para melhor otimização de uma empresa:
 
  • O Planejamento estratégico;
  • O Planejamento tático;
  • O Planejamento operacional. 
O Planejamento estratégico –  Cabe aos níveis superiores da empresa e diz respeito à formulação de objetivos e a seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua realização, considerando as condições externas e internas à empresa, além da evolução esperada, sua sobrevivência a longo prazo, crescimento e eficácia.

Para melhor compreensão, mestre Kotler (1998, p. 62), define o planejamento estratégico como um processo gerencial de desenvolver e manter uma direção estratégica, alinhando as metas e os recursos da organização. Preparando-a, para as mutantes oportunidades de mercado.

O Planejamento tático - Define como vai ser realizado o planejamento. Ele é utilizado para traduzir os objetivos gerais e as estratégias da alta diretoria em objetivos e atividades mais específicas e claras. Seu  principal objetivo é promover um contato eficaz entre o nível estratégico e o operacional. O planejamento tático tem por objetivo otimizar, determinada área e não a organização como um todo, isto é, trabalha com de composições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégico.

O Planejamento operacional – Observa a prática do idealizado. Sua premissa esta no trabalho junto aos funcionários que não fazem parte do setor administrativo, implementando então, os planos específicos estabelecidos no planejamento tático, estabelecem os objetivos que se deseja ver cumpridos e estipulam os passos a seguir. Este tipo de plano está vinculado ao plano de ação, que prioriza as iniciativas mais importantes para alcançar diversos objetivos e superar desafios.

Tenha em sua mente e não se engane.....

O futuro de qualquer negócio é sempre o resultado das ações que estão sendo realizadas no AGORA, sendo assim, o planejamento estratégico vai lançar as bases para a construção de um futuro promissor, bem como a geração de um mercado mais preparado para as mudanças que ocorrerem pelo caminho.

Todo planejamento deve ser composto de objetivos palpáveis, pois do contrário, não será eficiente e isso é preciso ter bem definido em sua mente.

Imagem Fonte: www.tuckerhall.com

O sucesso de qualquer empresa e sua sobrevivência, depende da capacidade de operar estrategicamente, ou seja, de estabelecer uma visão de longo prazo e possuir com máxima clareza de propósitos, o que se quer atingir e ao mesmo tempo que expresse significado para as pessoas e relevância para o mercado.

“Se você falha em planejar, está planejando falhar....”(Lair Ribeiro)

Grave essa palavra PLANEJAMENTO, afinal idéias nascem a todo instante, porém, para que elas se tornem realidade, é preciso construí-las passo a passo.

“De tempos em tempos ocorrem grandes transformações na história. Cruzamos uma ponte. Em poucas décadas a sociedade se reorganiza – sua visão do mundo, seus valores básicos, sua estrutura social e política, suas artes, suas instituições mais importantes. Depois de cinqüenta anos, existe um novo mundo. E as pessoas nascidas nele não conseguem imaginar o mundo em que seus avós viviam e seus pais nasceram. Estamos neste momento atravessando a ponte...”(Peter Drucker)

Que todos possam refletir sobre a fundamental relevância de PLANEJAR!

Adélia Covre

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Hora é agora. Reformular deve ser a palavra de ordem...

A hora é agora acreditem!

O surto de especulações referente ao que nos espera neste ano de 2015, de certa forma nos deu uma trégua, diga-se de passagem, já não era sem tempo!

Cessado o impacto do bombardeio de projeções efetuadas por várias consultorias  de gestão financeira de renome, o momento é propício para nos lançarmos rumo às ações necessárias, saindo da zona de conforto e seguindo em frente, objetivando como foco central, voltar-se para dentro de seu negócio ou empresa e efetuar uma análise minuciosa quanto àquilo que é necessário ser melhorado, implantado, de modo a provocar todas as alterações necessárias instantaneamente.

Quem tem acompanhado meus posts, deve ter observado que venho mencionando, insistentemente, sobre a necessidade que há, por parte do empresariado da indústria moveleira, observar o mercado com urgência, todas as mudanças de comportamento do consumidor e referências relativas ao rumo da nossa economia e do mercado mundial.

Especificamente em meu último post, comentei sobre a importância da prática da gestão em suas mais diversas modalidades e do quanto percebo no mercado em que atuo, a carência de muitos empresários em não identificar corretamente onde iniciar um processo interno de avaliação de sua empresa, do seu nicho de mercado, para assim consumar um plano de gestão eficaz.

Primeiramente preciso deixar evidenciado que, nenhuma empresa poderá se manter sadia sem que haja uma gestão financeira eficiente, pois se trata de um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras de uma empresa. Compreenda que o objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais.

Vale ressaltar, que uma correta administração financeira permite que seja visualizada a atual condição econômica de um determinado negócio. É Fato que, registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para que desse modo seja possível otimizar resultados. Obviamente que uma empresa que esteja passando por uma crise ou mesmo sentindo necessidade de ajustes em decorrência de um mercado não favorável, precisará que seus custos estejam sobre controle em todas as suas áreas.

No universo da consultoria, é corriqueiro constatarmos que a maioria das indústrias procura efetuar cortes de custos sem uma análise inteligente e planejada, não de preocupando em diferenciar o que é desperdício, de beneficio. Inicia geralmente suas reduções por meio de cortes em seu quadro funcional sem critério apropriado, deprecia seus produtos ao máximo esquecendo-se do cliente e chegam até mesmo a cortar o famoso cafezinho, mas propor uma redução da retirado dos sócios, nem pensar. Muitos empresários até chegam ao absurdo de misturarem seus gastos pessoais com os da empresa.

Uma prática comum no setor, diga-se de passagem, e complicada de ser abordada por consultores de modo geral, esta justamente relacionada com as retiradas efetuadas pelos sócios as quais de certa forma, torna-se um complicador, podendo gerar até mesmo desestabilização financeira. Canso em me deparar com empresas doentes aos quais seus dirigentes se recusam em reavaliar suas retiradas em momentos de crise. Preocupam-se com a troca do carro por um modelo do ano, com viagens internacionais, férias com a família, ostentação perante aos amigos, menos com a saúde da sua própria empresa.

Tal postura me remete a uma frase inteligente do mestre Philip Kotler...

“As companhias prestam muita atenção ao custo de fazer alguma coisa. Deviam preocupar-se mais com os custos de não fazer nada.” (Philip Kotler)

Administrar uma empresa requer conhecimento, atitude e muito controle. É ter competência na gestão de custos ao qual o start correto de análise, dá-se pelo olhar racional de quais são os itens fundamentais para sua operação, como o pagamento do pessoal, as matérias-primas, insumos e todas as despesas sem as quais o seu negócio não permitirá a entrega do produto ou serviço final. Em seguida, ver e eleger os itens que periféricos à operação.  Por fim, liste as despesas periféricas e pouco importantes para o negócio central.

Tente adotar um modelo de orçamento base zero, ou seja, gaste o que precisa e não o que tem.  A maioria dos gestores de empresa pensa que precisa gastar todo recurso do budget (orçamento periódico) do ano vigente com medo de que seja cortado o do ano seguinte e essa prática é totalmente errada.

A correta gestão financeira objetiva a maximização dos lucros, cuja eficácia mais contundente é a conquista natural da liderança em custos. Esta estratégia é necessária para levar uma empresa à conquista de mais fatias e sua permanecia no mercado de forma efetiva.

É importante que  o empresário veja o quanto algumas decisões podem afetar sua empresa de forma positiva ou negativa.
   
Por isso saiba planejar suas decisões em todos os níveis!

Outro tipo de gestão que é preciso abordar e tão importante quanto a anterior,  é a Gestão de Clientes, cuja ferramenta mais utilizada para este item é o CRM - Customer Relationship Management, que nada mais é que uma estratégia de gestão de relacionamento com o cliente voltada ao entendimento e antecipação das suas necessidades.

Utiliza-se de uma classe de ferramentas que automatizam as funções de contato com o cliente. Tais ferramentas compreendem sistemas informatizados e fundamentalmente uma mudança de atitude corporativa, que objetiva ajudar as empresas a criar e manter um bom relacionamento sobre suas atividades e interações com sua empresa.

Seu uso é de alta eficácia, afinal, seu produto tem por objeto atender às necessidades de quem o compra e nunca ao contrário.

Nestes meus 17 anos de consultoria/prestação de serviços e 30 anos de atuação no setor moveleiro, deparo ainda, com muitas empresas que não praticam esta modalidade de gestão e que infelizmente se veem cometendo erros básicos tais como:
  • Desconhecimento de seus clientes e suas necessidades;
  • Foco de visão em uma única venda;
  • Oferta ao mercado somente o que é de interesse da empresa;
  • Falta de comprometimento com seu Cliente;
  • Inexistência de planejamento;
  • Deixa de efetuar pós venda ou o fazem de forma descomprometida;
  • Faz o Cliente esperar, dificultando sua vida;
  • Deixa de informar, educar e orientar seu Cliente;
  • Diante de um problema com o Cliente, o deixa sem solução.
Erros desse gênero primário me remetem a uma frase celebre do maior guru da administração - Peter Drucker.

“O propósito de um negócio é criar um Cliente”
Segundo Drucker;

“As Empresas estão passando por mudanças radicais em suas estruturas, no trabalho que elas desenvolvem, no tipo de conhecimento que elas precisam e no tipo de pessoas que elas empregam. Com novas necessidades e objetivo”, ele ainda afirma que hoje precisamos nos auto gerenciar mais do que em qualquer época.

Já o papa do marketing, Philip Kotler, em sua  visão voltada a administração do Marketing afirma:

"Somente empresas centradas em seus clientes são verdadeiramente capazes em construir clientes, e não apenas produtos, e são hábeis em engenharia de mercados, não apenas em engenharia de produtos". (Kotler.2000, p.56)

Uma empresa deve ter em mente qual orientação deseja seguir no mercado, antes de tudo e para isso, precisa definir seu escopo de marketing, pois através dele é que a empresa terá condições de decidir sobre sua orientação para o mercado.

Kotler(2000) define cinco tipos de orientações que marcam a maneira com que organizações conduzem suas atividades:
  • As empresas com orientação de produção;
  • As de orientação de produto;
  • As de orientação de vendas;
  • As de orientação de marketing;
  • As de orientação de marketing social.
Classifica ainda as necessidades dos clientes em cinco tipos:
  1. Necessidades declaradas (o que o cliente pede);
  2. Necessidades reais (o que o cliente quer);
  3. Necessidades não declaradas (o que o cliente espera por parte da empresa);
  4. Necessidades de algo mais (o que o cliente gostaria que a empresa fizesse além do esperado);
  5. Necessidades secretas (as vontades subjetivas ou indiretas do cliente).
Mediante a compreensão dos diferentes tipos de necessidades do seu cliente, procure entender as diferentes abordagens do marketing. 

Mestre Kotler(2000), define três tipos de abordagens distintas:

A do Marketing Reativo - que ocorre quando somente a necessidade declarada do cliente é respondida.

A do Marketing Pró- Ativo - ocorre quando a empresa vê além da necessidade declarada do seu cliente e se propõem a pensar nas necessidades que o cliente pode ter no futuro.

A do Marketing Criativo - que é a que simplesmente descobre e produz soluções que o cliente não solicitou, mas às quais respondem com entusiasmo.

O IMPORTANTE É A EMPRESA ESTAR SEMPRE ATENTA ÀS NECESSIDADES E DESEJOS DOS SEUS CLIENTES, AFINAL, SÃO ELES QUE SUSTENTAM SUA EMPRESA ENQUANTO NEGÓCIO, LOGO, PARA POSSUIR UM NEGÓCIO AO QUAL SE PRETENDA MANTÊ-LO EM ASCENSÃO, É IMPRESCINDÍVEL ESTAR SEMPRE ATUANDO COM O MARKETING CRIATIVO.

O momento atual requer das empresas PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO!

"O planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro de decisões presentes".(Peter Drucker)

Desejo a todos, uma semana de grandes atitudes!

Adélia Covre.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A importância da prática eficaz de Gestão na Indústria.



Há muito venho falando nesse espaço sobre a necessidade da indústria seriada se movimentar rumo a pratica da gestão de produtos, item esse, diga-se de passagem, pouco praticado no setor moveleiro em questão.

O vício gigantesco desse tipo de indústria consiste em focar seus maiores esforços em processos produtivos, ou seja, giram em torno da famosa produção, quando na realidade a grande maioria peca justamente por não praticar Gestão em suas mais diversas modalidades.

Até o momento esse tipo de indústria viveu na era do mais ou menos, fabricava um produto mais ou menos, comercializava sua linha mais ou menos, efetuava prestação de serviços mais ou menos. Hoje o mercado mudou, o perfil do consumidor mudou, seus valores mudaram, a linguagem da moradia mudou com a valorização maior por parte das construtoras em áreas comuns, em consequência, o tipo de necessidade do consumidor passou por drásticas mudanças.

Se formos efetuar uma análise mais aprofundada, veremos que todas as indústrias procuraram focar até aqui, em aquisição de tecnologia para aumentar sua capacidade produtiva e hoje a quantidade por metro quadrado de chapa utilizada em uma residência, caiu bastante, em função da linha de eletrônicos hoje comercializados no mercado. Um bom exemplo disso é o que aconteceu com a vinda das TVs LED, LCD e tantas outras. Hoje esse tipo de equipamento dispensa um rack, uma estante, um home, utilizando apenas suportes e parafusos, pois são fixadas diretamente na parede, fazendo uso, quando muito, de um painel slat com algumas prateleiras atrás para compor o ambiente.

Algo é fato, o modelo de gestão financeira da maioria destas empresas foi desenvolvido há anos,  em um ambiente completamente diferente do que é hoje. Tal modelo,  foi eficiente quando o mercado mantinha-se em um ambiente unicamente voltado para controles de estoques e processos de produção a custos baixos. Época em que o mercado não era fundamentado em geração de valor agregado para o cliente, por meio de qualidade e relacionamentos mantidos entre este e a empresa, nem na capacidade de inovação e lançamentos de novos produtos.

Com esse fato, está ameaçada a existência da indústria moveleira seriada? 

Obviamente que não, o que existe é a real necessidade da indústria seriada adequar a linguagem de seus produtos a essa nova realidade,  alinhar sua empresa como um todo, saindo da mesmice. Quero esclarecer que inovar não é necessariamente aumentar seus custos internos, e sim fazer o bom uso da criatividade, saindo da zona de conforto vivida até aqui.

Chegou sim a hora do empresariado do setor se adequar à prática da GESTÃO /GERENCIAMENTO (de forma eficaz), caso queria sobreviver no mercado daqui para frente. É preciso deixar evidenciado que a tecnologia tem agilizado o ritmo das inovações mas por outro lado reduzido inesperadamente a vida útil dos produtos. As indústrias precisam ficar atentas para as mudanças das necessidades do consumidor, de forma veloz, bem como nas atuações de seus concorrentes, para isso precisa ter em mente a importância da prática de alguns modelos de gestão.


Somente através de uma pratica de gestão acertada é que podemos te controle sobre os processos da empresa como um todo.

Fazer uso do Balanced Scorecard que é uma ferramenta de planejamento estratégico, na qual a empresa tem claramente definida as suas metas e estratégias, visando medir o desempenho empresarial através de indicadores quantificáveis e verificáveis, algo a ser utilizado com maior frequência.

Minha pergunta aqui agora é básica, sua indústria tem seguido esses princípios? 

Através dessa pergunta acabamos caindo em outra questão importante, a da estratégia que tanto venho falando em meus posts  e que esse ano será fundamental ser praticada;  Gestão de Produtos,  Gestão Estratégica,  Gestão de Serviços e Gestão Financeira, que por sinal muitos ainda não perceberam que com o mercado atual será a mais importante de todas.

Insisto nessa premissa, pelo simples fato de que nada vale termos uma capacidade de produção exorbitante e equipamentos de ultima geração se o seu carro chefe, que é o seu produto, não falar a linguagem do seu cliente.

Essa linha de raciocínio me remete a uma frase clássica de Philip Kotlher - 2000( O Papa do Marketing), que nos ilustra bem a definição do vem a ser produto: 

Um produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo. Os produtos comercializados incluem bens físicos, serviços, experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e ideias”.

Essa citação de Kotler é fundamental, pois nos leva à definição de Gestão de Produtos que muitos confundem por não entenderem que ela engloba o desenvolvimento de estratégias e táticas, em relação ao ciclo de vida de produtos, e aumentam assim a sua demanda no mercado.  A esse tipo de demanda, chamamos de DEMANDA PRIMÁRIA.

Partindo desse princípio, podemos afirmar que Gestão de Produtos é uma área da administração que lida com assuntos tais como:

  • Quais produtos deverei produzir e vender;
  • Quais novos produtos preciso acrescentar;
  • Quais produtos existentes deverão ser abandonados ou retirados do mercado;
  • Quanto tempo um produto necessita para penetrar o mercado;
  • Quantos produtos deverei ter na linha;
  • Como equilibrar o portfólio de produtos da minha empresa;
  • Devo usar uma estratégia de diferenciação ou não;
  • Qual o melhor posicionamento do produto;
  • Que marca usar;
  • Se usar uma marca individual ou uma marca genérica de família de produtos;
  • Se construir bundles (Pacotes), ou linhas de produto;
  • Que logotipo usar;
  • Considerações do Ciclo de Vida do Produto;
  • Considerações da obsolescência planejada.

Quando pensamos em desenvolvimento, há de se procurar entender que um bom produto requer também o uso de boas estratégias. Sinto em minhas andanças por indústrias do setor, que muitas nem sequer as praticam ou as conhecem.

São elas:

Estratégias ofensivas: aquelas adotadas por empresas que querem manter a liderança no mercado, estando sempre à frente dos concorrentes. É necessário investimento em pesquisa e desenvolvimento. 

Estratégias defensivas: as adotadas por empresas que não seguem as empresas líderes. Evitam custos com desenvolvimento e não correm riscos entrando em novos mercados.

Estratégias tradicionais: as adotadas por empresas que atuam em mercados estáveis, sem grande demanda por mudanças. 

Estratégias dependentes: as adotadas por empresas que não tem autonomia para lançar seus próprios produtos. Isto ocorre com subsidiárias ou empresas que produzem para outras – terceirização.

Vale aqui lembrar de outra grande frase do mestre Kotler: 

“As metas indicam aquilo que uma unidade de negócios deseja alcançar; estratégia é um plano de como chegar lá.”  

Que fique bem claro que o que estou procurando chamar a atenção é para alguns princípios da administração de marketing que muitos se esquecem no dia a dia, que são importantíssimas para alguém se manter no mercado. Veja como um ato inteligente, identificar quais são os principais gargalos da sua empresa, falhas na gestão financeira e no planejamento, posicionamento equivocado no mercado, custos elevados, precificação incorreta de produtos e serviços, pois estes, são alguns dos problemas mais comuns que encontramos na indústria moveleira.

Outro item a ser citado aqui, é a falta de compreensão do empresario, quanto às possíveis causas da falha de um lançamento de produto no mercado. É fundamental ser compreendido que um produto pode fracassar em seu lançamento geralmente pela definição incompleta ou inconsistente do produto ou do mercado.

Tais falhas podem ser oriundas através dos seguintes itens:
  • No desenvolvimento do produto como um todo; 
  • Por baixa atratividade do mercado ou Mercado superestimado; 
  • Por baixa qualidade do produto; 
  • Através de lançamento em hora errada; 
  • Pelo produto ser economicamente inviável para os compradores.
Tenha em sua consciência que: 

“É mais importante adotar a estratégia correta do que buscar o lucro imediato”.(Philip Kotler)  

SEJA OUSADO E MUDE DE HÁBITOS, POIS DE NADA ADIANTARÁ ELABORAR BOAS ESTRATÉGIAS SE O GESTOR CONTINUAR A REPETIR OS ERROS DO PASSADO.

Bom trabalho a todos e vamos à luta!

Adélia Covre

domingo, 4 de janeiro de 2015

2015 – O Ano da Iniciativa Necessária!



O período de festas chegou ao fim e lá vamos nós, rumo firme para iniciar o temido ano das mudanças necessárias.

Nosso governo atual já anunciou as medidas que muitos economistas haviam alertado e ao qual chamo carinhosamente de terapia de choque perante o caos instaurado no país oriundo de tantas atitudes erradas por parte do governo petista.

Mas volto a afirmar que chorar pelo leite derramado a essa altura do campeonato, será uma postura nada inteligente. Será preciso sim se reinventar, focar , ousar e principalmente rever o que é preciso ser revisto visando o acerto dos passos daqui para frente.

Torna-se imprescindível neste começo de ano visando assim iniciar um processo de mudança em sua empresa ou por assim dizer, dar o pontapé em um novo empreendimento, questionar sobre as necessidades do mercado na atualidade e provocar iniciativas emergenciais para mudar o que for preciso.

"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke)


Claro que o comércio sentiu violentamente a queda nas vendas neste final de ano é fato, diga-se de passagem, o pior dos últimos anos. Segundo a consultoria Serasa Experian, o volume de vendas no Natal caiu 1,7% no Brasil na comparação com igual período do ano passado, e é o pior resultado desde o Natal de 2003.

Más a boa noticia é que as vendas pela internet - E-commerce , cresceram e movimentou R$ 5,9 bilhões segundo a E-bit - empresa especializada em informações do comércio eletrônico. Segundo a empresa, houve crescimento no comércio eletrônico na ordem de 37% em relação ao mesmo período do ano passado e superou a expectativa inicial que previa R$ 5,2 bilhões em vendas geradas no período do Natal.

A E-bit, levantou os números referentes a pedidos realizados de 15 de novembro à última quarta-feira dia 24, véspera do Natal. Obviamente que este aumento de vendas está ligado ao movimento de liquidações Black Friday, que ocorreu em novembro e pasmem todos, representou 20% de todo este faturamento.

Más vai ai um alerta, para especialistas em estratégia, não é hora de lojas físicas pensarem em migração para o mundo virtual, pois acredita-se ter havido apenas uma transferência de negócios do consumidor das lojas de rua para a internet pela facilidade e maturação das compras e por representar pela atual instabilidade, economia e conveniência além de que passaram a ser mais seguras. Especialistas da área ainda afirmam que o crescimento real do e-commerce deve ficar em 15%, o que não segura a economia do país para este ano.

Uma coisa é fato o caminho virtual pode ajudar os empresários que querem recuperar seu negócio neste ano, porem é necessário cautela neste tipo de negócio, afinal no universo do  e-commerce as plataformas são diferentes e exigem produtos diferentes, lojística diferente, daí a estratégia também precisa ser adequada.

Um dado ao qual me chamou a atenção foi que segundo a E-bit, 1,5 milhões de pessoas efetuaram compras pela internet este final de ano e as categorias com maior quantidade de pedidos foram Moda e Acessórios, Cosméticos, Perfumaria e Saúde, Eletrodomésticos, Telefonia e Celulares e Informática. Reparem que não foi apontado aqui nada sobre mobiliário, o que demonstra bem que esse tipo de produto ainda não esta sendo bem explorado pelo empresariado do setor nesse novo tipo de comércio que vem crescendo galopantemente nos últimos anos.

Esta mais que evidente que a tendência mostra a aceleração da adesão dos brasileiros por esse modelo de plataforma e um dado ainda mais interessante é sobre a participação dos dispositivos móveis nas compras virtuais que já se aproxima de 9% segundo a E-bit.

Essa é uma estratégia a ser pensada pelo empresariado do setor moveleiro, afinal uma boa dose de ousadia será fundamental para motivar vendas em um ano com renda tão comprometida como será 2015.

Outro ponto a ser analisado é que o segmento de móveis para as classes C e D cresceu muito nos últimos anos devido à maior quantidade de moradias populares, em contra partida o fato dos espaços disponíveis serem diferentes, as referências estéticas das classes em questão são outras e isso é fato. É preciso entender que esse perfil de consumidor antes olhava apenas o preço, mas segundo pesquisas as quais andei lendo, hoje ele não compra mais qualquer tipo de produto. Novamente nos deparamos com o nicho que ainda encontra-se aberto dos móveis multifuncionais e ao qual ainda não visualizo grandes movimentos nessa direção. Existem minha gente, muitos imóveis no mercado com esse perfil e que ainda não foram mobiliados.

Volto a insistir em mais este post - O fabricante de móveis precisa de uma vez por todos ter visão e sensibilidade para entender esse movimento e aplicar as mudanças mais que necessárias em suas empresas, começando pela revisão de seu mix de produtos urgentemente e adequá-los. Afinal nos últimos 20 anos investiu-se demasiadamente em tecnologia e processos em chão de fabrica, design e inovação de produtos estrategicamente bem conceituados, acabou ficando para trás.

Vejam que no quadro atual uma boa estratégia, sem sombra de possíveis duvidas, será as que envolvam design e análise correta do perfil do consumidor da atualidade.

Uma coisa é possível afirmar, 2015 principalmente para a indústria moveleira, deverá ser o ano do planejamento estratégico, ousadia, reestruturação e busca pela competência, para que assim possamos colher resultados positivos no final de 2015 e acertadamente em 2016.

Termino este primeiro post do ano com uma frase bastante significativa do Papa do Marketing:

“Uma coisa é perceber oportunidades atraentes e outra é ter competência para ser bem-sucedido nessas oportunidades.” (Philip Kotler)

Uma boa análise a todos e um 2015 com sucesso nas novas estratégias!

Adélia Covre




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