Todos que tem o bom hábito da leitura e vem acompanhando o panorama
econômico, sabe perfeitamente que não teremos anos muito fáceis pela frente.
Não é
novidade para ninguém que a previsão da EMPIRICUS Research esta se confirmando. O dólar
já se encontra, mesmo com a queda da semana passada, no patamar dos R$ 3,12. Se vai chegar aos R$ 4,00 como a consultoria financeira afirmou em seu relatório O FIM DO BRASIL, ainda não podemos afirmar, mas uma coisa é certa esta se aproximando.
Quem investiu na moeda
americana e a adquiriu até meados de julho de 2014 quando encontrava-se em R$ 2,20, com certeza obteve um ganho real muito alem de qualquer aplicação financeira em 8 meses, em torno de 40%.
Ruim isso por um lado más por outro, como tudo tem dois
lados, é algo a ser visto com bons olhos.
Os que entenderam o recado, já compreenderam perfeitamente
que me refiro ao mercado de exportações. Com o dólar nesta esfera o melhor é mirar uma parte considerável de sua produção ao mercado
externo.
Obviamente que muitas indústrias do setor moveleiro ainda
não perceberam que para os próximos anos será a melhor aplicação para a saúde de sua empresa.
Muito venho comentando em meus posts sobre a necessidade
do setor procurar inovar. Pois bem, o momento é agora, quem teve uma visão ampla pode perceber que desde o inicio do segundo semestre de 2014, existiam fortes sinais de que produzir produtos visando o mercado externo seria o caminho nesses tempos nublados no mercado nacional, afinal com a alta do dólar, o produto brasileiro tornou-se altamente atrativo.

O Empresário do setor moveleiro precisa ampliar horizontes e uma das saídas será aumentar seus índices de produtos voltados a exportação.
Segundo dados do boletim Focus, melhoraram as projeções
do mercado financeiro para a balança comercial em 2015 e também para 2016. A
previsão para o saldo (total de exportações menos as importações) em 2015
avançou de US$ 4,4 bilhões para US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de
superávit comercial subiu de US$ 11 bilhões para US$ 11,24 bilhões, segundo esses
dados da Focus e divulgado no último dia 02/03/2015 pelo Banco Central.
Os analistas e investidores,
consultados semanalmente pelo Banco Central, também mantiveram a previsão em
relação ao ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em US$ 60,00
bilhões em 2015, Para 2016, passou de US$ 60 bilhões para US$ 58,50 bilhões.
Os
analistas e investidores do mercado financeiro, consultados semanalmente pelo
Banco Central, continuam apostando que o Brasil se manterá neste ano como um
mercado atraente para os investidores internacionais. A estimativa do setor
para a entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País em 2015
continua estável em US$ 60 bilhões, enquanto outros indicadores mostram recuo.
Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte também permaneceu em US$ 60
bilhões.
O IED é um tipo de
investimento considerado de alta qualidade, porque é feito no setor produtivo
brasileiro e não em bolsas ou outras aplicações financeiras. Essa expectativa
indica uma confiança dos investidores nas oportunidades de ganhos oferecidas
pelo setor produtivo nacional.
Resumindo, aumentar as exportações será uma boa saída nesses
tempos que o mercado interno deverá permanecer retraído. Claro que para isso haverá a
necessidade que produtos sejam devidamente adequados à esse mercado ao qual se pretenda
atingir. Deverá entrar nesse caso uma boa
prática de Gestão de Produtos e serviços.
Já para os que pretendem continuar apostando no mercado
interno, uma outra forma bem interessante é o uso de uma nova ferramenta que vem
ganhando espaço no mercado brasileiro. O fieldmarketing (Marketing de Campo), ferramenta esta a ao qual
desponta como um modelo de gestão bem interessante que promove a
retroalimentação/feedback constante da diretoria de marketing com informações em tempo
real do ponto de venda.
O conceito consiste em coordenar, gerenciar e operar as estratégias de venda, comunicação e marketing no varejo em diferentes canais, sempre com o objetivo de proporcionar a otimização de resultados. Em outras palavras, o conceito baseia-se em unir gestão à execução e mensuração de resultados. O grande diferencial deste conceito é o fato de ele trabalhar com uma visão sistêmica e não apenas com parte da informação.
O conceito consiste em coordenar, gerenciar e operar as estratégias de venda, comunicação e marketing no varejo em diferentes canais, sempre com o objetivo de proporcionar a otimização de resultados. Em outras palavras, o conceito baseia-se em unir gestão à execução e mensuração de resultados. O grande diferencial deste conceito é o fato de ele trabalhar com uma visão sistêmica e não apenas com parte da informação.
O conceito aproxima a necessidade do consumidor ao mix de
produtos oferecidos na loja e informa a indústria, o progresso das ações
propostas.
Ele é um campo de muitas oportunidades com isso, sem dúvida alguma, um conceito que revolucionará a forma como o ponto de venda é visto e entendido pela cadeia de consumo. Na prática, o fieldmarketing garante a execução e contribui com o aumento de vendas, redução dos custos de operação e aumento da presença de produtos na gôndola.
Em geral, a cadeia de consumo sofre com as falhas que acontecem na execução da estratégia. Se por um lado temos uma indústria que planeja e traça os objetivos que deseja alcançar com determinado produto na gôndola, por outro, temos um varejista que vivencia a ruptura.
A prática do fieldmarketing permite que as decisões tomadas pela indústria estejam alinhadas com a realidade do varejo, tornando-as mais assertivas. Devido a esta segmentação, a execução do plano estratégico traçado pelo marketing da indústria, nem sempre alcança o resultado efetivo e esperado. Por trabalhar de forma especifíca ao DNA da empresa cliente, no que se refere aos objetivos traçados, desenvolve um projeto complexo e focado, não apenas na execução, mas no alinhamento de estratégia, alcance de metas e de resultados propostos.
Embora seu conceito seja macro, ele opera em cada etapa
do processo.
Mas é preciso não esquecer de algo fundamental e que poucos tem praticado. Adequar produtos ao mercado consumidor atual e rever seus processos internos. Volto a insistir que a indústria moveleira precisa focar na inovação.
Mas é preciso não esquecer de algo fundamental e que poucos tem praticado. Adequar produtos ao mercado consumidor atual e rever seus processos internos. Volto a insistir que a indústria moveleira precisa focar na inovação.
Fazer uma análise de mercado e mirar no segmento que está melhor economicamente, considerando esse cenário de desafios, a prospecção de novos clientes poderá ser uma das fases mais importantes no processo de sua empresa para manter boas vendas e assim permanecer firme neste mercado de incertezas.
Seja exportando ou mantendo expectativas no mercado
interno é preciso promover mudanças referentes aos antigos conceitos. Afinal
nunca mais teremos um mercado de alto consumo e para se manter firme no mercado atual é mais do que
necessário promover mudanças comportamentais e estratégicas.
"Para sobreviver e ter sucesso, cada organização tem de se tornar um agente da mudança. A forma mais eficaz de gerenciar a mudança é criá-la." (Peter Drucker)
"Para sobreviver e ter sucesso, cada organização tem de se tornar um agente da mudança. A forma mais eficaz de gerenciar a mudança é criá-la." (Peter Drucker)
Pensem nisso!!!....
Ótima semana a todos.
Adélia Covre


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