Que o mercado encontra-se instável, isso não é novidade para
ninguém e obviamente que todos estamos cansados de ouvir e ler sobre isso. Más
como driblar um mercado tão cheio de incertezas, eis ai a questão!
A realidade é uma só, o mercado brasileiro por mais que
houvesse evidências do que estava para acontecer, ninguém se preocupou a bem da
verdade como deveria.
A maioria das empresas, deixaram-se
levar pelo momento ao qual estava havendo consumo sem precedentes e não se preocuparam com o futuro de sua empresa. O Resultado então, só
poderia ser um, empresários tentando achar uma solução milagrosa para conter o
panorama de incertezas e medos.
O que é preciso nesse momento é mudar completamente pontos de vista ultrapassados, promover mudanças inovadoras e traçar um plano de gestão estratégica
coerente e preciso.
A realização de atividades de controle, visando assegurar
que os objetivos estratégicos estabelecidos serão cumpridos, é algo fundamental.
As Organizações e as empresas operam atualmente num mundo muito competitivo,
caracterizado por uma envolvente e constante mutação, aliado a uma forte
imprevisibilidade e a um elevado grau de incerteza.
Não acompanhar e adaptar a estratégia constantemente, pode representar a inaplicabilidade da mesma. Os gestores têm de ser capazes de tomar decisões, definir objetivos e arquitetar as estratégias para maximizar as suas potencialidades internas e as suas capacidades competitivas, mas simultaneamente têm que avaliar a evolução da mesma e ajustar onde for preciso em sua empresa.
Com isso nos deparamos com uma questão, pois a maioria das empresas, em especial as do setor moveleiro resistem demasiadamente em fazer uso dessa prática. Elas acostumaram à bem da verdade, com a onda do consumismo desenfreado e hoje com o mercado mais retraído, e gravem que viveremos isso por longos anos ainda, é necessário que o futuro seja planejado de forma estratégica.
Seu Cliente não vai mais comprar por comprar, com o desemprego em altos índices, toda a onda de escândalos oriundos do governo e o medo generalizado do futuro, faz com que o consumo fique contido.
Segundo Michael Porter, PhD e considerado a maior autoridade
mundial em planejamento estratégico:
- Estratégia é mais do que um conjunto de ações;
- Estratégia trata das condições únicas a que uma empresa quer chegar;
- Estratégia trata de coisas concretas;
- Estratégia é diferente de visão, missão, metas e ações;
- Estratégia é escolher o que não fazer (trade off).
Michael Porter diz: “Estratégia é um caminho a ser seguido.” Se o caminho escolhido é o melhor, somente o
tempo vai dizer. De fato, não existe estratégia certa ou errada. Existe, sim,
estratégia que deu certo ou estratégia que deu errado.
Torna-se hoje necessário que seja pensado no futuro do
seu negócio, do seu produto, antecipadamente e o que vejo no setor é certo
descaso com relação a esse futuro.
Recentemente estive visitando uma feira do setor
moveleiro a qual pude perceber o quanto ainda é preciso haver mudanças
comportamentais por parte dos gestores.
Depreciar o produto não é a saída, acreditem. A visão que
é necessária é a de quem vai consumir não a do capitalista que visa apenas ganhar.
O empresário tem mania de produzir produtos aos quais nem ele mesmo os
compraria.
Muitos podem estar pensando: “Mas para mudar minha linha de produtos,
preciso investir e isso representa custo!”.
Custo é você perder seu cliente, é continuar não
praticando gestão em seus mais diversos níveis, é permanecer focado na administração de sua empresa como
a 20 ou 30 anos atrás.
Para melhorar sua linha de produtos a exemplo, existem
varias saídas estratégicas, dentre elas, repaginação, o desenvolvimento de
linhas sustentáveis, onde o produto é desenvolvido visando a utilização ao máximo
de materiais ecologicamente corretos e alternativos, readequação de embalagens e
o uso da logística reversa na empresa.
São ações simples que trazem retorno financeiro e se
traduzem em vantagens competitivas.
O que é necessário e preciso, é que haja INICIATIVA!
Saiba que a inovação de produtos tem sido um
significativo modo de preservar uma empresa em um mercado altamente competitivo
em que poucas são as vantagens permanentes. Logo, a ideia de inovar produtos e
unir desenvolvimento de novos produtos com maneiras inovadoras para ampliar o
mercado existente tem sido a essência da estratégia competitiva segundo o
mestre Kotler, 1999. Ele afirma ainda que saber analisar as ameaças e estabelecer
estratégias para transformá-las em oportunidades, a fim de que a empresa
obtenha êxito é bom desempenho lucrativo é o caminho.
Para aqueles que relutam ainda em rever sua linha de
produtos e adéqua-los ao mercado atual ai vai um recado:
É importante neste
momento rever o que você está querendo dizer para seu Cliente e compreender
os benefícios que o Design pode agregar para sua empresa:
O
Design é um elemento de diferenciação e inovação de produtos e serviços;
A. Ele
Aperfeiçoa a produção e reduz custos de produção quando elaborado por
profissional;
B. Ele
amplia seu portfolio criando novos produtos e fazendo adequações às necessidades do mercado, o que hoje é altamente necessário;
C. Ele Aumenta
a competitividade da sua empresa;
D. Agrega valor às marcas de produtos e
serviços;
E. Cria novas
oportunidades para conquistar consumidores em maior numero;
F. Permite ainda que sua empresa adote
uma forma de pensar e encarar problemas de maneira focada na empatia, na colaboração
e também experimentação;
G. Ele também
promove a utilização de recicláveis e o respeito ao meio ambiente, fator esse
de grande relevância no momento atual.
Segundo Jean Jacques Lambin(1995, p.8) em seu livro Strategic Marketing Management.: A inovação, mais que a invenção, tem caracterizado o progresso tecnológico e ainda diz que: “A invenção é o ato criativo na base de uma inovação; a inovação é aplicação original de um conceito, de uma descoberta, de uma invenção portadora de progresso. A inovação é um resultado de uma vontade explícita de mudança”. De acordo com Michael Porter (1989)- professor da Harvard Business School e mestre em administração estratégica, a superioridade competitiva é revelada, no mercado, como uma combinação de valor superior para os clientes ou a um custo mais baixo na entrega.
Estas vantagens posicionais genéricas derivam da superioridade comparativa nas habilidades e recursos que a empresa pode empregar. Estes, por sua vez, são a conseqüência de investimentos feitos no passado para melhorar a posição competitiva.
Na prática, a maior parte das empresas dá mais ênfase a uma dimensão do que a outra, porque as exigências das competências e recursos podem ser bastante diferentes.
Para iniciarmos a semana coloco um pensamento interessante do Papa do Marketing, Philip Kotler ao qual comungo e propicio ao momento:
"As empresas seriam espertas se conhecessem melhor seus clientes. Isto significa que as companhias poderiam testar novos produtos com estes clientes e ainda obter novas idéias deles. Algumas empresas ficam distantes a respeito de envolver o cliente no co-desenvolvimento de novas ofertas. Toda companhia deve ter um grupo de clientes para lhe ajudar a ler a mente em mudança do consumidor."
Aos empresários que insistem em permanecer na contra mão dos fatos e relutam em promover mudanças essenciais e necessárias - REFLITAM!....
Um ótima semana a todos!...
Adélia Covre.
Um ótima semana a todos!...
Adélia Covre.


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