Que a situação esta preocupante para o setor moveleiro, isso não há a menor sombra de duvidas.
Mas a Crise econômica seria a grande vilã?
É preciso antes de sairmos feito doidos procurando culpados, entender o que de fato se esconde por detrás da situação como um todo. A chamada por todos de grande vilã dos fatos, pode não ser a real causa para que as indústrias do setor em questão estejam tão fragilizadas.
Primeiramente é imperativo observarmos o compasso de todas as ações que as indústrias do setor moveleiro efetuaram ao longo desses últimos 20 anos.
Investimentos na área industrial, claro que houve e muito. Mas investimento tecnológico, não significa garantia para que uma empresa se mantenha viva e atuante apenas com esse tipo de ação no mercado. Mais importante a ser analisado ainda é a pergunta:
Será que realmente elas se preocuparam em antever os fatos e praticaram ações preventivas para vivenciar um momento como este, de retrocesso econômico?
Algumas poucas conseguiram se preparar, isso é fato, mas em sua grande maioria acredito que não, pelo simples hábito de não serem adeptos de planos estratégicos. É comum esse tipo de empresa não perceber as inúmeras oportunidades que uma crise pode oferecer. Dentre elas podemos destacar a possibilidade de reestruturação interna.
Geralmente nos mobilizamos de fato diante de uma crise. Lembra-se daquele velho ditado: Quando a água bate...???....Pois bem, uma crise trás benefícios justamente baseado nesse antigo ditado. Somente diante de grandes dificuldades que saímos da nossa real zona de conforto e partimos para AÇÃO de Mudança necessária.
Efetivamente que pouquíssimas empresas preocuparam-se em fazer qualquer plano de prevenção, a grande maioria ainda permanece com problemas oriundos de gestão de pessoas, gestão financeira e tantos outros modelos de gestão. Sua grande massa, vem de uma gestão administrativa familiar a qual a falta de preparo por parte de seus dirigentes é ponto forte e desfavorável em momentos contraditórios.
Pouquíssimas hoje se vêem preparadas para a prática da Resiliência Administrativa que é a área da administração a qual faz parte dos processos de gestão de mudanças.
Para as pessoas que trabalham nas organizações, elas devem ter um grande equilíbrio emocional, principalmente, para saber lidar com os problemas relacionados com o trabalho, quando as situações não ocorrem como elas esperavam. Sem contar que, a resiliência diz respeito à capacidade de tomar medidas que minimizam os problemas que surgem no contexto laboral.
É importante observar que quando os desafios que encontramos são da mesma dimensão que nossas capacidades, sentimos de imediato que eles podem ser superados e todos nós em geral, somos capazes de intuir qual será o resultado da situação.
Para as pessoas que trabalham nas organizações, elas devem ter um grande equilíbrio emocional, principalmente, para saber lidar com os problemas relacionados com o trabalho, quando as situações não ocorrem como elas esperavam. Sem contar que, a resiliência diz respeito à capacidade de tomar medidas que minimizam os problemas que surgem no contexto laboral.
É importante observar que quando os desafios que encontramos são da mesma dimensão que nossas capacidades, sentimos de imediato que eles podem ser superados e todos nós em geral, somos capazes de intuir qual será o resultado da situação.
Todavia, quando os desafios são maiores que nossa capacidade, esse balanço fica comprometido e em geral, não somos capazes de predizer antecipadamente o que acontecerá.
Quando esse equilíbrio se desintegra, nossas expectativas crescem, a ansiedade aumenta e passamos a sofrer pela incerteza de nosso futuro.
Quando esse equilíbrio se desintegra, nossas expectativas crescem, a ansiedade aumenta e passamos a sofrer pela incerteza de nosso futuro.
É bem o que hoje acontece no meio industrial moveleiro.
Contudo, é justamente em momentos como este que estamos vivenciando, que precisamos dentro de uma organização desenvolvermos a resilência. Através dessa atitude, é que será possível ser um agende facilitador nas ações de mudanças internamente na sua empresa, por terem características de fácil absorção de situações críticas não se fazendo abater pelo momento adverso.Obviamente que no mercado moveleiro, ainda nos deparamos com erros primários oriundos da administração mal planejada. Muitas delas, fragilizam-se pela falta de visão inovadora em momentos como este. Optam pela demissão visando reduzir seus custos internos esquecendo-se de algo muito maior, os reais desperdícios em seus processos.
“Conquistar clientes “jogando os preços lá embaixo”, tem um efeito bumerangue: a própria empresa acabará sendo a vítima”. (Peter Drucker)
Quando existe uma boa gestão, a empresa analisa. Em um momento em que todos as pessoas tem contato com as empresas através das redes sociais e a mídia atua como quarto poder, uma organização não pode estar no mercado sem ter um mapa de crise pré-definido, que considere o que poderia afetar seus negócios, antecipando suas ações e sabendo de que modo agir.
O que faltou no setor?.......Antecipar-se aos sinais que estavam diante de todos!
Outro item a ser salientado é o novo papel do vendedor da atualidade que é tornar-se um executivo, aquele cujo papel é vender e não expor o cliente ao abandono após a venda, ou seja, ele tem o dever de manter permanentemente o relacionamento com ele.
O papel desse executivo é que munido de capacidade técnica, o executivo de vendas tem como missão o relacionamento com o cliente, no sentido de traduzir e tornar real o valor da oferta para o cliente. Em tempos de crise, quem está mais próximo, tem condições de entender as angústias de seus clientes e pode com isso participar da solução junto com ele.
Michel Porter seu livro, Estratégia Competitiva ("Competitive Strategy"), criou algumas ações com o intuito de apresentar soluções para as cinco forças competitivas criadas por ele. Com isso, ele identificou três estratégias genéricas que podem ser utilizadas pelas empresas para conseguir uma ótima posição no mercado em um longo prazo.
São elas:
Estratégia por Custo: A empresa que possui estratégia em custos, deve produzir em grande volume para minimizar gastos de todo o processo de fabricação, divulgação e distribuição do produto, tendo como principal atrativo o preço.
Estratégia por Diferenciação: A opção de estratégia por diferenciação faz com que a empresa tenha obrigação de investir na imagem e marca a fim de realizar uma grande diferenciação do seu produto ou serviço diante dos concorrentes. Para isso, a pesquisa de mercado é essencial, bem como uma distribuição diferenciada dos produtos oferecidos. O objetivo principal desta estratégia é oferecer produtos diferenciados.
Estratégia por Foco: A estratégia de foco de uma empresa resume-se em escolher segmentos ou nichos específicos por meio da diferenciação ou dos custos.
"Uma estratégia sensata começa com um objetivo correto. E afirmo que o único objetivo capaz de respeitar uma estratégia sensata é o aumento da rentabilidade." (Michel Porter)
Volto em mais esse post, insistir no ponto crucial, é preciso uma boa ESTRATÉGIA!!!
Ela é a chave da criação de compatibilidade entre as atividades de uma empresa.
Ela é a chave da criação de compatibilidade entre as atividades de uma empresa.
Definitivamente é preciso obedecer à cadeia de valor que é uma sequência de atividades que a empresa realiza para produzir e vender os seus produtos. A cadeia de valor começa na compra da matéria-prima e termina no após-venda, é uma ferramenta que permite segmentar a organização, percebendo assim quais as suas atividades estrategicamente relevantes e onde é que estas, efetivamente, geram valor.
É justamente nesse ponto que vem a pergunta essencial:
Qual indústria do setor, analisou ou esta analisando seu ambiente interno?....
Qual indústria do setor, analisou ou esta analisando seu ambiente interno?....
Neste exato ponto que nos deparamos com o problema. O maior vício da indústria deste segmento consiste no hábito de não olhar para dentro de sua gestão interna. E quando o fazem, a grande maioria da sujeira encontrada, isso é, quando encontrada, geralmente é colocada embaixo do famoso tapete. Aquele tapete que vive escondendo o que por medo ou vergonha não pode ser mostrado.
Exatamente nesse ponto que o olhar externo, torna-se crucial na ajuda para identificar o que de fato é necessário ser corrigido e alterado no processo de uma gestão interna.
“Há três tipos de empresas: Empresas que tentam levar os seus clientes onde eles não querem ir; empresas que ouvem os seus clientes e depois respondem às suas necessidades; e empresas que levam os seus clientes aonde eles ainda não sabem que querem ir.” (Gary Hamel)
Excelente semana a todos e boas reflexões!.....
Exatamente nesse ponto que o olhar externo, torna-se crucial na ajuda para identificar o que de fato é necessário ser corrigido e alterado no processo de uma gestão interna.
Cabe aqui um ditado famoso.....
"Santo de Casa não faz milagre!"
O Papa da Administração moderna, Michel Porter, mais uma vez da um exemplo bem interessante de empresas de sucesso que fizeram diferença no mercado, como são os casos da Apple e da Nespresso:
“Elas se diferenciam, mas não porque possuem produtos melhores, mas porque possuem produtos e serviços diferenciados, e que de uma forma direta ou indireta agregam valores aos seus consumidores. Casos como do Iphone (em relação aos seus concorrentes) e da Nespresso (que criou toda uma cadeia de consumo de café gourmet).”
Baseado nesse pensamento de Porter, podemos concluir que mudanças comportamentais são necessárias, para que uma visão correta do momento presente traga novas possibilidades de acertos e possibilidades de crescimento baseados em correções e inovações.
O Papa da Administração moderna, Michel Porter, mais uma vez da um exemplo bem interessante de empresas de sucesso que fizeram diferença no mercado, como são os casos da Apple e da Nespresso:
“Elas se diferenciam, mas não porque possuem produtos melhores, mas porque possuem produtos e serviços diferenciados, e que de uma forma direta ou indireta agregam valores aos seus consumidores. Casos como do Iphone (em relação aos seus concorrentes) e da Nespresso (que criou toda uma cadeia de consumo de café gourmet).”
Termino esse post com uma citação a ser pensada....
“Há três tipos de empresas: Empresas que tentam levar os seus clientes onde eles não querem ir; empresas que ouvem os seus clientes e depois respondem às suas necessidades; e empresas que levam os seus clientes aonde eles ainda não sabem que querem ir.” (Gary Hamel)
Excelente semana a todos e boas reflexões!.....
Adélia Covre



Nenhum comentário:
Postar um comentário