
Vivemos em um mercado altamente mutante!
Estratégias são essências para que produtos possam ter poder atrativo em uma economia estagnada com previsão de retomada moderada.
Muitas são as ferramentas que podem ser utilizadas é fato.
Contudo, uma das mais poderosas, continua sendo o Design em suas mais diversas interfaces.
A excelência na gestão do design pode fazer com que um produto pareça tecnicamente superior ao de um concorrente. Mesmo que estes sejam equivalentes.
Ele pode mostrar como uma empresa desenvolve seu trabalho com profissionalismo, pode demonstrar a qualidade e a organização que estão por trás de um negócio, pode inclusive lhe dar credibilidade e principalmente, pode fazer o consumidor encantar-se por uma marca.
Impossível não ressaltar os laços existentes entre o design e uma marca, afinal ambos não se limitam exclusivamente ao design de um produto, de um design gráfico, logotipo e signo.
O design é responsável por estar presente em todos os componentes do valor de uma marca: promessa, missão, visão, posicionamento, expressão, destaque e qualidade.
Para criar uma identidade de marca clara e compreensível para consumidores, os atributos da marca e a maneira como são expressos devem estar intimamente ligados.
As empresas que apresentam uma identidade de marca coerente, distintiva e relevante, podem adquir uma certa preferência no mercado, além de agregar valor aos seus produtos e serviços, bem como praticar preço diferenciado em alguns casos. Muito embora hoje em dia o fator preço, tem grande relevância no contexto devido ao novo modelo econômico da nossa atualidade.
A diferenciação da marca por meio da administração do design como estratégia de marketing, sempre evidenciando o posicionamento da marca seja através do design gráfico, do produto, da embalagem, do interior de loja, elementos de cor ou tipografia, deve ser visto como fundamental para que o valor seja percebido e a marca passe a ser a preferida no mercado que atua.
Saiba que a emoção que uma determinada marca pode provocar é gerenciada diretamente pela emoção que o design proporciona, e entender esse processo pode ser um elemento que distinguirá uma empresa da outra no mercado.
Torna-se evidente que as empresas que se preocupam com o design, buscam unificar todos os seus produtos e serviços de maneira que juntos formem um sistema de identidade visual completo e de qualidade.
Visão esta que falta ainda no mercado moveleiro.
No evento promovido em setembro de 2014 pela HSM, em São Paulo, Philip Kotler, o papa do marketing, palestrou sobre os novos desafios da área e os caminhos que devem ser trilhados pelas empresas.
Vamos lembrar que o Mestre Kotler, é uma das autoridades mais respeitadas do mundo quando o assunto é marketing.
Segundo o Grande Mestre, existe o Marketing 1.0 tradicional que convence a mente de uma pessoa que aquele produto é o ideal para a compra. Uma visão que não funciona tão bem no mundo contemporâneo com diversas marcas disputando o mesmo market share.
Já o Marketing 2.0 engaja o consumidor, conquista seu coração e dá um passo além do que o anterior.
Ele ressaltou que:
"No Marketing 2.0, você não compra mais pelo que sua mente diz, mas por sua emoção", explicou Kotler.
Contudo, Kotler analisa que o futuro será das empresas que aderirem ao Marketing 3.0 e diz:
"Pense no consumidor não em termos de alguém que vai comprar seu produto, mas alguém que deseja que o mundo seja um lugar bom para viver. O que você está fazendo para mostrar a ele que se importa?", perguntou Kotler para uma platéia repleta de profissionais de marketing neste evento.
Nota-se claramente nesta citação do Papa do Marketing, a importância que há na mudança comportamental por parte das empresas e gestores no tocante a forma em que vem sendo visto este mercado atual e futuro e a urgência em se tomar consciência desse fato.
Logo, produtos, serviços e marca, precisam criar uma linguagem coesa dentro desta nova filosofia e devidamente trabalhadas internamente nas organizações visando a retomada prevista para o próximo ano.
Um dos princípios ensinado pelo Mestre é que, quanto mais inovador for o negócio criado, mais lucrativo ele será.
"Uma companhia não sobrevive se não mudar" (Philip Kotler)
Para entendermos esse mais novo conceito, é preciso relembrarmos à evolução dos diversos conceitos de marketing anteriores à nova era do 3.0.
Sendo assim, podemos dividir o Marketing em 3 eras: Marketing 1.0, Marketing 2.0 e Marketing 3.0 onde os respectivos conceitos são:
A) 1900: Revolução Industrial - Marketing 1.0 - Era do Marketing centrado no Produto
B) 1990: Tecnologia da Informação - Marketing 2.0 - Era do Marketing centrado no Consumidor
C) 2010 e além: Era dos consumidores altamente conscientes - Marketing 3.0 - Era do Marketing Centrado no ser humano.
Neste novo contexto, as empresas precisam identificar as necessidades e desejos dos consumidores para ser capaz de orientar as suas mentes, corações e espíritos.
Percebam o tamanho da mudança que estamos tendo no mercado.
Uma coisa é certa, é impossível neste instante presente, deixarmos de lado essa realidade citada por Kotler e mais, não tomarmos consciência das mudanças necessárias nas organizações e respectivos gestores.
Que as empresas aprendam a valorizar as ferramentas essências para a retomada e compreendam que o design é instrumento importantíssimo de real valor e de importante impulso para uma empresa sobressair e sobreviver no mercado.
Reavaliar conceitos e valores deve ser a meta atual!!!....
Adélia Covre












