Esperar uma melhora da noite para o dia é algo remoto diante do quadro instaurado hoje em nossa economia. Perante tal fato, a procura de alternativas se faz necessária para conter os baixos índices de comercialização onde a meta deverá ser recuperar a saúde da sua empresa.
Uma coisa é certa, de nada vai adiantar cruzarmos os braços perante as sucessivas manobras que o governo vem fazendo na tentativa de conter o caos instaurado economicamente no país.
Em decorrência a todo o retrocesso que estamos vivenciando, é preciso que as empresas saiam da zona do conformismo e da espera pelo milagre e procure mercados mais atrativos e alternativos na tentativa de driblar a crise econômica atual do mercado interno.
Obviamente que a exploração de novos mercados pelo setor moveleiro, torna-se uma saída interessante, ainda mais diante de números tão expressivos como os que foram divulgados na primeira quinzena desde mês pela ABIMÓVEL.
Segundo o órgão, que fomenta as ações de exportação de produtos para o setor moveleiro através do Projeto Brazilian Furniture, às estimativas geradas pela APEX-BRASIL, no que se refere as expectativas de exportações oriundas do setor moveleiro é que a perspectiva de geração de negócios durante a INDEX DUBAI é de US$ 1.557.000,00, e o esperado para os próximos 12 meses é de US$ 6.509.999,88, números, segundo Daniel Lutz( Presidente da Abimóvel), considerados “positivos, para um setor que, assim como os demais no pais, vem usando sua criatividade e competência para driblar as dificuldades apresentadas na atual economia brasileira”.
Vale ressaltar que o Projeto Brazilian Furniture, é realizado pela ABIMÓVEL em parceria com a Apex-Brasil , projeto este ao qual vem ajudando muitas indústrias a ganhar espaço no mercado externo como alternativa aos maus tempos em nosso país.
Esse dado chega a ser animador perante a situação nada promissora por aqui, devendo ser levado em conta e avaliado pelas indústrias que ainda se mantém relutantes em explorar novos caminhos ou novas alternativas.
Todos nós sabemos que este ano será essencial que a indústria nacional aprenda não somente a se reinventar, mas também se adaptar a nova realidade dos fatos onde o consumo se manterá em compassos reduzidos nos próximos anos. Terá assim que aprender a conter seus custos, porem a forma a qual isso será efetuado é que é o grande pulo do gato.
É preciso que haja um plano de gestão financeira eficaz.
Venho batendo a meses na tecla de que é preciso promover inovação, e inovar também quer dizer buscar novos mercados é procurar rever o mix de produtos da atualidade e através de criatividade, encontrar saídas para promover alternativas que possam repaginar sua linha e empresa.
Criatividade deve ser a palavra de ordem, o que a indústria não pode fazer, é manter-se estática sem promover alguma ação que a impulsione para frente.
Em tempos nublados é preciso ser criativo até mesmo com relação às estratégias a serem utilizadas.
Um olhar clínico nos processos internos poderá ajudar e muito, afinal analisar bem o que é possível cortar e como deverá ser cortado para não afetar o negócio principal da empresa é essencial.
Dentre tantas estratégias possíveis de ação, uma das que precisa melhor ser aproveitada simultaneamente é a do universo virtual, com a crescente demanda de produtos comercializados pela internet a indústria necessita aprender a explorar de melhor forma esse recurso barato e altamente rentável.
Muitas são as possibilidades e possíveis alternativas visando aproveitar da melhor forma os recursos que temos disponíveis, mas a maneira a qual isso será direcionado é que é a grande sacada.
Possibilidades existem, a exploração delas é uma questão de sabedoria!
Prova esta na recuperação comprovada dos mercados americano e europeu.
Isso me remete a uma citação do celebre papa da administração moderna – Michael Porter, em um texto de sua autoria cujo tema é: Criação de Valor Compartilhado.
Este comentário bastante pertinente para o momento atual, Michel Porter e Mark R. Kramer salientam no texto:
“Grande porte do problema está nas empresas em si, que continuam presas a uma abordagem à geração de valor surgida nas últimas décadas e já ultrapassada. Continuam a ver a geração de valor de forma tacanha, otimizando o desempenho financeiro de curto prazo numa bolha e, ao mesmo tempo, ignorando as necessidades mais importantes do cliente e influências maiores que determinam seu sucesso a longo prazo. Só isso explica que ignorem o bem estar de clientes, o esgotamento de recursos naturais vitais para a sua atividade, a viabilidade de fornecedores cruciais ou problemas econômicos das comunidades nas quais produzem e vendem. Só isso explica que achem que a mera transferência de atividades para lugares com salários cada vez menores seria uma “solução” sustentável para desafios de concorrência. O governo e a sociedade civil não raro exacerbam o problema ao tentar corrigir deficiências sociais à custa da empresa. Os supostos trade-offs entre eficiência econômica e progresso social foram institucionalizados em décadas de políticas publicas.” (Fonte: http://www.hbrbr.com.br/materia/criacao-de-valor-compartilhado)
Uma coisa é fato, a indústria moveleira precisa mudar seu jeito de pensar, de fazer seus produtos e prestar serviços, e posteriormente, em como vai direcioná-los.
A real vantagem competitiva só pode existir quando uma empresa é capaz de oferecer os mesmos benefícios que seus concorrentes, através de custos mais baixos ou oferecendo benefícios que ultrapassam a concorrência se quiserem possuir alguma diferenciação. Portanto, uma vantagem competitiva, seja ela qual for, permiterá que a empresa crie um valor superior para os seus clientes e lucros para si própria.
“Não se preocupe com a concorrência, não se preocupe em ser melhor que o seu concorrente. Preocupe-se em ser único, em se especializar em algo que só você pode fazer”. (Michel Porter)
Tenham todos um ótimo final de maio e que o mês de junho venha com boas iniciativas!
Adélia Covre


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