AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

domingo, 13 de setembro de 2015

Diagnóstico Estratégico – Uma Ajuda eficaz!

Inúmeras indústrias atualmente, andam diante de chamada verdadeira “saia justa”, em decorrência do novo panorama econômico e politico que estamos atravessando na atualidade. 

O fato é que aquelas empresas que teimaram em não efetuar a famosa " lição de casa" no passado, objetivando prevenir seu futuro, estão experimentando momentos de desequilíbrio de todas as ordens em seu próprio negócio.

A falta de visão estratégica sem duvida alguma contribuiu e muito para a existência dessa realidade, aliado obviamente a mentalidade de gestores que nada tem de inovadora, a deficiência em processos e problemas na condução da gestão de seus negócios.

É Justamente nesse sentido, que venho hoje abordar um assunto de extrema importância. 


Assunto este que infelizmente muitos empresários, em especial os do setor moveleiro, desconhecem sua eficiência. As empresas sempre viveram momentos conturbados, algumas de caráter econômico, outras políticas, mas as mais comuns são as administrativas e internas. 

Esses momentos críticos nada mais são que, acontecimentos que envolvem falhas, sejam elas em processos ou gestão, mas que geram aflição geral, situações de desgaste nos relacionamentos, ameaçando a imagem organizacional, os negócios, podendo acarretar grandes perdas financeiras.

Nesse sentido é que venho abordar a prática do Diagnóstico Estratégico!

É fundamental que se saiba que por seu intermédio é possível prestar socorro eficiente e substancialmente para uma empresa no tocante a direcionar seu leme, seu rumo ao sucesso, extraindo através deste tipo de diagnóstico a situação real de uma organização, ou seja,  “como sua empresa está” ou “onde ela está” e “onde se quer chegar”.

Tal afirmação me remete ao seguinte pensamento de Sêneca, filósofo romano, 04 A.C./ 65 D.C.


“Nenhum vento é favorável para quem não sabe para que porto conduzir seu navio.”

Muitas indústrias do setor em questão, se vêem despreparadas para enfrentar momentos tão conturbados como os que estamos vivendo hoje em nosso país. Muitas delas pela falta não somente de um planejamento estratégico eficiente, mas também pela falha no gerenciamento estratégico ou falta dele.

Para quem é deste setor, sabe bem a que me refiro, sabe dos problemas enfrentados com a falta de mão de obra especializada, bem como grande parte, por serem de origem familiar apontam despreparo em práticas de modalidades de gestão em todas as suas interfaces.


É exatamente ai que o Diagnóstico Estratégico entra, pois ele possui a finalidade de apontar a situação atual da empresa, levantando assim informações valiosíssimas sobre o modelo de gestão que a empresa adota tais como seus pontos fortes no mercado e oportunidades que podem ser implementadas no tocante a melhoria.

Este tipo de serviço também tem por objetivo conhecer o posicionamento da empresa perante seus colaboradores, a maneira a qual efetua suas tomadas de decisões, como a empresa se relaciona com seus clientes e de qual forma oferece seus produtos e serviços a eles. 

Através deste diagnóstico é possível ainda visualizar o negócio da empresa como um sistema dinâmico, cujas áreas interagem entre si e com isso avaliar o seu desempenho, reconhecendo suas principais dificuldades/deficiências para que assim possam ser estancadas por intermédio de ações corretivas ou que venham a ser implementadas.

Ele ainda proporciona ao gestor, informações básicas e altamente pertinentes para verificação das vantagens do planejamento estratégico, caso ele exista, através do tratamento adequado dos pontos fortes, fracos e neutros da organização, assim como as oportunidades e ameaças do ambiente externo. Esta é a etapa do processo que tem o objetivo de mostrar qual a situação real da empresa de acordo com os aspectos internos e externos.

Quero deixar claro para quem ainda não compreendeu que o diagnóstico estratégico corresponde exatamente à primeira fase do processo de um planejamento estratégico e procura responder à pergunta básica “qual a real situação da empresa quanto a seus aspectos internos e externos?”, verificando o que a empresa tem de bom, de regular ou de ruim no seu processo administrativo.
É ele que pode lhe apontar o norte caso a empresa tenha saído dos trilhos! 

Podemos considerar que o Diagnóstico Estratégico nos fornece um alicerce teórico, contendo as informações relevantes para uma tomada de decisão. É importante aqui, levarmos em consideração, o desempenho da empresa nos últimos períodos, bem como as experiências, situação e claro, os objetivos futuros.

Ao concluir tal diagnóstico nos dois ambientes, ou seja, interno e externo, teremos concluído a famosa análise SWOT.

O termo SWOT vem do inglês e suas siglas significam: strenghts, weaknesses, oportunities e threats. Traduzindo querem dizer: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. 

Ela é uma ferramenta que procura analisar os ambientes elencando todos os fatores investigados no diagnóstico estratégico.

São eles: os pontos fortes, os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças, em forma de tabela, para que possamos assim elaborar um plano de ação onde seja trabalhado estes aspectos, almejando aproveitar as oportunidades, desviando e se adaptando das ameaças, conservando os pontos fortes e tentando resolver ou melhorar os pontos fracos. 

Neste contexto cabe a utilização do modelo das Cinco Forças de Michael Porter(1985): Rivalidade entre concorrentes, Poder de Negociação dos Clientes, Poder de Negociação dos Fornecedores, Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes, Ameaça de produtos substitutos.

Estas cinco forças são uma ferramenta estratégica de análise ambiental que permite analisar o grau de atratividade de um setor da economia. Ele identifica os fatores que afetam a competitividade, dentre os quais uma das forças está dentro do próprio setor, sendo que os demais são externos. 

O professor Igor Ansoff, considerado o “Papa do Planejamento Estratégico” e criador da celebre “Matriz de Ansoff”, também conhecida como “Matriz de Escolhas Estratégicas de Ansoff”  a qual foi fundamentada no estudo "Estratégias para Diversificação", publicado pela Harvard Business Review, de autoria de H. Igor Ansoff (1918), 
afirma existir quatro tipos de estratégias que podem ser adotadas pelas empresas isoladamente ou em conjunto, por intermédio de um mix de estratégias que ao serem adotadas deverão contribuir para que as empresas atinjam seus objetivos e metas estratégicas, sendo muito 
utilizada como modelo de desenhos de planejamentos estratégicos. 

São elas: A Penetração de mercado, O Desenvolvimento de mercado, O Desenvolvimento de produtos e a Diversificação.

Neste caso é necessário saber de forma consciente, quais são os pontos principais que se espera avaliar com este estudo, não adianta conhecer a matriz e não saber o que fazer com ela.

Este é o ponto!

Muitas empresas se acham capacitadas à pratica de modelos de gestão quando na realidade a ineficiência se mostra justamente em momentos desfavoráveis de mercado como o que estamos presenciando. Neste sentido, é que cabe a ajuda externa especializada, vista muitas vezes como ameaça, ajuda esta que tantos empresários do setor moveleiro relutam em aceitar devido ao pré-conceito ou por julgarem-se auto suficientes demais para admitir sua necessidade.


Este fato me remete a um pensamento bastante interessante nesse sentido.....

" Os Analfabetos do seculo XXI não serão os que não sabem ler e escrever, mas sim aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender." (Alvin Toffer)

Empresários reavaliem seus conceitos e pré-conceitos! 

Diagnóstico Estratégico é nos dias de hoje, ferramenta indispensável para uma organização que necessite de planejamento e estratégia, que vise crescimento e conquista de mercados, seja através de novos produtos, ou por intermédio de reforço nas vendas dos produtos já existentes. 

“A posição que uma empresa ocupa em um segmento é responsável por dois terços do desempenho da mesma, enquanto que a estrutura da indústria na qual a organização compete é a responsável por um terço do seu desempenho”. (Michel Porter - 1997)

A todos uma ótima reflexão! 

Adélia Covre

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Bem vindo a Nova Era - Smart Design e o Futuro do Mobiliário!

Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/
Bem vindo ao século XXI!

Finalmente estamos diante da era Smart, era esta que parece estar entrando no Brasil com força total!

Primeiramente, vamos esclarecer que a palavra SMART é um adjetivo em inglês que significa ESPERTO ou IINTELIGENTE em português.

É também um conceito que está diretamente relacionado com o uso de preceitos de utilização de materiais com maior tecnologia e versatilidade, além de basear-se no emprego de opções de melhor e maior funcionalidade em produtos, proporcionando com isso maior interatividade entre "ele" e quem o irá possuir.

Ativando nossa memória, vamos lembrar o pioneirismo deste conceito ao qual foi empregado pelo gênio Steve Jobs em todos os produtos desenvolvidos e lançados pela sua então empresa Apple Inc.. 

Já naquela época não muito distante, a mente brillhante de Jobs trabalhava almejando que seus produtos fossem desenvolvidos dentro desse conceito.

Um bom exemplo foi o lançamento do Macintosh que revolucionou o uso dos desktops no mercado da informática e recentemente os Smartphones, que revolucionaram o conceito da telefonia móvel no mundo. Lembrando claro, que o primeiro Smartphone teve seu lançamento em 1993 pela IBM.

Para podermos compreender isso de uma maneira melhor, bastará  observar que os dois produtos, foram desenvolvidos dentro de uma linguagem dinâmica em seus conceitos de uso e aplicação, alem de utilizarem em suas concepções, um sistema altamente inteligente visando maior experiência do usuário no tocante ao uso e aplicações desses produtos.

Esse gênio da informática estava certo desde o inicio, quando visava desenvolver produtos altamente inteligentes. Isso denota que o conceito Smart não é tão novo assim no mercado mundial.

Ele é relativamente novo sim, mas para o segmento moveleiro.

Traduzindo a linguagem Smart para o mobiliário, significa entrarmos em uma era em que os produtos passam a ter como premissa ser inteligentemente desenvolvidos, dentro de uma filosofia de adaptação, flexibilidade, emoção  e maior interatividade proporcionando assim, maior experiência pelo usuário.

Ele precisa ser especial, ter um significado diferenciado dos produtos comuns, daqueles de funcionalidade simples ou trivial.


Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Em um dos meus post passados, efetuei uma relação entre a nova linguagem do marketing, oou seja, o  3.0 e o surgimento do conceito Smart Design que entrou no mercado mundial para ficar.

Este novo conceito de projetar produtos entrou no mercado mundial com uma filosofia ousada, inteligente, recheada de tecnologia suprendente nos materiais utilizados, sem contar que ao mesmo tempo é desafiador para indústrias e designers, pois estamos falando de um conceito de produto flexível, adaptável e inteligentemente projetado para usos diversos.



Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

O que isso quer dizer é bem simples, é que os profissionais de design passarão a atuar em projetos de produtos usando e abusando de materiais não somente do conceito smart materials – materiais inteligentes, mas também de conceitos de flexibilidade de uso dentro da própria concepção a que se propõem.

Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Produtos desenvolvidos dentro desta premissa Smart, devem estabelecer uma linguagem de maior elaboração onde a harmonia de elementos marque presença juntamente com os materiais utilizados. Eles requerem também maior funcionalidade em sua proposta, maior versatilidade e detalhes inteligentemente elaborados.

Para entendermos ainda melhor o que vem a ser um produto S.M.A.R.T., convém saber o que cada sigla de fato quer dizer.

· S - Specific (específicos)

· M - Measurable (mensuráveis)

· A - Attainable (atingíveis)

· R - Realistic (realistas)

· T - Time Bound (temporizáveis).

Traduzindo para o bom português quer dizer que os objetivos de um produto desenvolvido nesse conceito, devem reunir certas características de modo a poderem ter uma utilidade inteligente.

Dentre as características ele precisa ser específico e único. Isso significa que este tipo de produto precisa ser especial, ter um objetivo ou significado que seja diferenciado de produtos comuns.

Pelos exemplos a seguir é possível compreender melhor ainda esse conceito empregado no mobiliário!


Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Imagem Fonte: http://www.home-renovation-paris.fr/mobilier-intelligent/

Diante deste mercado da atualidade, onde produtos cada vez mais inteligentes são lançados, tais como os ja conhecidos das linhas de eletro-eletrônicos, de telefonia e tantos outros segmentos, obviamente que o mobiliário não poderia ficar de fora dessa concepção revolucionaria de produtos interativos e de funções inteligentemente múltiplas.

O desafio está lançado para o setor moveleiro. E que venham os novos mobiliários interativos, inteligentemente funcionais e emocionais.

O consumidor da atualidade agradecerá com certeza!

A todos um excelente final de semana!

Adélia Covre

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Planejamento e Gerenciamento Estratégico em Pauta!

A busca incessante pela melhoria em processos não é hoje uma preocupação que passa a ser isolada atualmente e menos ainda, algo que seja motivado pela modernidade da atualidade. Ela é deve ser, um processo contínuo cujo foco seja o aprimoramento e a inovação tão necessários para estes novos tempos e baseados principalmente em técnicas de racionalização nascidas dos estudos presumidos do “Pai” da administração cientifica - Frederick W. Taylor, originadas no início do século passado. 

Contudo, o aumento da concorrência, as mudanças comportamentais deste consumidor da atualidade e da economia, vem provocando profundas transformações nos sistemas produtivos das indústrias num todo, dessa forma, a busca desenfreada pela melhoria da eficiência em todos os níveis e da produtividade tem sido uma das principais preocupações das empresas em geral que atuam com bens e serviços.

Jamais foi preciso tanto o uso de estratégicas de gestão como nos dias atuais e vejo que muitos ainda confundem Planejamento estratégico e Gerenciamento estratégico ou simplesmente, muitas vezes acreditam que ter um Planejamento apenas, possa ser suficiente para que uma empresa pense em dizer que possua uma estratégia.

Primeiramente é preciso saber claramente que o planejamento é a etapa que antecede uma implementação e o gerenciamento da estratégia propriamente dito.

Todas essas etapas, ou seja, o planejamento, a implementação e o gerenciamento estratégico, são partes importantes e essenciais para que uma empresa possa afirmar que possui e efetivamente traduziu uma estratégia para o seu operacional, isso que dizer, para o dia-a-dia.

Para que se possa compreender o Planejamento estratégico, é muito importante entender o significado das palavras Estratégia e Planejamento.

A estratégia, pode ser definida como sendo o modo pelo qual uma empresa procura alcançar sua visão e missão ou um conjunto integrado de ações e atividades destinadas a gerar e manter vantagens competitivas que sejam duradouras e a criação de uma posição exclusiva e vantajosa no mercado.

Podemos ainda dizer que a estratégia é toda aquela ação que resulta numa nova maneira de distribuir ou utilizar os recursos básicos de uma empresa. Lembrando que nem toda decisão estratégica é precisa ser de longo prazo, embora seja, necessariamente, de longo alcance. De qualquer maneira são decisões que se distinguem das de nível tático, ou operacional, pois envolvem a participação direta dos escalões superiores da empresa.

Já o Planejamento é a determinação antecipada do que fazer, como, quando e quem deverá fazer, e envolve atividades como a determinação de objetivos e metas, a determinação de tempo e recursos, a tomada de decisões, o estabelecimento de prioridades, a definição de diretrizes e a previsão de obstáculos que possam existir à execução das atividades.

Mas o que vem a ser então o Gerenciamento estratégico?

Em sua essência ele consiste justamente nas tomadas de decisões operacionais para a execução do planejamento estratégico, ou seja, gerenciar estrategicamente é encarar o pensamento estratégico como fator inseparável da condução dos negócios e o Planejamento estratégico como instrumento em torno do qual todos os sistemas organizacionais podem ser integrados. 


Muitas empresas se perdem na etapa de efetuar o Gerenciamento estratégico. Justamente porque não definem indicadores a serem gerenciados, nem os planos de revisão do Planejamento estratégico, isso quer dizer que elas não criam um processo de aprendizado para esse fim. 

É fundamental ter em mente que, para que haja uma transposição do planejamento estratégico para o gerenciamento estratégico, seja obedecido dois pré-requisitos básicos. 

O primeiro é a participação na preparação do plano, pelos principais gestores que deverão depois implantá-lo e a segunda é a predisposição, de parte da alta administração da empresa, de remover as barreiras materiais e psicológicas criadas pelo próprio ambiente interno.

Sem esses dois pré-requisitos, torna-se impossível obter um gerenciamento estratégico que seja eficaz.

Principalmente no momento atual, tanto o planejamento estratégico quanto o gerenciamento estratégico são fundamentais para um possível recomeço previsto para o próximo ano.

Convenhamos, se o conceito de estratégia relaciona-se diretamente com uma visão de futuro, é obvio que uma empresa precisa ter sua visão focada no futuro e não no imediatismo.

Justamente ai que a indústria moveleira se perde, por que visa em sua maioria o hoje e não o amanhã. 


Uma boa ação para indústrias desse segmento, é a realização de um Diagnóstico Estratégico, onde por seu intermédio são realizados levantamentos das situações atuais da empresa, buscando com isso avaliar a existência e a adequação das estratégias vigentes dentro da empresa, bem como se estas estão oferecendo os resultados esperados.

Para quem ainda não conhece, saiba que por intermédio de um Diagnóstico Estratégico, é possível levantar informações importantes, tais como a competitividade da sua empresa, o port-fólio de seus produtos, ações de mudanças, vulnerabilidade às ameaças existentes no mercado que atua, quantidade de recursos estratégicos disponíveis e até mesmo projetos futuros.

Alem dessa medida, é preciso que o empresario tenha em mente que neste instante é fundamental também a pratica da vigilância estratégica.

De que maneira?......Observando, acompanhando, questionando, esmiuçando o horizonte, procurando possíveis riscos e também oportunidades que possam exigir no futuro ações antecipadas e respostas estratégicas para a saúde da sua empresa.

Repare que são medidas simples, mas que visão evitar que erros possam ser evitados em um momento que errar, torna-se uma grande ameaça a permanência de uma empresa no mercado.

Enfim, para uma empresa atuar com uma Gestão Estratégica, ela precisa apurar todos os seus processos e sua real situação e desenvolver ações corretivas constantes, focando seus objetivos e metas e desenvolvendo suas estratégias de forma a manter sua sobrevivência, crescimento e diferenciação competitiva.

Lembremos de uma frase chave do Mestre Kotler nesse sentido!

“ Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação”. ( Peter Drucker)


A todos um excelente inicio de semana pós feriado!

Adélia Covre

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Smart Design e sua relação com o Marketing 3.0 – Um Conceito que surge criando mudanças na linguagem de produtos!

Estamos presenciando uma série de mudanças comportamentais ligadas ao consumidor da atualidade!

Diante da metamorfose econômica, do mercado, do estilo de vida das pessoas, estamos hoje vivenciando uma mudança ainda maior: A também cultural, estando esta diretamente relacionada com o conceito de moradia desses novos tempos.

Com este novo estilo de vida onde os casais optam por terem um menor numero possível de filhos, onde a quantidade de pessoas que escolhem morar sozinhas vem aumentando substancialmente e avanços tecnológicos acontecem diariamente, a linguagem de moradias também enfrentou mudanças substanciais passando a ter maior valorização de áreas comuns e uma maior compactação dos ambientes.

É evidente que o conceito de produtos ofertados passará a sofrer grandes transformações visando acompanhar e atender todas essas modificações de comportamento, estilo de vida e necessidades originadas por esses novos tempos.

Em meio a todas essas alterações comportamentais oriundas desse novo perfil de consumidor, torna-se evidente que o design de produtos também venha sofrendo mudanças consideráveis em seus conceitos de funcionalidade e com isso, tornando-se ferramenta fundamental como estratégia de Marketing para as empresas que almejam ter sucesso daqui para frente.

Este novo conceito que vem surgindo aos poucos e levando a novas ações de mercado, estão sendo baseadas no Marketing 3.0.

Esse modelo vem ganhando peso em decorrência do lançamento do livro Marketing 3.0 - As Forças que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado no Ser Humano, do Mestre Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, lançado no Brasil pela Editora Campos.


A pergunta que deve estar na cabeça de muitos provavelmente deve ser:

Mas do que se trata exatamente este novo conceito que afirma objetivar um marketing "centrado no ser humano"?


Simples, neste novo modelo de prática de marketing, o futuro resume-se em três conceitos chaves: 
  • Colaboração;
  • Cultura – Comunitização;
  • Espiritualidade ou Criação de Caráter. 
Para compreender melhor este novo conceito de marketing, basta compreender que ele é uma soma dos dois primeiros tipos de Marketing , o 1.0 e o 2.0 e de muitas outras características.

Nele, as empresas devem conquistar o consumidor pela alma e para que este objetivo seja alcançado, não basta apenas uma estratégia transmitir emoção, é necessário interagir com o consumidor tratando-o como um ser humano pleno, com necessidades reais, defeitos e personalidade individualista. É preciso ainda transmitir valores bem mais abrangentes, como consciência ambiental, preocupação social e troca de impactos positivos no mundo.


Vamos tentar entender um pouco melhor esses conceitos chaves do marketing 3.0.

O conceito da Colaboração envolve as novas formas de criação de produto e experiência através da colaboração das empresas, consumidores e fornecedores interligados em uma rede de inovação.

O da Cultura ou Comunitização se refere ao conceito de tribalismo em marketing.

Empresas que querem abraçar esta nova tendência devem ajudar os consumidores a se conectar um ao outro nas diversas comunidades disponíveis.

No tocante a Criação de Caráter, no Marketing 3,0 as empresas precisam ver os consumidores como seres humanos plenos. Resumidamente isso quer dizer que um corpo físico, uma mente capaz de pensamento independente e análise, um coração que pode sentir a emoção e um espírito a sua alma do centro filosófico.

Enquanto o marketing colaborativo e o marketing cultural vão definir qual conteúdo será oferecido ao mercado, o Marketing Espiritual mostrará o caminho de como oferecer ao mercado esse conteúdo.

Por intermédio desse novo modelo, o profissional de marketing precisará identificar as necessidades e desejos dos consumidores para ser capaz de orientar as suas mentes, corações e espíritos.

Dessa forma, a atuação da área de Marketing em uma empresa, passa a visar os consumidores através de seus corações, mentes e espíritos. E isso, pode ser cruzado, em uma matriz, com a Missão, Visão e Valores de uma empresa.

O conceito poderá ser entendido por intermédio do quadro denominado Modelo da Matriz Baseada em Valores:

Com isso o marketing 3.0, exige uma renovada ordem para novas concepções de produtos que vão além da inovação. Ele vem a ser a criação inteligente, interativa e emocional. Possibilitando assim, o surgimento do novo conceito para o desenvolvimento de novos produtos  – O Smart Design ( Design ou Criação Inteligente).

A pouco mais de dois anos, tivemos no mercado o surgimento do conceito do móvel multifuncional cujo foco é a criação de produtos com múltiplas funções más que pela complexidade de ferragens, dispositivos e o valor dos mesmos no mercado interno acrescido pela falta de visão estratégica de muitos empresários, de certa forma inviabilizaram que a maioria das indústrias moveleiras seguissem por esse caminho.

O Smart Design é um conceito que vai além, pois estabelece uma conexão com o uso de materiais inteligentes, uso de tecnologia e princípios emocionais.

Para quem ainda não entendeu é simples, bastará se lembrar do principio da Smart Cities – Cidades inteligentes ou ainda Smart House – Casa Inteligente.

Nesta concepção, produtos passam a ser desenvolvidos de forma inteligente, até mesmo criando  interatividade com o consumidor e o fundamento deste novo conceito dá-se também pela utilização de materiais com conceito Smart Materials - Materiais inteligentes, que são materiais aos quais têm propriedades que reagem a mudanças no seu ambiente. 

Isto significa que neste tipo de material, uma das suas propriedades podem ser alteradas por uma condição externa, tal como a temperatura, luz, pressão ou eletricidade. Esta mudança é reversível e pode ser repetida muitas vezes.

Existe uma gama relativa de materiais inteligentes e cada um deles oferece diferentes propriedades que podem ser alteradas.

A título de conhecimento são eles: 
  • Materiais de Ligas com efeito memória de forma(SMA);
  • Materiais piezoelétricos;
  • Quantum-tunneling composite;
  • Materiais eletroluminescentes;
  • Materiais fotossensíveis. 
A isso podemos chamar de forma produto inteligente com uma acentuada pitada de emoção.

No caso do mobiliário, ele passa a ter uma função inteligente e adaptável.

Produtos desenvolvidos no conceito Smart Design, agregam um conjunto de atributos estéticos e funcionais. Afinal, esse novo jeito de pensar, de morar e de sentir, nos possibilita uma nova conexão com nossa casa ou nosso local de trabalho, pois reúne beleza e versatilidade no mesmo produto. 


Exemplo desse fato é o que já presenciamos sendo desenvolvido em casas, celulares e veículos inteligentes em todo o mundo.

Quero encerrar esse texto com uma importante citação feita pelo Mestre Philip Kotler, durante sua palestra em São Paulo:

“A missão do marketing 3.0 nas empresas consiste em estabelecer um elo com o cliente, promover a sustentabilidade no planeta e melhorar a vida dos pobres. Se você criar um caso de amor com os seus clientes, eles próprios farão a sua publicidade”.

...E ainda afirmou algo fundamental para esses novos tempos:

“Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da “co-criação”

Que todos possam repensar conceitos ultrapassados e ousem partir para a ação.

Desejo um mês de Setembro movido a mudanças!!!

Adélia Covre

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