AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

terça-feira, 28 de abril de 2015

ERGONOMIA - Os Cuidados com sua coluna!

Jamais uma profissão esteve tão em alta como nos dias de hoje. 

A profissão de fisioterapeuta!

O motivo é simples.....

A maioria das pessoas reclamam de dores constantes na coluna, nos ombros e dores de cabeça oriundas da famosa dor nas costas.

Em momentos a dor é no ombro, em outras no pescoço, muitas vezes nas pernas....e quantos não reclamam do ciático. 

A bem da verdade temos o péssimo hábito de sentamos em nossos carros, no sofá em nossas casas, na frente de nossos notebooks, desktops e tablets, sem nos preocuparmos muito com algo de extrema importância para nossa saúde.

Nossa Postura enquanto sentados!

Para quem ainda não percebeu, estou me referindo a um tema de grande importância no mundo do design, ERGONOMIA. Afinal é ela que designa o conjunto de disciplinas que estuda a organização do trabalho no qual existe interações entre seres humanos e máquinas.

Seu principal objetivo é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu trabalho e formas eficientes e seguras de o desempenhar visando a otimização do bem-estar e consequentemente, aumento da produtividade.

Segundo a Associação Brasileira de Ergonomia:

A Ergonomia - É uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema.

É importante exaltarmos aqui que os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.

A ergonomia é um ramo da ciência econômica que se ocupa das questões relativas à vida laboral moderna - ambiente laboral é o clima que é vivido dentro de um contexto de trabalho, por exemplo, em um escritório, sobretudo na economia industrial. 

Trata da prevenção dos acidentes laborais, sugere a criação de locais adequados e de apoios ao trabalho, cria métodos laborais, sistemas de retribuição de acordo com o rendimento (valorização, estudo do trabalho), e determina tempos de trabalho, assim como a sua nacionalização, ainda que tudo isto enquadrado numa perspectiva humanitária de ver o mundo da empresa e as relações que nele se estabelecem.

O conceito de Ergonomia se aplica à qualidade de adaptação de uma máquina ao seu operador, proporcionando um eficaz manuseio e evitando um esforço extremo do trabalhador na execução do trabalho. As lesões por esforço repetitivo (LER) são um dos problemas físicos mais comuns que pode causar limitações ou mesmo incapacidade de trabalhar.

Utilizar soluções ergonômicas no local de trabalho é uma iniciativa que pode aumentar significativamente os níveis de satisfação, eficácia e eficiência do trabalhador.

Muito mais do que uma postura correta na frente de um computador ou um mobiliário adequado, a ergonomia está relacionada, na sua essência, a um sentido mais amplo, à significação subjetiva que se dá ao trabalho.

Em outras palavras, ela trata segundo os especialistas, de uma abordagem que leva em conta, necessariamente, a relação existente entre as pessoas e o contexto de trabalho, a própria produção, as contradições e os mecanismos individuais utilizados na mediação desse processo.

Isoladamente não existe mobiliário ou artefato por si só “ergonômico”.

A adequação depende da interação entre os diversos componentes do trabalho realizado e as características dos usuários, em especial suas medidas corporais.


Entre esses componentes estão: as atividades desenvolvidas, o trabalhador, os equipamentos e o ambiente.

Para a ergonomia, é indispensável verificar inicialmente o que é feito, quem faz o que, onde, como e quanto de trabalho é realizado para especificar alguma medida preventiva ou corretiva.

É preciso considerar tanto as atividades rotineiras como as de menor freqüência, como alcançar documentos, atender telefone, levantar para realizar outras tarefas.

O vídeo a seguir é interessantíssimo pois fala sobre esse assunto deixado tão de lado pela maioria de nós.

A posição correta frente ao computador. Interessante mensagem! (Fonte: Ismael Cala)


Algo é certo,o uso prolongado de teclado ou mouse pode levar a dores nos músculos e nervos a menos que algumas orientações sejam seguidas. Tenham a certeza que o trabalho intenso no computador sem alternância, pausas para descanso e mudanças de postura pode ser prejudicial. 

Saiba que é possível trabalhar com maior segurança e conforto adotando as seguintes dicas ergonômicas:

Postura e Posição são Importantes.....

A. Mantenha boa postura quando usar o teclado. Use uma cadeira que tenha suporte para as costas;

B. Mantenha seus pés apoiados no chão ou em um suporte apropriados para apoiar os pés.
Isso ajuda a reduzir a pressão sobre as costas;

C. Evite girar ou inclinar o tronco ou o pescoço ao trabalhar. Itens de uso freqüente devem ser posicionados diretamente a sua frente em um anteparo para cópias;

D.Mantenha seus ombros relaxados, com os cotovelos junto ao corpo;

EEvite apoiar seus cotovelos em superfície dura ou na mesa. Use pequenas almofadas se necessário;

F. O antebraço deve ficar alinhado em angulo de 90 a 110 graus com o teclado de modo a ficar em posição relaxada. Isso requer que o teclado fique em posição inclinada (a parte de trás do teclado, que fica mais próxima a você deve ficar mais alta que a parte da frente, isto é, a que fica mais próxima ao monitor) durante o trabalho;

G. Os pulsos devem ficar em posição neutra ou reta ao digitar ou se usar algum dispositivo de apontamento ou calculadora. Movimente seus braços sobre o teclado e os apoios para os pulsos enquanto digita. Evite permanecer com os cotovelos sobre a mesa ou os apoios. Isso evita que os pulsos sejam forçados a assumir posições para cima, para baixo e para os lados;

Ritmo de Trabalho adequado.....

A.
 Trabalhe em ritmo razoável;

B. Faça pausas freqüentes durante o dia. Estas pausas podem ser breves e incluir alongamento para otimizar os resultados. Se possível, dê 1 ou 2 minutos de pausa a cada 15 ou 20 minutos e 5 minutos a cada hora. A cada duas ou três horas levante-se, de uma volta e faça uma atividade alternativa;

Técnica de Trabalho que deve ser adotada......

A. Diminua o número de movimentos repetitivos. Isto pode ser feito com auxilio de teclas de atalho e com o uso de programas especiais para esse fim. O uso de combinações de teclas também em muito contribui para reduzir o uso do mouse e de cliques;

B. Altere as tarefas a fim de não permanecer com o corpo na mesma posição, por tempos prolongados, durante o trabalho;

C. Mantenha seus dedos e articulações relaxadas enquanto digita;


D. Nunca segure caneta ou lápis nas mãos enquanto estiver digitando;

E. Evite bater no teclado com muita força. Suas mãos devem ficar relaxadas. Estudos mostram que a maioria dos usuários bate no teclado com força 4 vezes maior que o necessário;

F. Descanse seus olhos olhando, de vez em quando, para objetos diferentes enquanto trabalha.

Ambiente de Trabalho ideal.......

A. Evite perder tempo procurando coisas enquanto digita. Seus apontamentos, arquivos e telefones devem estar em lugar de fácil acesso;

B. Use um apoio para o teclado e para o mouse de modo a posicioná-los corretamente.

C. Para facilitar a cópia de textos use um anteparo de prender folhas.

D. Quando você estiver escrevendo algo no computador, evite procurar coisas sobre o teclado ou outros materiais. Um anteparo para colocar o material a ser copiado ajudar bastante.

E. Ajuste e posicione o monitor de modo que ao olhar para ele seu pescoço fique em posição nutra ou reta. O monitor deve ficar diretamente a sua frente. A parte superior da tela deve estar diretamente à frente de seus olhos de modo que ao olhar para ela você olhe levemente para baixo.F. Regule o monitor de modo a evitar brilho excessivo. Evite também reflexos de janelas e outras fontes luminosas.

G. Personifique seu computador. O tipo de letra, o contraste, a velocidade e tamanho do ponteiro do mouse e as cores da tela podem ser configuradas para melhor conforto e eficiência.


Estilo de Vida a ser adotado.......

A. Exercícios aeróbicos ajudam a manter a forma física, aumentar a resistência cardiovascular e diminuir a tensão dos usuários de computadores;

B. Uso de medicamentos e ou munhequeiras para os pulsos sem receita e acompanhamento médico não são recomendados. Se você começar a apresentar sintomas, procure mais informações e ajuda de seu médico. Pequenas mudanças feitas logo que se notar os primeiros sintomas podem evitar complicações futuras em muitos casos.

Espero que todos tenham uma nova visão com relação a necessidade de cuidarmos de nossa saúde e aos profissionais do Design, fiquem atentos na hora de projetar.

Ótima semana e e feriado a todos!...

Adélia Covre.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Segredo de um Produto eficaz no mercado!...

É com um sábio pensamento do Papa do Marketing, o Mestre Philip Kotler, que inicio esse post, cujo tema é de grande relevância para o setor industrial, principalmente diante do cenário econômico que hoje nos encontramos ao qual obriga empresários reavaliarem seus produtos e sua real funcionalidade, bem como a prestação de serviços que vem sendo oferecida a seus Clientes.

“Gostaria que se gastasse mais dinheiro e tempo no Design de um produto excepcional, em vez de tentar manipular psicologicamente as percepções através de propagandas caras”.(Philip Kotler)

O Design de produtos vem ganhando ao longo dos anos uma importância cada vez maior no movimentado mercado contemporâneo, mercado este que clama por soluções que sejam práticas e rápidas e nesse contexto não há tempo a se perder, o consumidor de hoje quer ter tudo à mão, quer também que a experiência obtida com o objeto de desejo seja agradável e o mais descomplicada possível.

À maioria dos empresários da indústria do mobiliário convencional infelizmente ainda não se conscientizaram da importância e da eficiência de um bom trabalho de Design. 


Seja ele na identidade visual de uma empresa, que por sinal faz toda a diferença no que diz respeito á imagem que ela passa ao cliente quando ele a visualiza. Seja no valor agregado que pode ser atribuído em um produto desenvolvido objetivando atender as necessidades funcionais que o cliente almeja encontrar.

Existe no mercado, e essa é uma triste realidade, muita gente que se julga com habilidades para trabalhar com Design. 

Julgam-se capazes de executar trabalhos de desenvolvendo de produtos ou mesmo de embalagens, comunicação visual e tantos outros tipos de design, mas na verdade estão iludindo seus clientes mostrando a eles produtos extremamente ineficientes e insatisfatórios, que desvalorizam o trabalho da própria empresa, não enxergam que estão na realidade desgastando e prejudicando assim amplamente sua imagem no mercado além de gerar grande desperdício de dinheiro, recursos diversos e a paciência do seu Cliente.

Uma coisa precisa ficar clara aqui para os que ainda não entenderam: O trabalho e dever de um designer, é traduzir da melhor maneira os anseios e intenções dos clientes de uma empresa, podendo assim transformar a imagem de determinada empresa transmitindo toda a qualidade e eficiência de seu produto desenvolvido ou serviço prestado e isso faz toda a diferença no mercado.

Quando efetivamente pensamos em um produto ao qual seja objeto de desejo o que vem geralmente em nossas mentes de consumidor é:

  • Que seja um produto que atenda suas expectativas;
  • Que o produto atenda suas necessidades;
  • Que ele seja prático e funcional;
  • Que contenha instruções de uso que possam ser entendidas por você.
Alem de varias outras denominações.

Todo design compreende atividades de concepção e projeto e um novo produto.

O Design requer que o designer leve em conta aspectos funcionais e estéticos do produto a ser desenvolvido, além de exigir imaginação, modelagem, ajustes iterativos e re-design. Os designers assim como os artistas têm sempre sido influenciados pelo ambiente onde vivem, e isto reflete exatamente o tempo e o lugar.


Um profissional da área de design, pode ainda mostrar na empresa a importância e as possibilidades de se fazer do design uma ferramenta de gestão empresarial e meio de inovação, atuando em todas as etapas do processo e não só no final, pois considera no processo de desenvolvimento a problematização, o estudo da tarefa, os requisitos e restrições projetuais entre outras questões e sistemas, analisa ainda os materiais, os processos, a semiótica e o mercado. 


Com isso, dificilmente desenvolveria um produto menos competitivo do que aquele empresário que querendo ocupar o lugar deste profissional, considere apenas alguns fatores.


Em outras palavras, o design, assim como a arte em si, acompanham as necessidades de seu tempo e lugar.

Na atualidade que vivemos, o design se destaca como um dos principais fatores para o sucesso de uma empresa, desde o desenvolvimento de produtos e serviços até sua comercialização, por meio da otimização de custos, embalagens, material promocional, padrões estéticos, identidade visual, adequação de materiais, fabricação e ergonomia. Sem contar que, também é um fator essencial de estratégia de planejamento, produção e marketing.

Com isso me remeto a outro grande pensamento do papa do marketing.

“O marketing autêntico não é a arte de vender o que você produz, más saber o que produzir. É a arte de identificar e compreender as necessidades do consumidor e criar soluções que proporcionam satisfação a eles, lucros aos produtores e benefícios aos stakeholders.” (Philip Kotler)

Claro que não podemos nos esquecer que o design tem também uma enorme importância na gestão.

Quando o design é valorizado, esteja certo que você esta garantindo a competitividade do seu produto e desenvolvimento da sua empresa, desde que realizado por profissionais experientes, que saibam adequar recursos da empresa, necessidades do mercado e metas a serem alcançadas.

Exatamente á onze anos atrás houve um estudo realizado pela CNI - Confederação Nacional das Indústrias onde tal estudo indicou que 75% das empresas que investiram na época em design, registraram aumentos em suas vendas, sendo que 41% destas empresas também conseguiram reduzir os seus custos.

Logo, vencendo a batalha da inovação e da diferenciação, o design cria uma personalidade capaz de conquistar a fidelidade do consumidor.

É preciso apenas que, o empresário da indústria, em especial e principalmente os do setor moveleiro em sua grande maioria, visualize que está diante de novos tempos. Tempos de mudanças e de abertura, onde o consumidor se mostra a cada dia mais exigente, reivindicando bens e serviços que atendam a seus anseios e necessidades.

Sendo nesta questão que o design se encaixa perfeitamente, atuando como fator de competitividade de diferenciação.

Gravem isso: Design é um dos principais segredos do sucesso de uma empresa.

E, os empresários que não estiverem sensíveis para estas questões devem ficar atentos daqui para frente, porque se não se modernizarem, se não procurarem processos mais adequados, produtos que antecipem as necessidades de seus clientes, praticar gestão de negócios adequadamente, estes ficarão no passado, não conseguirão competir com seus concorrentes futuros.


“Quinze anos atrás, as empresas competiam em preço. Hoje em qualidade. Amanhã será no Design.” (Robert Hayes, professor, Harvard Business School)

Empresários, reavaliem seus métodos de desenvolvimento de novos produtos!...

Excelente pós feriado a todos!

Adélia Covre

segunda-feira, 13 de abril de 2015

É Preciso Agir!.....

Que o mercado encontra-se instável, isso não é novidade para ninguém e obviamente que todos estamos cansados de ouvir e ler sobre isso. Más como driblar um mercado tão cheio de incertezas, eis ai a questão!

A realidade é uma só, o mercado brasileiro por mais que houvesse evidências do que estava para acontecer, ninguém se preocupou a bem da verdade como deveria. 

A maioria das empresas, deixaram-se levar pelo momento ao qual estava havendo consumo sem precedentes e não se preocuparam com o futuro de sua empresa. O Resultado então, só poderia ser um, empresários tentando achar uma solução milagrosa para conter o panorama de incertezas e medos.

O que é preciso nesse momento é mudar completamente pontos de vista ultrapassados, promover mudanças inovadoras e traçar um plano de gestão estratégica coerente e preciso. 

Uma estratégia empresarial é fundamental para o sucesso de qualquer empresa, ainda mais em tempos incertos como o que vivemos.

A realização de atividades de controle, visando assegurar que os objetivos estratégicos estabelecidos serão cumpridos, é algo fundamental. As Organizações e as empresas operam atualmente num mundo muito competitivo, caracterizado por uma envolvente e constante mutação, aliado a uma forte imprevisibilidade e a um elevado grau de incerteza. 

Não acompanhar e adaptar a estratégia constantemente, pode representar a inaplicabilidade da mesma. Os gestores têm de ser capazes de tomar decisões, definir objetivos e arquitetar as estratégias para maximizar as suas potencialidades internas e as suas capacidades competitivas, mas simultaneamente têm que avaliar a evolução da mesma e ajustar onde for preciso em sua empresa.

Com isso nos deparamos com uma questão, pois a maioria das empresas, em especial as do setor moveleiro resistem demasiadamente em fazer uso dessa prática. Elas acostumaram à bem da verdade, com a onda do consumismo desenfreado e hoje com o mercado mais retraído, e gravem que viveremos isso por longos anos ainda, é necessário que o futuro seja planejado de forma estratégica.

Seu Cliente não vai mais comprar por comprar, com o desemprego em altos índices, toda a onda de escândalos oriundos do governo e o medo generalizado do futuro, faz com que o consumo fique contido.


Segundo Michael Porter, PhD e considerado a maior autoridade mundial em planejamento estratégico: 
  • Estratégia é mais do que um conjunto de ações;
  • Estratégia trata das condições únicas a que uma empresa quer chegar;
  • Estratégia trata de coisas concretas;
  • Estratégia é diferente de visão, missão, metas e ações;
  • Estratégia é escolher o que não fazer (trade off). 
Michael Porter diz: “Estratégia é um caminho a ser seguido.” Se o caminho escolhido é o melhor, somente o tempo vai dizer. De fato, não existe estratégia certa ou errada. Existe, sim, estratégia que deu certo ou estratégia que deu errado.

Criar uma estratégia, boa ou ruim, é melhor do que não ter alguma, portanto, ao pensar sobre isso e definir as diretrizes que nortearão o futuro, você estará em vantagem em relação a milhares de empresários que não dão ou dão pouca importância para isso e depois não sabem por que o negócio não deu certo.

Torna-se hoje necessário que seja pensado no futuro do seu negócio, do seu produto, antecipadamente e o que vejo no setor é certo descaso com relação a esse futuro.

Recentemente estive visitando uma feira do setor moveleiro a qual pude perceber o quanto ainda é preciso haver mudanças comportamentais por parte dos gestores.

Depreciar o produto não é a saída, acreditem. A visão que é necessária é a de quem vai consumir não a do capitalista que visa apenas ganhar. O empresário tem mania de produzir produtos aos quais nem ele mesmo os compraria.

Muitos podem estar pensando: “Mas para mudar minha linha de produtos, preciso investir e isso representa custo!”.

Custo é você perder seu cliente, é continuar não praticando gestão em seus mais diversos níveis, é permanecer focado na administração de sua empresa como a 20 ou 30 anos atrás.

Para melhorar sua linha de produtos a exemplo, existem varias saídas estratégicas, dentre elas, repaginação, o desenvolvimento de linhas sustentáveis, onde o produto é desenvolvido visando a utilização ao máximo de materiais ecologicamente corretos e alternativos, readequação de embalagens e o uso da logística reversa na empresa.

São ações simples que trazem retorno financeiro e se traduzem em vantagens competitivas.

O que é necessário e preciso, é que haja INICIATIVA!

Saiba que a inovação de produtos tem sido um significativo modo de preservar uma empresa em um mercado altamente competitivo em que poucas são as vantagens permanentes. Logo, a ideia de inovar produtos e unir desenvolvimento de novos produtos com maneiras inovadoras para ampliar o mercado existente tem sido a essência da estratégia competitiva segundo o mestre Kotler, 1999. Ele afirma ainda que saber analisar as ameaças e estabelecer estratégias para transformá-las em oportunidades, a fim de que a empresa obtenha êxito é bom desempenho lucrativo é o caminho.

Para aqueles que relutam ainda em rever sua linha de produtos e adéqua-los ao mercado atual ai vai um recado:

 É importante neste momento rever o que você está querendo dizer para seu Cliente e compreender os benefícios que o Design pode agregar para sua empresa:

O Design é um elemento de diferenciação e inovação de produtos e serviços;

A.  Ele Aperfeiçoa a produção e reduz custos de produção quando elaborado por profissional;

B. Ele amplia seu portfolio criando novos produtos e fazendo adequações às  necessidades do mercado, o que hoje é altamente necessário;

C. Ele Aumenta a competitividade da sua empresa;

D. Agrega valor às marcas de produtos e serviços;

E. Cria novas oportunidades para conquistar consumidores em maior numero;

F. Permite ainda que sua empresa adote uma forma de pensar e encarar problemas     de maneira focada na empatia, na colaboração e também experimentação;

G. Ele também promove a utilização de recicláveis e o respeito ao meio ambiente,                   fator esse de grande relevância no momento atual.

Segundo Jean Jacques Lambin(1995, p.8)  em seu livro Strategic Marketing Management.: A inovação, mais que a invenção, tem caracterizado o progresso tecnológico e ainda diz que: “A invenção é o ato criativo na base de uma inovação; a inovação é aplicação original de um conceito, de uma descoberta, de uma invenção portadora de progresso. A inovação é um resultado de uma vontade explícita de mudança”.

De acordo com Michael Porter (1989)- professor da Harvard Business School e mestre em administração estratégica
,  a superioridade competitiva é revelada, no mercado, como uma combinação de valor superior para os clientes ou a um custo mais baixo na entrega. 

Estas vantagens posicionais genéricas derivam da superioridade comparativa nas habilidades e recursos que a empresa pode empregar. Estes, por sua vez, são a conseqüência de investimentos feitos no passado para melhorar a posição competitiva. 

Na prática, a maior parte das empresas dá mais ênfase a uma dimensão do que a outra, porque as exigências das competências e recursos podem ser bastante diferentes. 

Para iniciarmos a semana coloco um pensamento interessante do Papa do Marketing, Philip Kotler ao qual comungo e propicio ao momento: 

"As empresas seriam espertas se conhecessem melhor seus clientes. Isto significa que as companhias poderiam testar novos produtos com estes clientes e ainda obter novas idéias deles. Algumas empresas ficam distantes a respeito de envolver o cliente no co-desenvolvimento de novas ofertas. Toda companhia deve ter um grupo de clientes para lhe ajudar a ler a mente em mudança do consumidor."

Aos empresários que insistem em permanecer na contra mão dos fatos e relutam em promover mudanças essenciais e necessárias - REFLITAM!....

Um ótima semana a todos!...

Adélia Covre.



terça-feira, 7 de abril de 2015

Qual melhor caminho a seguir – Exportar ou Apostar no Mercado Interno....!!!

Todos que tem o bom hábito da leitura e vem acompanhando o panorama econômico, sabe perfeitamente que não teremos anos muito fáceis pela frente. 

Não é novidade para ninguém que a previsão da EMPIRICUS Research esta se confirmando. O dólar já se encontra, mesmo com a queda da semana passada, no patamar dos R$ 3,12. Se vai chegar aos R$ 4,00 como a consultoria financeira afirmou em seu relatório O FIM DO BRASIL, ainda não podemos afirmar, mas uma coisa é certa esta se aproximando.

Quem investiu na moeda americana e a adquiriu até meados de julho de 2014 quando encontrava-se em R$ 2,20, com certeza obteve um ganho real muito alem de qualquer aplicação financeira em 8 meses, em torno de 40%.

Ruim isso por um lado más por outro, como tudo tem dois lados, é algo a ser visto com bons olhos.

Os que entenderam o recado, já compreenderam perfeitamente que me refiro ao mercado de exportações. Com o dólar nesta esfera o melhor é mirar uma parte considerável de sua produção ao mercado externo.

Obviamente que muitas indústrias do setor moveleiro ainda não perceberam que para os próximos anos será a melhor aplicação para a saúde de sua empresa.

Muito venho comentando em meus posts sobre a necessidade do setor procurar inovar. 

Pois bem, o momento é agora, quem teve uma visão ampla pode perceber que desde o inicio do segundo semestre de 2014, existiam fortes sinais de que produzir produtos visando o mercado externo seria o caminho nesses tempos nublados no mercado nacional, afinal com a alta do dólar, o produto brasileiro tornou-se altamente atrativo.

O Empresário do setor moveleiro precisa ampliar horizontes e uma das saídas será aumentar seus índices de produtos voltados a exportação.

Segundo dados do boletim Focus, melhoraram as projeções do mercado financeiro para a balança comercial em 2015 e também para 2016. A previsão para o saldo (total de exportações menos as importações) em 2015 avançou de US$ 4,4 bilhões para US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial subiu de US$ 11 bilhões para US$ 11,24 bilhões, segundo esses dados da Focus e divulgado no último dia 02/03/2015 pelo Banco Central.

Os analistas e investidores, consultados semanalmente pelo Banco Central, também mantiveram a previsão em relação ao ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em US$ 60,00 bilhões em 2015, Para 2016, passou de US$ 60 bilhões para US$ 58,50 bilhões. 

Os analistas e investidores do mercado financeiro, consultados semanalmente pelo Banco Central, continuam apostando que o Brasil se manterá neste ano como um mercado atraente para os investidores internacionais. A estimativa do setor para a entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País em 2015 continua estável em US$ 60 bilhões, enquanto outros indicadores mostram recuo. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte também permaneceu em US$ 60 bilhões. 

O IED é um tipo de investimento considerado de alta qualidade, porque é feito no setor produtivo brasileiro e não em bolsas ou outras aplicações financeiras. Essa expectativa indica uma confiança dos investidores nas oportunidades de ganhos oferecidas pelo setor produtivo nacional. 

Resumindo, aumentar as exportações será uma boa saída nesses tempos que o mercado interno deverá permanecer retraído. Claro que para isso haverá a necessidade que produtos sejam devidamente adequados à esse mercado ao qual se pretenda atingir. Deverá entrar nesse caso uma boa prática de Gestão de Produtos e serviços.

Já para os que pretendem continuar apostando no mercado interno, uma outra forma bem interessante é o uso de uma nova ferramenta que vem ganhando espaço no mercado brasileiro. O fieldmarketing (Marketing de Campo), ferramenta esta a ao qual desponta como um modelo de gestão bem interessante que promove a retroalimentação/feedback constante da diretoria de marketing com informações em tempo real do ponto de venda. 

O conceito consiste em coordenar, gerenciar e operar as estratégias de venda, comunicação e marketing no varejo em diferentes canais, sempre com o objetivo de proporcionar a otimização de resultados. Em outras palavras, o conceito baseia-se em unir gestão à execução e mensuração de resultados. O grande diferencial deste conceito é o fato de ele trabalhar com uma visão sistêmica e não apenas com parte da informação.

O conceito aproxima a necessidade do consumidor ao mix de produtos oferecidos na loja e informa a indústria, o progresso das ações propostas.  

Ele é um campo de muitas oportunidades com isso, sem dúvida alguma, um conceito que revolucionará a forma como o ponto de venda é visto e entendido pela cadeia de consumo. Na prática, o fieldmarketing garante a execução e contribui com o aumento de vendas, redução dos custos de operação e aumento da presença de produtos na gôndola.

Em geral, a cadeia de consumo sofre com as falhas que acontecem na execução da estratégia. Se por um lado temos uma indústria que planeja e traça os objetivos que deseja alcançar com determinado produto na gôndola, por outro, temos um varejista que vivencia a ruptura.

A prática do fieldmarketing permite que as decisões tomadas pela indústria estejam alinhadas com a realidade do varejo, tornando-as mais assertivas. Devido a esta segmentação, a execução do plano estratégico traçado pelo marketing da indústria, nem sempre alcança o resultado efetivo e esperado. Por trabalhar de forma especifíca ao DNA da empresa cliente, no que se refere aos objetivos traçados, desenvolve um projeto complexo e focado, não apenas na execução, mas no alinhamento de estratégia, alcance de metas e de resultados propostos.

Embora seu conceito seja macro, ele opera em cada etapa do processo.

Mas é preciso não esquecer de algo fundamental e que poucos tem praticado. Adequar produtos ao mercado consumidor atual e rever seus processos internos. Volto a insistir que a indústria moveleira precisa focar na inovação.

Fazer uma análise de mercado e mirar no segmento que está melhor economicamente, considerando esse cenário de desafios, a prospecção de novos clientes poderá ser uma das fases mais importantes no processo de sua empresa para manter boas vendas e assim permanecer firme neste mercado de incertezas.

Seja exportando ou mantendo expectativas no mercado interno é preciso promover mudanças referentes aos antigos conceitos. Afinal nunca mais teremos um mercado de alto consumo e para se manter firme no mercado atual é mais do que necessário promover mudanças comportamentais e estratégicas.

"Para sobreviver e ter sucesso, cada organização tem de se tornar um agente da mudança. A forma mais eficaz de gerenciar a mudança é criá-la." (Peter Drucker)

Pensem nisso!!!....

Ótima semana a todos.

Adélia Covre

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Qual Momento a indústria deve pedir ajuda!

Trago hoje um assunto a ser abordado de grande relevância e até um tanto quanto polêmico.

Que assunto controverso é esse?

Simples!.....É quando perceber que sua indústria esta precisando de ajuda.

Neste universo da consultoria, é corriqueiro um consultor especializado ser chamado apenas quando a indústria esta passando por gravíssimos problemas ou como carinhosamente chamamos - Encontras-se com Doença Terminal.

Geralmente o empresário apenas se da conta que sua empresa esta doente quando a situação encontra-se em estagio bem avançado, o que culmina em dificuldade para que a ajuda externa possa sanar velozmente os problemas oriundos da falta de gestão seja em qual área for.

Muitos empresários do setor moveleiro principalmente, custam admitir que estão necessitando de ajuda externa, muitas vezes podem até se dar conta ao participar por exemplo de uma grande feira em que constatam que seu concorrente esta conseguindo roubar seus clientes ou quando suas vendas despencam brutalmente e seu financeiro já não consegui mais pagar as contas em dia.


O comum seria as indústrias moveleiras em especial, contratarem consultorias por um motivo simples: recursos. Elas estariam comprando recursos com custo variável de outra empresa, no caso a consultoria e aprendendo a realizar a atividade internamente para poder investir em recursos com custos fixos. Quando se contrata o serviço de um consultor, estamos comprando competências, tempo, dinheiro, ou seja, recursos de todos os tipos que normalmente não temos “em casa”.'

Independente do tamanho de uma empresa, a consultoria sempre traz um olhar externo e espera-se dela as mais modernas ferramentas de mercado, visando assim, auxiliar na solução do problema que a empresa está procurando. O foco desses profissionais é o resultado, pois sua credibilidade no mercado se dá pelo sucesso dos projetos realizados.

O objetivo de uma consultoria é detectar problemas e falhas que as empresas sabem que possuem más não conseguem enxergar ou lidar com elas. Geralmente são problemas criados pelos próprios funcionários ou gestores e não por questões externas mas que quase nunca o empresário admite.

Para os que ainda não compreenderam, o serviço de uma consultoria inclui normalmente um diagnostico para avaliar e apresentar o problema de maneira a consertá-lo. A execução é uma tarefa que algumas consultorias realizam e outras não.

Na prática, os donos de empresas moveleiras familiares ou os seus filhos envolvidos diretamente na gestão do negócio resistem e relutam em pedir ajuda externa, o que é muito comum neste setor.

Mesmo àqueles que conseguem identificar os problemas que afetam o bom desempenho de seu negócio tem uma grande dificuldade para encaminhar as devidas soluções. Isso ocorre quer seja pelo fato de terem uma visão contaminada pelos seus interesses pessoais, quer seja por sentirem o pedido de ajuda externa como uma ameaça para o ambiente estável do qual fazem parte.

Assim, enganam-se e vão tentando resolver problemas pontuais, isolados, com os esforços dirigidos apenas relacionados “aos serviços”. Acabam se concentrando de maneira burocrática nos pequenos problemas do dia a dia. Obviamente, com o passar do tempo, após inúmeras tentativas frustradas e sem sucesso algum, percebem que os problemas se agravaram. Descobrem então, através do duro sofrimento, que esses problemas são mais amplos e decorrem de questões maiores não tratadas entre os familiares envolvidos.

Podemos citar como exemplo desse fato: as regras de convivência não esclarecidas; disputas pelo poder; insatisfações financeiras; dentre outras questões.

O que é preciso ser entendido nesse julgamento é que a real necessidade da organização é sistêmica, logo envolve um conjunto de fatores técnicos e emocionais que precisam ser tratados simultaneamente e que normalmente se tornam impossíveis de serem tratados sem um olhar externo.

Vale lembrar aqui que a maioria das indústrias moveleiras são empresas familiares e repletas portanto de problemas dessa ordem.

Scott Adms, criador da Dilbert Consultores certa vez disse uma frase que resume bem a visão de muitos empresários ao pensarem em contratar uma consultoria para sua empresa.

"Consultor é aquela pessoa que toma seu dinheiro e aborrece seus funcionários enquanto busca incansavelmente as melhores maneiras de estender seu contrato." 

Só que existem consultores e consultores como em qualquer área ou profissão.

O que é preciso ser levado em conta na hora de contratar uma consultoria, é o histórico profissional desses consultores, somente assim poderá o empresário ter certeza em quem esta investindo, e algo é óbvio, se todos os consultores fossem supérfluos, eles há muito tempo já estariam fora do mercado.

Empresas de consultoria existem justamente para tapar buracos de gestão tão comuns nas empresas de modo geral.

Claro que é preciso usar o bom senso antes de pedir ajuda a um grupo de alienígenas de terno preto, laptop debaixo do braço e honorários que podem passar dos 250,000 dólares por mês. É isso o que podem cobrar consultorias de primeira linha como a McKinsey ou o Boston Consulting Group.

Qual é a relação custo/benefício? Não existe nada científico a respeito. Mas segundo dados, há muito tempo a McKinsey aplica um cálculo básico de retorno em seus contratos. Segundo eles, os ganhos anuais decorrentes de um projeto têm que ser pelo menos 10 vezes maiores que o gasto despendido com a consultoria.

Sabemos que muitos empresários acreditam que contratar uma consultoria seja um risco. A eles deixo uma frase do celebre Peter Drucker, grande papa da administração moderna, ele resume bem esse pensamento em uma simples frase:

"Existem dois tipos de riscos: Aqueles que não podemos nos dar ao luxo de correr e aqueles que não podemos nos dar ao luxo de não correr."(Peter Drucker)

Efetuar mudanças em uma empresa nunca foi uma tarefa muito fácil, afinal lidar com conceitos antigos e comportamentais é tarefa árdua a qual torna-se mais fácil com um olhar clinico externo.

Logo, o ideal é seguir o conselho de Drucker.

“A inovação sempre significa um risco. Mas ir ao supermercado de carro para comprar pão também é arriscado. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar isto é, preservar o passado – é muito mais arriscado do que construir o futuro.”. 


Empresários do setor moveleiro avaliem e pensem a respeito!...

Adélia Covre

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