AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Marcenarias de Pequeno e Médio porte - Como proceder diante do Mercado Atual?

                  Imagem Fonte: www.coloringbook4kids.com
Se diante dessa tempestade no mercado, as grandes indústrias se vêem em situação nada confortável, o que dirá as diversas marcenarias espalhadas pelo país!

Uma coisa é fato, diante do boom que houve no mercado com a nova linguagem de moradia adotada pelas construtoras nos últimos anos, os apartamentos tiveram seus espaços mais reduzidos e áreas comuns passaram a ser mais valorizadas, com isso, as marcenarias ressurgiram com força total no mercado. 


Isso porque as indústrias moveleiras não se adequaram com tempo hábil a esse novo conceito de espaços reduzidos. O ofertado no mercado até então, não supriu adequadamente as reais necessidades desse novo perfil de consumidor e conceito, a linguagem do mobiliário necessitava ser do tipo planejado ou multifuncional para preencher as necessidades desse novo conceito e com isso as marcenarias passaram a ganhar destaque junto ao consumidor devido sua maior  flexibilidade de fabricação de mobiliário.

Na verdade esse tipo de negócio teve seu momento de glória mesmo que breve e agora se vê diante do novo....CRISE NO MERCADO imobiliário e na economia.

Para aqueles que esperam por uma magica ou milagre - ESQUEÇAM!

Ser criativo e inovador essa é uma das saídas mais acertadas.

Obviamente que, uma atenção 
redobrada em relação aos diversos aspectos que envolvam a eficiente gestão de um empreendimento, isso para enfrentar os efeitos da crise financeira atual, é a regra número um a ser seguida pelos empresários de pequenos e micro-negócios.

Estar atento às mudanças e impactos na economia e no setor em que atua é um comportamento que irá determinar a sustentabilidade da atividade, pois alterações no seu “plano de vôo” podem ser exigidas num curto espaço de tempo.

Os empreendedores devem agir de maneira rápida e eficaz, visando buscar alternativas e novos caminhos para a inovação, criatividade e a introdução de novas estratégias para a operacionalização de suas atividades, esse será um caminho acertado.

Quando o mercado está aquecido e com boas vendas, é comum, principalmente entre os pequenos e médios empresários, certo desleixo em relação a otimização de seus processos. Em tempos de crise, essa falta pode lhe custar à competitividade e em casos extremos até mesmo o negócio.

Procure realizar um diagnóstico para identificar as particularidades de seu negócio e, a partir daí, iniciar a reestruturação. Caso não consiga sozinho, vai a dica, procure ajuda especializada, ela pode e muito contribuir para o seu sucesso. Afinal santo de casa não faz milagre!

Tente melhorar o aproveitamento de matérias primas para evitar desperdício, e a área de sua produção procure um layout funcional, pois esta área deve ser organizada com as máquinas disponíveis divididas preferencialmente em: setor de corte, acabamento, montagem, pintura e embalagem. Esta é outra sacada valiosa.

Saiba que os objetivos de se empregar um layout funcional são:

  • Minimizar os custos unitários de produção; 
  • Otimizar a qualidade intrínseca; 
  • Promover o uso efetivo de funcionários, equipamentos, espaço e energia; 
  • Proporcionar ao empregado, conveniência, segurança e conforto; 
  • Permitir a gestão de custos de projeto;
  • Atingir as metas e prazos finais de produção.


Os empreendedores de maneira geral, podem e devem refletir sobre suas atividades, trabalhando intensamente para o reforço de suas estratégias, como por exemplo: treinamento de seus empregados; melhoria das formas de atendimento ao cliente; novas formas de divulgação de seus produtos ou serviços; ampliação das áreas de atuação; reestruturação dos padrões de preço e qualidade oferecidos; reflexão necessária e imediata para questões econômico-financeiras; avaliação de seus fornecedores; redução de despesas; objetividade em seus planos de negócio, e tantas outras ações a serem refletidas e implantadas.

Os tempos são difíceis para todos, é fato, mas os empreendedores que procurarem efetuar as implementações necessárias e revisões de suas práticas e estratégias, e acima de tudo mantendo o foco nas oportunidades é que poderão obter o sucesso em seus negócios.

Importante agora é não cair na armadilha de reduzir seu investimento em marketing só porque as vendas estão baixas. Saiba que é justamente nessa situação que você deve investir mais ainda para atrair clientes para o seu negócio!

Caso você ainda não tenha uma estratégia de marketing digital, pense seriamente em investir neste segmento, pois além de ser mais barato que as estratégias do marketing convencional. Existem sites que acompanham o desempenho de sua pagina através de relatórios estatísticos.

Outra dica importante é que você participe de eventos setoriais. Em épocas de crise se torna importante participar do maior número possível de eventos para poder assim, ter uma avaliação externa da crise e do cenário traçado para o futuro, sem contar que é um ótimo momento também para o compartilhamento de experiências e soluções adotadas por outros empresários que estão no mesmo barco.

Afinal é uma situação onde a união faz a força, coisa que no setor não existe muito e é preciso agora aprender a se unir.

Aprenda a ser criativo, a maior lição que se pode extrair de uma crise econômica como a que estamos vivenciando é o incentivo à criatividade. Se você ficar parado apenas se lamentando e não fazendo absolutamente nada, ai sim a coisa vai ficar bem feia para o seu negócio.

Saiba colocar sua criatividade e de seus colaboradores a todo vapor e esteja aberto a sugestões e não crie qualquer tipo de barreira a mudanças. Em momentos de crise é que avaliamos de forma mais objetiva qual o valor que poderíamos estar entregando ao mercado que ainda não foi agregado ao seu produto ou serviço.

O recado a todos é REFLEXÃO, OUSADIA e CRIATIVIDADE!!!....

Boas iniciativas e que junho traga a todos RESILÊNCIA.

Adélia Covre

quarta-feira, 27 de maio de 2015

É Necessário que as Indústrias procurem Alternativas !....

Estamos todos enfrentando um ano extremamente difícil realmente!

Esperar uma melhora da noite para o dia é algo remoto diante do quadro instaurado hoje em nossa economia. Perante tal fato, a procura de alternativas se faz necessária para conter os baixos índices de comercialização onde a meta deverá ser recuperar a saúde da sua empresa.

Uma coisa é certa, de nada vai adiantar cruzarmos os braços perante as sucessivas manobras que o governo vem fazendo na tentativa de conter o caos instaurado economicamente no país.

Em decorrência a todo o retrocesso que estamos vivenciando, é preciso que as empresas saiam da zona do conformismo e da espera pelo milagre e procure mercados mais atrativos e alternativos na tentativa de driblar a crise econômica atual do mercado interno.

Obviamente que a exploração de novos mercados pelo setor moveleiro, torna-se uma saída interessante, ainda mais diante de números tão expressivos como os que foram divulgados na primeira quinzena desde mês pela ABIMÓVEL.

Segundo o órgão, que fomenta as ações de exportação de produtos para o setor moveleiro através do Projeto Brazilian Furniture, às estimativas geradas pela APEX-BRASIL, no que se refere as expectativas de exportações oriundas do setor moveleiro é que a perspectiva de geração de negócios durante a INDEX DUBAI é de US$ 1.557.000,00, e o esperado para os próximos 12 meses é de US$ 6.509.999,88, números, segundo Daniel Lutz( Presidente da Abimóvel), considerados “positivos, para um setor que, assim como os demais no pais, vem usando sua criatividade e competência para driblar as dificuldades apresentadas na atual economia brasileira”.



Vale ressaltar que o Projeto Brazilian Furniture, é realizado pela ABIMÓVEL em parceria com a Apex-Brasil , projeto este ao qual vem ajudando muitas indústrias a ganhar espaço no mercado externo como alternativa aos maus tempos em nosso país.

Esse dado chega a ser animador perante a situação nada promissora por aqui, devendo ser levado em conta e avaliado pelas indústrias que ainda se mantém relutantes em explorar novos caminhos ou novas alternativas.

Todos nós sabemos que este ano será essencial que a indústria nacional aprenda não somente a se reinventar, mas também se adaptar a nova realidade dos fatos onde o consumo se manterá em compassos reduzidos nos próximos anos. Terá assim que aprender a conter seus custos, porem a forma a qual isso será efetuado é que é o grande pulo do gato.

É preciso que haja um plano de gestão financeira eficaz.

Venho batendo a meses na tecla de que é preciso promover inovação, e inovar também quer dizer buscar novos mercados é procurar rever o mix de produtos da atualidade e através de criatividade, encontrar saídas para promover alternativas que possam repaginar sua linha e empresa.

Criatividade deve ser a palavra de ordem, o que a indústria não pode fazer, é manter-se estática sem promover alguma ação que a impulsione para frente.

Em tempos nublados é preciso ser criativo até mesmo com relação às estratégias a serem utilizadas.

Um olhar clínico nos processos internos poderá ajudar e muito, afinal analisar bem o que é possível cortar e como deverá ser cortado para não afetar o negócio principal da empresa é essencial.

Dentre tantas estratégias possíveis de ação, uma das que precisa melhor ser aproveitada simultaneamente é a do universo virtual, com a crescente demanda de produtos comercializados pela internet a indústria necessita aprender a explorar de melhor forma esse recurso barato e altamente rentável.

Muitas são as possibilidades e possíveis alternativas visando aproveitar da melhor forma os recursos que temos disponíveis, mas a maneira a qual isso será direcionado é que é a grande sacada.

Possibilidades existem, a exploração delas é uma questão de sabedoria!

Prova esta na recuperação comprovada dos mercados americano e europeu.


Isso me remete a uma citação do celebre papa da administração moderna – Michael Porter, em um texto de sua autoria cujo tema é: Criação de Valor Compartilhado.

Este comentário bastante pertinente para o momento atual, Michel Porter e Mark R. Kramer salientam no texto:

“Grande porte do problema está nas empresas em si, que continuam presas a uma abordagem à geração de valor surgida nas últimas décadas e já ultrapassada. Continuam a ver a geração de valor de forma tacanha, otimizando o desempenho financeiro de curto prazo numa bolha e, ao mesmo tempo, ignorando as necessidades mais importantes do cliente e influências maiores que determinam seu sucesso a longo prazo. Só isso explica que ignorem o bem estar de clientes, o esgotamento de recursos naturais vitais para a sua atividade, a viabilidade de fornecedores cruciais ou problemas econômicos das comunidades nas quais produzem e vendem. Só isso explica que achem que a mera transferência de atividades para lugares com salários cada vez menores seria uma “solução” sustentável para desafios de concorrência. O governo e a sociedade civil não raro exacerbam o problema ao tentar corrigir deficiências sociais à custa da empresa. Os supostos trade-offs entre eficiência econômica e progresso social foram institucionalizados em décadas de políticas publicas.” 
(Fonte: http://www.hbrbr.com.br/materia/criacao-de-valor-compartilhado)

Uma coisa é fato, a indústria moveleira precisa mudar seu jeito de pensar, de fazer seus produtos e prestar serviços, e posteriormente, em como vai direcioná-los.

A real vantagem competitiva só pode existir quando uma empresa é capaz de oferecer os mesmos benefícios que seus concorrentes, através de custos mais baixos ou oferecendo benefícios que ultrapassam a concorrência se quiserem possuir alguma diferenciação. Portanto, uma vantagem competitiva, seja ela qual for, permiterá que a empresa crie um valor superior para os seus clientes e lucros para si própria.

“Não se preocupe com a concorrência, não se preocupe em ser melhor que o seu concorrente. Preocupe-se em ser único, em se especializar em algo que só você pode fazer”. (Michel Porter)

Tenham todos um ótimo final de maio e que o mês de junho venha com boas iniciativas!

Adélia Covre

terça-feira, 19 de maio de 2015

O Verdadeiro Vilão da Crise no Setor Industrial Moveleiro!

Que a situação esta preocupante para o setor moveleiro, isso não há a menor sombra de duvidas. 

Mas a Crise econômica seria a grande vilã?

É preciso antes de sairmos feito doidos procurando culpados, entender o que de fato se esconde por detrás da situação como um todo. A chamada por todos de grande vilã dos fatos, pode não ser a real causa para que as indústrias do setor em questão estejam tão fragilizadas.

Primeiramente é imperativo observarmos o compasso de todas as ações que as indústrias do setor moveleiro efetuaram ao longo desses últimos 20 anos.


Investimentos na área industrial, claro que houve e muito. Mas investimento tecnológico, não significa garantia para que uma empresa  se mantenha viva e atuante apenas com esse tipo de ação no mercado. Mais importante a ser analisado ainda é a pergunta:

Será que realmente elas se preocuparam em antever os fatos e praticaram ações preventivas para vivenciar um momento como este, de retrocesso econômico?

Algumas poucas conseguiram se preparar, isso é fato, mas em sua grande maioria acredito que não, pelo simples hábito de não serem adeptos de planos estratégicos. É comum esse tipo de empresa não perceber as inúmeras oportunidades que uma crise pode oferecer. Dentre elas podemos destacar a possibilidade de reestruturação interna.


Geralmente nos mobilizamos de fato diante de uma crise. Lembra-se daquele velho ditado: Quando a água bate...???....Pois bem, uma crise trás benefícios justamente baseado nesse antigo ditado. Somente diante de grandes dificuldades que saímos da nossa real zona de conforto e partimos para AÇÃO de Mudança necessária.

Efetivamente que pouquíssimas empresas preocuparam-se em fazer qualquer plano de prevenção, a grande maioria ainda permanece com problemas oriundos de gestão de pessoas, gestão financeira e tantos outros modelos de gestão. Sua grande massa, vem de uma gestão administrativa familiar a qual a falta de preparo por parte de seus dirigentes é ponto forte e desfavorável em momentos contraditórios.


Pouquíssimas hoje se vêem preparadas para a prática da Resiliência Administrativa que é a área da administração a qual faz parte dos processos de gestão de mudanças.

Para as pessoas que trabalham nas organizações, elas devem ter um grande equilíbrio emocional, principalmente, para saber lidar com os problemas relacionados com o trabalho, quando as situações não ocorrem como elas esperavam. Sem contar que, a resiliência diz respeito à capacidade de tomar medidas que minimizam os problemas que surgem no contexto laboral.

É importante observar que quando os desafios que encontramos são da mesma dimensão que nossas capacidades, sentimos de imediato que eles podem ser superados e todos nós em geral, somos capazes de intuir qual será o resultado da situação.

Todavia, quando os desafios são maiores que nossa capacidade, esse balanço fica comprometido e em geral, não somos capazes de predizer antecipadamente o que acontecerá.

Quando esse equilíbrio se desintegra, nossas expectativas crescem, a ansiedade aumenta e passamos a sofrer pela incerteza de nosso futuro.

É bem o que hoje acontece no meio industrial moveleiro.

Contudo, é justamente em momentos como este que estamos vivenciando, que precisamos dentro de uma organização desenvolvermos a resilência. Através dessa atitude, é que será possível ser um agende facilitador nas ações de mudanças internamente na sua empresa, por terem características de fácil absorção de situações críticas não se fazendo abater pelo momento adverso.

Obviamente que no mercado moveleiro, ainda nos deparamos com erros primários oriundos da administração mal planejada. Muitas delas, fragilizam-se pela falta de visão inovadora em momentos como este. Optam pela demissão visando reduzir seus custos internos esquecendo-se de algo muito maior, os reais desperdícios em seus processos.


“Conquistar clientes “jogando os preços lá embaixo”, tem um efeito bumerangue: a própria empresa acabará sendo a vítima”. (Peter Drucker)

Quando existe uma boa gestão, a empresa analisa. Em um momento em que todos as pessoas tem contato com as empresas através das redes sociais e a mídia atua como quarto poder, uma organização não pode estar no mercado sem ter um mapa de crise pré-definido, que considere o que poderia afetar seus negócios, antecipando suas ações e sabendo de que modo agir.

O que faltou no setor?.......Antecipar-se aos sinais que estavam diante de todos!

Outro item a ser salientado é o novo papel do vendedor da atualidade que é tornar-se um executivo, aquele cujo papel é vender e não expor o cliente ao abandono após a venda, ou seja, ele tem o dever de manter permanentemente o relacionamento com ele.

O papel desse executivo é que munido de capacidade técnica, o executivo de vendas tem como missão o relacionamento com o cliente, no sentido de traduzir e tornar real o valor da oferta para o cliente. Em tempos de crise, quem está mais próximo, tem condições de entender as angústias de seus clientes e pode com isso participar da solução junto com ele.


Michel Porter seu livro, Estratégia Competitiva ("Competitive Strategy"), criou algumas ações com o intuito de apresentar soluções para as cinco forças competitivas criadas por ele. Com isso, ele identificou três estratégias genéricas que podem ser utilizadas pelas empresas para conseguir uma ótima posição no mercado em um longo prazo.

São elas:

Estratégia por Custo: A empresa que possui estratégia em custos, deve produzir em grande volume para minimizar gastos de todo o processo de fabricação, divulgação e distribuição do produto, tendo como principal atrativo o preço.

Estratégia por Diferenciação: A opção de estratégia por diferenciação faz com que a empresa tenha obrigação de investir na imagem e marca a fim de realizar uma grande diferenciação do seu produto ou serviço diante dos concorrentes. Para isso, a pesquisa de mercado é essencial, bem como uma distribuição diferenciada dos produtos oferecidos. O objetivo principal desta estratégia é oferecer produtos diferenciados.

Estratégia por Foco: A estratégia de foco de uma empresa resume-se em escolher segmentos ou nichos específicos por meio da diferenciação ou dos custos.

"Uma estratégia sensata começa com um objetivo correto. E afirmo que o único objetivo capaz de respeitar uma estratégia sensata é o aumento da rentabilidade." (Michel Porter)

Volto em mais esse post, insistir no ponto crucial, é preciso uma boa ESTRATÉGIA!!!
Ela é a chave da criação de compatibilidade entre as atividades de uma empresa.

Definitivamente é preciso obedecer à cadeia de valor que é uma sequência de atividades que a empresa realiza para produzir e vender os seus produtos. A cadeia de valor começa na compra da matéria-prima e termina no após-venda, é uma ferramenta que permite segmentar a organização, percebendo assim quais as suas atividades estrategicamente relevantes e onde é que estas, efetivamente, geram valor.

É justamente nesse ponto que vem a pergunta essencial:

Qual indústria do setor, analisou ou esta analisando seu ambiente interno?....

Neste exato ponto que nos deparamos com o problema. O maior vício da indústria deste segmento consiste no hábito de não olhar para dentro de sua gestão interna. E quando o fazem, a grande maioria da sujeira encontrada, isso é, quando encontrada, geralmente é colocada embaixo do famoso tapete. Aquele tapete que vive escondendo o que por medo ou vergonha não pode ser mostrado.

Exatamente nesse ponto que o olhar externo, torna-se crucial na ajuda para identificar o que de fato é necessário ser corrigido e alterado no processo de uma gestão interna.

Cabe aqui um ditado famoso.....

"Santo de Casa não faz milagre!"

O Papa da Administração moderna, Michel Porter, mais uma vez da um exemplo bem interessante de empresas de sucesso que fizeram diferença no mercado, como são os casos da Apple e da Nespresso:

“Elas se diferenciam, mas não porque possuem produtos melhores, mas porque possuem produtos e serviços diferenciados, e que de uma forma direta ou indireta agregam valores aos seus consumidores. Casos como do Iphone (em relação aos seus concorrentes) e da Nespresso (que criou toda uma cadeia de consumo de café gourmet).”


Baseado nesse pensamento de Porter, podemos concluir que mudanças comportamentais são necessárias, para que uma visão correta do momento presente traga novas possibilidades de acertos e possibilidades de crescimento baseados em correções e inovações.

Termino esse post com uma citação a ser pensada....

“Há três tipos de empresas: Empresas que tentam levar os seus clientes onde eles não querem ir; empresas que ouvem os seus clientes e depois respondem às suas necessidades; e empresas que levam os seus clientes aonde eles ainda não sabem que querem ir.” (Gary Hamel)

Excelente semana a todos e boas reflexões!.....

Adélia Covre

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O uso do Acrílico em Móveis como possível alternativa!....

Que a indústria do mobiliário necessita inovação, isso já não é mais novidade para ninguém!

Designers e Arquitetos que estão atentos ao mercado e buscam criar valor em seus produtos e serviços, devem estar sempre a procura de matérias-primas alternativas que agreguem mais valor, qualidade, beleza e funcionalidade aos produtos desenvolvidos, e uma das alternativas a qual podemos pontar é o acrílico, um produto que já é destaque há vários anos na Europa, berço das tendências mundiais.

Para quem ainda não sabe, o grande diferencial do acrílico está em sua durabilidade e em sua total possibilidade de reciclagem.

Este material tem se mostrado extremamente versátil e acessível para ser utilizado em diversas aplicações, além do seu uso pela indústria moveleira, o acrílico é empregado em objetos decorativos, fachadas, luminárias, comunicação visual, na construção civil, como coberturas, domos, protetores acústicos, dentre outros.

Falamos na atualidade muito em construções verdes, em projetos baseados em sustentabilidade, mas o fato é que muito ainda há a ser feito nessa área.

Um dado interessante ao qual me deparei é uma citação de Chris Hsieh, especialista e consultor em iniciativas verdes e ambientais, incluindo programas como LEED (Abreviatura de Leadership in Energy and Environmental Design –Liderança em energia e Design Ambiental)....segundo ele, esse tipo de projeto chamado de Green Building, precisa integrar várias características como por exemplo, economia de energia, mínimo impacto ambiental entre outras soluções.


Aqui no Brasil, este projeto é chamado de Green Building Council Brasil, que é um Certificado ao qual assegura que a construção foi realizada utilizando conceitos de sustentabilidade.

Vale lembrar que, por definição, uma construção sustentável é um espaço construído que faz uso de conceitos e procedimentos de sustentabilidade ambiental em sua concepção, construção e operação, gerando benefícios econômicos e à saúde.

Uma coisa podemos afirmar, no mundo da decoração, o acrílico acaba dando vida aos móveis, se analisado pela sua infinidade de cores, níveis de transparências e texturas de suas superfícies, inclusive quando utilizados como espelhos que devido a inúmeras cores, podem compor ambientes alegres.

Além de ser um material com alta pontuação para projetos de Green Building, o acrílico é um plástico nobre com alta durabilidade.

"O volume de peças em acrílico produzidas é muito maior que o encontrado em descartes. Isso acontece porque tudo que é produzido tem uma grande durabilidade e caso vire sucata, é 100% reciclável", isso foi afirmado pelo presidente do INDAC, Instituto Nacional de Desenvolvimento do Acrílico.

Ele ainda ressalta que: "As plantas industriais que produzem as chapas tem pouco impacto na poluição. "Até mesmo em sua fabricação o acrílico é sustentável", conclui.


Outro ponto interessante sobre as  chapas de acrílico a qual é possível observarmos é que, este material oferece principalmente segurança aos usuários que tenham receio de quebras de materiais que estilhaçam. 

Exemplo desse fato é quando os móveis são utilizados em residências, escritórios ou ambientes de grande movimentação de pessoas.

Seu baixo peso e a segurança também trazem vantagens para a estocagem das chapas e durante o transporte dos móveis nas várias etapas até chegar ao consumidor final.


Hoje em dia é possível encontrar no mercado o acrílico com o efeito de vidro acidato, com textura translúcida e acetinada de um ou dos dois lados das lâminas, podendo assim ser combinado com outros materiais. Essas alternativas, permite um visual moderno ao móvel, revelando-se assim uma matéria-prima adequada para componentes e acessórios de móveis e decoração.


Aprofundando um pouco mais sobre esse material, é possível dizer que as propriedades mecânicas das chapas acrílicas facilitam o trabalho do fabricante de móveis, pois podem ser furadas, cortadas, dobradas e moldadas, com as mesmas ferramentas e máquinas utilizadas no trabalho da madeira e do metal, respeitando-se a utilização correta de serras, fresas e brocas.

Vale aqui observar como pode ser interessante a mescla de materiais na indústria moveleira. Afinal, podemos pensar como alternativa o corpo de um roupeiro em MDF ou MDP e componentes internos em acrílico, exemplo disso as gavetas.


Mas vamos analisar agora os pontos fortes da Chapa Acrílica:

A. Ele é o material com o mais alto índice de transparência. Por isso, é excelente para a propagação de luzes e imagens.

B. As chapas acrílicas são extremamente resistentes ao impacto, devendo-se avaliar a espessura adequada para cada necessidade;

C. Elas resistem a todo tipo de intempérie, mantendo a transparência sem amarelar; Peso: As Chapas acrílicas são bastante leves, facilitando o manuseio, o transporte e reduzindo desgastes de rodízios e dobradiças de portas;

D. Assim como diversos materiais, as chapas acrílicas dilatam-se e contraem-se. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados na instalação para permitir espaço suficiente para sua expansão;

E. O acrílico pode ser decorado com serigrafia, transferência a quente, pintura com pistola ou películas de vinil, oferecendo uma ampla gama de opções ao moveleiro;

F. As peças feitas com acrílico podem tranquilamente ser expostas nas mais diversas temperaturas sem que apresente qualquer tipo de problema.

As chapas acrílicas são manufaturadas a partir do monômero de Metacrilato de Metila, o que resulta em produto da mais alta qualidade, com resistência, transparência e durabilidade. 

Contudo, vai um alerta, quando as chapas são compostas com produtos reciclados, visando o intuito de reduzir custos, sua resistência e durabilidade são fragilizadas, tornando o produto sensível a fissuras, alem de poder ocorrer amarelamentos e outros problemas que ocorrem tão logo os produtos finais sejam expostos ao uso.

A titulo de curiosidade, essas chapas podem ser produzidas por meio de dois processos que devem atender aos requisitos das normas NBR/ISO 7823-1 para chapas Cast ou Fundidas e NBR/ISO 7823-2 para chapas Extrudadas.

No processo Cast, a polimerização do monômero se dá entre duas placas de vidro, o que permite ampla produção de cores, variadas espessuras e texturas das superfícies.

Já no processo de Extrusão, a produção é contínua e automatizada, resultando em chapas com baixa variação de espessura.

Um outro diferencial bastante interessante e que chama atenção para fabricantes de móveis é que, as chapas acrílicas são fáceis de usinar com equipamento convencional. No entanto, requerem ferramentas específicas para sua operação, de modo a permitir um melhor aproveitamento de corte e acabamento das peças.

Visando facilitar o manuseio e trabalho, essas chapas são protegidas com filme para evitar arranhões durante o processo de transformação, devendo ser removidas somente após o termino do trabalho. Em geral, as serras circulares e de fita são as mais utilizadas para o corte das chapas acrílicas. As circulares são as preferidas para se fazer cortes retos e as de fita para cortes em linhas curvas. A potência e velocidade das máquinas variam conforme a espessura e o tipo das chapas a serem cortadas.

Já no caso das brocas usadas para furação, elas também devem ter uma afiação especial, além de ser mais pontudas do que o normal, de forma a evitar que a chapa se quebre ao ser perfurada. A melhor rotação da broca, taxa de alimentação e pressão aplicada, dependerá do tamanho do furo e da espessura da chapa.

Outra opção utilizada para o corte das chapas de acrílico é o processo de corte a laser, o qual, permite a confecção de peças com qualquer tipo de formato, com alta precisão e conforme a necessidade do cliente. Aqui podemos salientar que centros de usinagem são uma boa pedida nesse sentido.

Para aqueles que desconhecem, podemos dizer que o laser é um dispositivo que produz um fluxo definido de luz com qualidades excepcionais de intensidade e direção. Os lasers emitem ondas de luz que expõem o material ao intenso calor gerado pela concentração do raio, vaporizando o material no ponto focalizado.

O corte a laser também tem outras vantagens para chapas acrílicas, como a eliminação da necessidade de acabamentos posteriores, como lixamento e polimento, além do melhor aproveitamento da matéria-prima, com conseqüente redução de custos e aumento da capacidade de produção.

Em alguns casos, conforme o móvel a ser fabricado, também será necessário que as chapas acrílicas passem pode um processo de lixamento e polimento visando ressaltar o brilho e a beleza de suas bordas.

As chapas acrílicas quando aquecidas à temperatura e tempo adequados podem ser dobradas e moldadas. Ao resfriarem recuperam sua rigidez e conservam o formato aplicado. Os custos de equipamentos e moldes são relativamente baixos, podendo ser obtidas formas bi ou tridimensionais através de uma ampla variedade de processos.

Existem três tipos de colas para acrílico. A mais utilizada é a cola a base de solvente, ou cola rápida. É uma cola fluída, indicada para a maioria das colagens convencionais de acrílico com acrílico e para montagens de peças leves e acessórios decorativos em geral. As chapas não devem ser polidas antes da colagem e as superfícies devem estar absolutamente lisas, planas, limpas e obviamente desengorduradas.

A segunda opção é uma cola viscosa, cristalina e de uso geral. Age dissolvendo o acrílico, depositando polímero nas juntas e tem uma consistência adequada à maioria das aplicações.

O terceiro tipo de cola é a mais eficaz e resistente para as chapas Cast ou Extrudadas. Trata-se de uma cola líquida de alta viscosidade, preparada pela mistura de dois componentes no momento de usá-la: cola e catalisador, sendo seu constituinte principal o próprio MMA - matéria prima do acrílico.

As chapas acrílicas devem ser acondicionadas em sua embalagem original com a película protetora, mantidas em lugar seco, em posição levemente inclinada em relação a vertical (10º), longe do sol, do calor e de produtos químicos. Não devem ser utilizados ganchos ou objetos pontudos durante transporte ou manuseio.

A limpeza do acrílico é extremamente fácil e econômica, devendo-se usar somente água e sabão ou detergente neutro que deve ser aplicado com flanela ou pano bem macio. Em caso de riscos, aspecto encardido e manchas superficiais, a remoção dos mesmos é bastante simples. Basta apenas aplicar polidor doméstico para metais, esfregando o produto sobre a área afetada e utilizando uma flanela seca e limpa, com intensidade suficiente até a remoção do defeito. Para finalizar a operação, basta utilizar uma segunda flanela para a remoção do excesso do polidor.


Podemos com isso, observar as inúmeras facilidades que o acrílico nos oferece.

Vamos explorar esse material e muitos outros alternativos, afinal inovar deve ser sempre a palavra de ordem do momento e ficarmos parados só nos remete a andar na contra mão dos fatos!

Tenham todos boas pesquisas!....


Adélia Covre

Fonte  Bibliográfica: http://mundodoacrilicos.com.br/resinas-acrilicos-belo-horizonte-contagem-pupitos.html
http://www.indac.org.br/acrilico-melhor-opcao-projetos-green-building-construcoes-verdes.php
http://www.blog.artesana.com.br/o-que-e-green-building/

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Design de Produtos - A Importância do Foco em um Nicho de Mercado estabelecido e adaptados para uma linha de Produção Específica.

Precisamos hoje em dia entender as mudanças oriundas do mercado e com ele esse novo perfil de consumidor que nos é apresentado.

Inovações acontecem a cada minuto nesse mundo globalizado e claro que quando pensamos em desenvolver qualquer novo produto, precisamos reconhecer esse novo perfil de consumidor, essa nova linguagem de necessidades derivadas de uma nova filosofia de vida.

Isso mesmo, nova filosofia ou novo estilo de vida onde a cada dia aumenta o numero de casais que optam por ter o menor numero possível de filhos, nova filosofia onde o numero de pessoas que moram sozinhas vem aumentando dia a dia, onde a nova linguagem de moradia é a compactação dos ambientes devido ao modo versátil do ser humano de hoje.


O fato é que a indústria seriada de móveis, esta mantendo um dimensional de produtos fora dos padrões da moradia de hoje

Em uma matéria que elaborei para o POM – Portal do Montador em 2014, falei sobre o Combo Beedrom e procurei deixar claro todas as mudanças que ocorreram no setor da construção civil cujo foco da matéria, foi o novo conceito de moradia dos tempos de hoje. Conceito este ao qual, áreas privadas se tornaram cada vez mais compactadas e com isso a necessidade emergencial da indústria moveleira desenvolver produtos em conformidade a filosofia multifuncional, o famoso três ou quarto em um.


Obviamente que quando pensamos no desenvolvimento de um novo produto, existe a necessidade de reconhecer que a parceria no processo como um todo é altamente necessária. Designers e gestores de produção precisam trabalhar em conjunto, pois há a necessidade de adaptações a serem feitas no processo produtivo ou na estrutura de um determinado produto para que o mesmo venha a ser um sucesso no processo.

Lembro-me bem de quantos produtos complexos desenvolvi ao longo de minha carreira dentro da indústria moveleira aos quais necessitou que fossem efetuadas adaptações no processo para que o produto se tornasse viável entrar na linha de produção.

Isso nada mais é que saber usar de estratégia para que um produto vendável entre em linha.

Vejo como sendo muito comum nos depararmos com gerentes de produção que por falta de conhecimento ou comodismo, relutem em colocar um determinado produto de alta complexidade em linha de produção. Isso nada mais é que falta de uma boa administração de produção.

É preciso ficar evidente na mente de empresários que estamos na era da evolução pelo conhecimento e isso quer dizer que o comodismo precisa ser estancado de vez dos parques industriais nas grandes indústrias, pois nem sempre o melhor produto a ser lançado será o mais fácil de ser produzido.

Acho importante destacar aqui que o sucesso de um produto no mercado seja ele de um nicho especifico ou não, vem da união de esforços de uma empresa como um todo. Não pode haver um pai específico para a criança, pois todos terão que ser para que assim seja possível obter garantia de um projeto promissor e repleto de sucesso no mercado.

A era do conhecimento nos empurra para o conceito de nichos específicos no mercado de hoje e com isso a necessidade de que exista uma gestão participativa, trabalho cooperado e a união de esforços em prol da satisfação do Cliente.

Essa linha de pensamento nada mais é que a Prática de Gestão!

É preciso compreender de uma vez por todas que o produto seriado passará por grandes modificações, o novo mix de produtos deverá ser acrescido de produtos para nichos específicos de mercado para que assim, a indústria possa sobreviver nesses novos tempos.

Equipe de desenvolvimento e de produção, precisam estar em total sintonia para que um produto dentro dessa nova filosofia de produzir possa entrar em linha no mercado. Faz-se necessário o estudo em conjunto, conhecimento técnico de todos os envolvidos e uma visão estratégica rica para que possamos garantir um futuro próspero em um mercado cada vez mais complexo e competitivo.

Vejo que a indústria moveleira seriada não se deu conta do momento que estamos vivendo atualmente no mercado com o novo conceito de moradia - o novo conceito de espaço em moradias de regiões metropolitanas, surgiu poucos anos atrás no período pós crise imobiliária de 2008, mais especificamente em Nova York e instalou-se em nosso mercado com o mesmo propósito de lá, redução dos custos na construção.

Estamos diante de um imenso nicho aberto, onde áreas comuns passaram a ter uma maior valorização e consequentemente, uma grande exploração visando atrair os olhos do cliente, mascarando assim o contra senso desse quadro que é a redução ocorrida nas áreas privativas.

Más onde estão os móveis para compor esse novo cenário?

Vejo que quase ninguém se preocupou com esse fato, principalmente porque na indústria seriada pouco se investe na área de desenvolvimento de novos produtos – DESIGN.

A grande maioria das indústrias que atendem as classes “ C”, estão focadas em linhas de produtos com pouco valor agregado, preocupam-se exclusivamente na redução de custos e não utilizam seu setor de marketing para buscar no mercado suas reais necessidades, andando assim....sempre na contra mão dos fatos.

O que falta para a indústria seriada aplicar o pensamento de fazer móveis funcionais e práticos e que realmente otimizem espaço em ambientes menores é primeiramente a falta ousadia, segundo, uma visão voltada ao mercado e terceiro, maior valorização do design do produto.

Claro que o grande problema que temos esta no tocante ao desenvolvimento das ferragens necessárias para móveis multifuncionais com custos acessíveis, pois as disponíveis que temos nos mercado hoje destinam-se a produtos de um outro nicho de mercado mais alto.

Venho a meses estudando sobre o assunto e sinto na pele que o maior desafio está sendo encontrar a parceria certa para esse desenvolvimento, pois trata-se de ferragens de alta precisão que requerem um esforço conjunto com a engenharia mecânica.

O desenvolvimento de ferragens com um custo mais acessível esta sendo o grande problema, a palavra de ordem agora, vejo como sendo parceria, é disso que o mercado moveleiro necessita, o empresário da indústria moveleira precisa obviamente querer explorar esse nicho imenso aberto e de grandes oportunidades para quem se pré dispor atende-lo. A cultura do tudo se copia precisa ser alterada. Todos ficam na espreita aguardando quem fará primeiro.

Torna-se mais que evidente a importância de atendermos esse novo mercado que se abre diante dos olhos de todos. Más, sem ocorrer uma mudaça de hábitos e nova mentalidade na indústria seriada e do empresariado do setor torna-se difícil.

Para que os móveis multifuncionais possam ser difundidos com um custo mais baixo, primeiramente é preciso a vontade em querer ousar mudar o conceito do mobiliário. A necessidade existe, o nicho esta ai diante de nossos olhos, basta querer ouvir o que o consumidor necessita e almeja e se há a necessidade como não haver demanda?

Obviamente que teremos que criar uma estratégia de marketing de massa agressiva, pois esse conceito foge dos padrões convencionais de móveis, a linguagem do combo ou multifuncional é algo que envolve mudanças culturais e nem mesmo o consumidor se deu conta que essa é a solução acertada para esse tipo de moradia.

O conceito é novo em nosso vocabulário e cultura, como designer posso afirmar que é possível desenvolvermos móveis com esse conceito com um custo acessível, tanto que já venho trabalhando nesse projeto a meses e acredito que outros designers também devem estar fazendo mesmo.

Com este tipo de móvel os imóveis podem ter um diferencial, deixaremos de mascarar a situação, hoje fazemos uso de truques para disfarçar a falta de espaço, a realidade dos fatos e fazemos de conta que estamos criando um projeto funcional quando na realidade de funcional nada tem. 

A verdadeira funcionalidade somente é adquirida através de móveis cuja linguagem seja otimizar de fato espaços, ou seja, do mobiliário que verdadeiramente destinam um mesmo espaço a duas, três ou quatro funções simultaneamente. Estamos definitivamente na era da multifuncionalidade.

Preciso deixar evidenciado que toda funcionalidade de um móvel, inicia-se pela adequação do projeto para o fim que se destina. 

Logo, torna-se impossível não pensarmos no real significado da funcionalidade do projeto o qual resume-se em atender a todas as conformidades, não somente as exigidas por normas técnicas más ás necessidades de quem os utilizará.

Reflitam.....

O VALOR de um negócio está em oferecer SOLUÇÕES que atendam a NECESSIDADE dos CLIENTES. Não cabe virar as costas para ele oferecendo o que nos é mais cômodo.

Precisamos apenas tirar a mão do freio e ousar!


A todos um bom inicio de semana!!!...

Adélia Covre

terça-feira, 5 de maio de 2015

Desenvolvimento de Produtos Significa Assumir Responsabilidades!

Um assunto muito sério e que venho acompanhando na indústria moveleira é a forma a qual produtos andam sendo desenvolvidos e lançados no mercado hoje em dia sem critérios apropriados.

À grande maioria dos empresários do setor moveleiro, ainda não se atentaram para a relevância de um simples fato:

“O design diferenciado é fundamental para estabelecer a conexão de uma marca com o seu Cliente.”

Ainda teimam em não querer entender que por intermédio de seu produto é que se estabelece uma identidade visual, sendo assim os clientes de maneira geral, podem reconhecer sua empresa e diferenciá-la dos seus concorrentes através dele e um atributo interessante do design, é a capacidade de fazer das idéias algo tangível, pensamentos e inspirações tornam-se concretos.

Logo, desenvolver produtos ou serviços bem representados significa atingir o sucesso de uma empresa mais rápido. 

Design, no seu sentido mais amplo, é a disciplina dedicada à humanização da tecnologia. Ela aplica rigorosos processos de IHC.

Para aqueles que desconhecem: Processo de Design IHC é a Interação humano-computador também conhecida como interação homem-computador, que é o estudo da interação entre pessoas e computadores. É uma matéria interdisciplinar que relaciona a ciência da computação, artes, design, ergonomia, psicologia, sociologia, semiótica, linguística, e áreas afins.

É fundamental que se tenha consciência que os designers são capazes de criar produtos, sistemas e serviços para ajudar as pessoas a fazerem mais coisas, serem felizes, ou qualquer outro utilitário emocional que possa promover benefícios úteis.

Más para isso é preciso RESPONSABILIDADE ao projetar um novo produto.

É cada vez mais comum encontrarmos na indústria moveleira, produtos desenvolvidos, sem o menor critério de ergonomia, sem responsabilidade de profissionais capacitados para esse fim, sem a menor qualidade, o que vem a ser um desrespeito ao próprio Cliente. Pior ainda, indústrias preocupadas em contratar o designer cujo preço seja o menor possível pelo desenvolvimento, esquecendo-se da qualidade do serviço prestado.

Uma coisa é preocupante na indústria moveleira:


É quando o design é artificialmente posicionado no contexto do seu negócio.

Algo muito comum no setor e que com isso aparecerá como principal restrição a lucratividade.

Obviamente que de nada vai adiantar uma indústria contratar um designer se o mesmo não possuir autonomia para desenvolver produtos seguindo os critérios necessários e estabelecidos pelas exigências do mercado a ser atingido.

Querendo ou não, neste caso isso acaba sendo uma farsa pois a colocação do designer no contexto do negócio será algo artificial.

O que um designer necessita é ter a habilidade de extrair as restrições a partir de um dado problema do projeto, transpondo o que é restrição e assim moldar as soluções.



A realização de um projeto em sua empresa não é diferente em relação à execução de um projeto no governo ou na educação. As restrições serão apenas sob sua capacidade de mudança para a solução de problemas.

Quando se contrata um designer, é fundamental procurar por habilidades que incluam as capacidades de realizar uma pesquisa etnográfica em um determinado contexto, sintetizar grandes quantidades de dados em um curto tempo, desenvolver desenhos por meio de diversos meios e testar produtos com o consumidor final de forma rápida e eficaz. Essa é a base essencial de uma habilidade para um designer de Produto, isso descreve perfeitamente as habilidades que um designer precisa possuir quanto deixa a universidade.

É preciso que fique claro aqui:

É dever do designer, traduzir da melhor forma os anseios e intenções de seus clientes, mostrando a eles a importância de seu trabalho e o quanto a confiança no conhecimento desse profissional, pode transformar a imagem de determinada empresa transmitindo toda a qualidade e eficiência de seu produto ou serviço.

“Design é a alma fundamental de uma criação humana, que acaba se expressando em camadas externas sucessivas do produto ou serviço. “ (Steve Jobs)

Compreenda, o design pode ser direcionado a qualquer contexto que promova valor. Isso pode ser aplicado em grandes empresas para produzir grandes lucros ou no contexto de design de consultoria, para promover um serviço de acordo com a necessidade do cliente. Outra forma é o design que pode ser aplicado no contexto de larga escala para problemas sociais, como pobreza, acesso a água limpa e tratada, educação entre outras questões.

Uma característica básica do processo de design é a execução das atividades de forma iterativa a qual permite com isso o refinamento sucessivo da análise da situação atual e da proposta de intervenção.

Possuímos duas formas de praticar design de produtos:

O Design dirigido pelo problema: despende mais tempo analisando a situação atual, as necessidades e as oportunidades de melhoria, e menos tempo explorando possíveis intervenções:

Neste caso, quero salientar que qualidade não está ligada ao tipo de estratégia adotada lembrem-se disso.

O Design dirigido pela solução: Neste caso iremos ficar pouco tempo analisando a situação atual, e mais tempo explorando possíveis intervenções.

Aqui vai existir uma menor preocupação com aspectos estéticos, ergonômicos e comerciais obtendo resultados mais criativos.

Vamos lembrar ainda que no processo de design, existem três atividades básicas a serem seguidas:

  • Análise da situação atual: estudar e interpretar a situação atual;
  • Síntese de uma intervenção: planejar e executar uma intervenção na situação atual; 
  • Avaliação da nova situação: verificar o efeito da intervenção, comparando a situação analisada anteriormente com a nova situação, atingida após a intervenção.
Empresários da indústria moveleira, acordem para o fato de como seus produtos estão sendo desenvolvidos e comecem a perceber que o seu Cliente merece respeito caso pretenda manter sua empresa no mercado de hoje!!!

Herbert A. Simon (Ganhador de um Nobel de Economia), possui o seguinte pensamento que mesmo sendo uma visão bastante radical sobre o significado das palavras que conhecemos nos remete a uma reflexão:

“Quando as pessoas pensam na palavra design, elas associam-na a outras palavras: estética, acessórios de luxo, tecnologia, coisas mais caras. O Design por tanto parece ser uma coisa especial. Design não é uma coisa, é um processo, com início, meio e fim, e depois com um novo início de um processo interativo que não deveria acabar nunca. As pessoas percebem somente o final de cada etapa do processo quando surge a "coisa" que chama a atenção e que tem um valor diferenciado.” (Herbert A. Simon)

Que esse tema traga a todos, principalmente para a indústria moveleira, algo de fundamental necessidade neste momento...........REFLEXÃO!!!...

Adélia Covre

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Estrutura de Produtos – Compreendendo sua importância na Indústria.

Muitas indústrias costumam não dar a importância devida a um item primordial no tocante a todos os produtos desenvolvidos em sua indústria. Me refiro a ESTRUTURA DE PRODUTOS ou também conhecida Engenharia de Produtos.

Geralmente isso acontece, ora pela falta de reconhecimento da relevância deste item na formação da tabulação de custos, ora pela falta da implantação de um módulo eficaz de PCP -Programação e controle de produção, isso porque empresários acreditam que estão evitando gastos com implantação ou ainda medo que funcionários tenham conhecimento do custo de seus produtos e margens de ganho e indo ainda mais fundo, por desconhecimento profundo do assunto e de sua real valia para o controle total de sua produção.

Para aqueles, que ainda tem duvidas, Estrutura de Produtos ou lista de materiais, é uma árvore de produtos visualizada nível a nível que descreve a relação item - pai x item-fílho.

Ela é fundamental para uma boa leitura pela área industrial ou marcenarias de porte, afinal é através dela que se consegue visualizar todos os itens que compõem um produto no momento de sua confecção.

De maneira geral, a estrutura do produto pode ser definida como um diagrama que identifica e descreve os componentes de um produto final de modo a tornar clara sua composição.

Cada linha de componentes na estrutura do produto chamamos de nível.

O primeiro nível recebe o número zero (0) e os demais níveis são numerados de forma crescente, isto é, o nível imediatamente abaixo do primeiro é o nível um (1), depois o nível dois (2) e assim por diante.

A estrutura acima demonstra como um produto é montado em todos os seus níveis, apresentando seus componentes e quantidades em forma de árvore com cada elemento ligado ao nível superior (produto "pai").

É com base nas estruturas que uma Ordem de Produção gera os empenhos dos componentes do produto para sua produção, permitindo a requisição automática deste material.


Para formação das estruturas são informados basicamente:

Conjunto - Produto a ser produzido - Produto Acabado ou Intermediário.

Componentes - Produtos ou materiais utilizados na produção do conjunto - Matéria-prima ou Produto Intermediário.

Quantidade - Quantidade utilizada para fabricação de uma unidade de conjunto.


Fonte Imagem: pt.wikipedia.org


Na atual situação do mercado, torna-se imprescindível a busca incessante por custos menores e redução quase que total dos desperdícios, o empresário aceitando ou não, tornou-se uma obrigação para as organizações que querem sobreviver no mercado.

Estando o Empresário consciente ou não, o fato é que, as grandes transformações nos cenários econômicos, políticos e sociais estão levando as altas administrações das empresas a mudarem radicalmente as estratégias e a avaliação de desempenho da produção. Somente a redução de custos não basta. Muito além do preço baixo, o produto ou serviço tem a obrigação nos dias de hoje vir acompanhado de qualidade, rapidez e confiabilidade.

Clientes querem cada vez mais produtos inovadores e personalizados, e para isso é necessário flexibilidade do processo e mix elevados, entre outras coisas. Tudo para atender uma demanda crescente de consumidores.

Com o aumento da demanda, crescem também a responsabilidade sobre a administração de um alto fluxo de materiais.

Este gerenciamento cabe ao Departamento de Planejamento e Controle da Produção (PCP), que para atender a essas transformações de forma rápida e ampla, vem melhorando cada vez mais seu desempenho de modo a suprir todas as necessidades tanto internamente como externamente na empresa. Logo, realiza-se todo esse processo de forma precisa em função do acréscimo do outro “P”. A Programação, aliado ao Planejamento e Controle da Produção, o famoso – PPCP.



Imagem Fonte: www gestaosmarttreinamentos.com.br

Deste modo, uma das responsabilidades da área de PPCP é a formulação do Plano-mestre de Produção (PMP – Gerenciamento de Projetos) que é a descrição detalhada da quantidade de produto que deve ser produzido em um determinado horizonte de planejamento. 

Baseando-se no PMP, nos registros de controle de estoque e nas informações de Engenharia, a Programação da Produção define num período de curto prazo “quanto” e “quando”comprar, fabricar ou montar os itens necessários à composição dos produtos finais.

Com relação à disponibilidade de recursos, a Programação da Produção, realiza toda a sequência das ordens de produção emitidas, de forma a otimizar a utilização dos recursos disponíveis dentro da indústria.

A grande dificuldade encontrada pelo setor de PPCP da empresa em questão é a quantidade de itens a serem produzidos.

Como exemplo, podemos citar um portfólio composto por exemplo de mais de 45 produtos, a realização de uma Programação da Produção ótima é comprometida, não só pelo volume de produção, mas também pelo método adotado pela empresa para gerar a programação, na qual o software utilizado não considera indicadores essenciais à eficiência da mesma, como redução de setups.

É de grande importância que o desenvolvimento da Programação da Produção seja adequado às condições existentes na fábrica. Caso contrário, inúmeros problemas podem acontecer inclusive atrasos na entrega dos produtos.

Toda e qualquer empresa que produz bens para a armazenagem deve ter acima de tudo um bom planejamento de produção baseado numa avaliação crítica da previsão de vendas futura.

Compreenda que é um fator primordial para a integração dos diversos setores da empresa que compõem a cadeia produtiva. Obviamente que não é uma tarefa simples prever o que acontecerá no dia de amanhã, mas para as empresas em geral esse risco torna-se necessário.

A previsão de demanda é função da área de marketing ou da área de vendas, mas cabe ao administrador da produção juntamente com o departamento de PCP certificar que as variações que poderão ocorrer na mesma serão prontamente acatadas.

Um gerenciamento da demanda no sistema produtivo integrado pelos fornecedores e pelos clientes internos e externos possibilitará um maior percentual de acerto, deste modo será possível estabelecer com mais confiabilidade o que produzir, suas quantidades, como produzi-las, qual produto e quando produzir, reduzindo assim a proliferação de erros, as inseguranças quanto à capacidade de produção e minimizando assim, os estoques entre outros.

Todo produto final, gerado por uma cadeia produtiva, passa por um processo transformador, requerendo para isso grandes quantidades de insumos de entrada a serem transformados e recursos transformadores que darão origem aos bens e serviços confeccionados pela organização.

Consequentemente, as enormes cadeias de suprimentos tornaram-se comuns aos sistemas de planejamento e controle da produção.

O gerenciamento dessas cadeias, tornou-se fundamental para manter o sucesso de qualquer indústria e também para ajudar nesse requisito fundamental, surgiram novos sistemas e ferramentas como o MRP(material requirement planning) ou ERP(Enterprise Resource Planning) 
, JIT( Just In Time), Kanban, entre outros que ajudaram aumentando a capacidade produtiva e operacional. 

Além disso, existem alguns métodos para desenvolver a programação da produção de uma empresa e para reconhecer qual o melhor, é necessário considerar todas as variáveis envolvidas diretamente de preferência por um profissional especializado – Um Engenheiro de Produção.

Em resumo, a função básica do PPCP é dar suporte, sendo encarregado pelo arranjo e emprego dos meios disponíveis para melhor atender os projetos da organização, divididos entre os níveis estratégico, tático e operacional.

Tenha em mente que os objetivos dos três níveis - níveis estratégico, tático e operacional, devem estar voltados para a confirmação das estratégias de longo prazo da empresa, pois todas as ações desenvolvidas pelo PPCP estão presentes em qualquer sistema produtivo e saiba que o modo como são realizadas e são obtidos os resultados estão diretamente comprometidos com a doutrina empregada pela empresa e de nada adiantará também o uso de softwares sofisticados (MRP - ERP) se não forem solucionados primeiro os problemas estruturais da organização.

Empresários, pensem nisso!.....

Espero que todos tenham compreendido a grande importância que esse tema possui no contexto de uma indústria e seus ganhos.

Termino esse Post com uma frase que resume bem o que realmente importa nesse instante.

"Preparar o Futuro é Fundamentar o Presente." ( Antoine de Saint Exupéry)

Desejo a todos uma excelente semana e bons negócios!!!....

Adélia Covre

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