Contudo, o aumento da concorrência, as mudanças comportamentais deste consumidor da atualidade e da economia, vem provocando profundas transformações nos sistemas produtivos das indústrias num todo, dessa forma, a busca desenfreada pela melhoria da eficiência em todos os níveis e da produtividade tem sido uma das principais preocupações das empresas em geral que atuam com bens e serviços.
Jamais foi preciso tanto o uso de estratégicas de gestão como nos dias atuais e vejo que muitos ainda confundem Planejamento estratégico e Gerenciamento estratégico ou simplesmente, muitas vezes acreditam que ter um Planejamento apenas, possa ser suficiente para que uma empresa pense em dizer que possua uma estratégia.
Primeiramente é preciso saber claramente que o planejamento é a etapa que antecede uma implementação e o gerenciamento da estratégia propriamente dito.
Todas essas etapas, ou seja, o planejamento, a implementação e o gerenciamento estratégico, são partes importantes e essenciais para que uma empresa possa afirmar que possui e efetivamente traduziu uma estratégia para o seu operacional, isso que dizer, para o dia-a-dia.
Para que se possa compreender o Planejamento estratégico, é muito importante entender o significado das palavras Estratégia e Planejamento.
A estratégia, pode ser definida como sendo o modo pelo qual uma empresa procura alcançar sua visão e missão ou um conjunto integrado de ações e atividades destinadas a gerar e manter vantagens competitivas que sejam duradouras e a criação de uma posição exclusiva e vantajosa no mercado.
Podemos ainda dizer que a estratégia é toda aquela ação que resulta numa nova maneira de distribuir ou utilizar os recursos básicos de uma empresa. Lembrando que nem toda decisão estratégica é precisa ser de longo prazo, embora seja, necessariamente, de longo alcance. De qualquer maneira são decisões que se distinguem das de nível tático, ou operacional, pois envolvem a participação direta dos escalões superiores da empresa.
Já o Planejamento é a determinação antecipada do que fazer, como, quando e quem deverá fazer, e envolve atividades como a determinação de objetivos e metas, a determinação de tempo e recursos, a tomada de decisões, o estabelecimento de prioridades, a definição de diretrizes e a previsão de obstáculos que possam existir à execução das atividades.
Mas o que vem a ser então o Gerenciamento estratégico?
Em sua essência ele consiste justamente nas tomadas de decisões operacionais para a execução do planejamento estratégico, ou seja, gerenciar estrategicamente é encarar o pensamento estratégico como fator inseparável da condução dos negócios e o Planejamento estratégico como instrumento em torno do qual todos os sistemas organizacionais podem ser integrados.
Muitas empresas se perdem na etapa de efetuar o Gerenciamento estratégico. Justamente porque não definem indicadores a serem gerenciados, nem os planos de revisão do Planejamento estratégico, isso quer dizer que elas não criam um processo de aprendizado para esse fim.
É fundamental ter em mente que, para que haja uma transposição do planejamento estratégico para o gerenciamento estratégico, seja obedecido dois pré-requisitos básicos.
O primeiro é a participação na preparação do plano, pelos principais gestores que deverão depois implantá-lo e a segunda é a predisposição, de parte da alta administração da empresa, de remover as barreiras materiais e psicológicas criadas pelo próprio ambiente interno.
Sem esses dois pré-requisitos, torna-se impossível obter um gerenciamento estratégico que seja eficaz.
Principalmente no momento atual, tanto o planejamento estratégico quanto o gerenciamento estratégico são fundamentais para um possível recomeço previsto para o próximo ano.
Convenhamos, se o conceito de estratégia relaciona-se diretamente com uma visão de futuro, é obvio que uma empresa precisa ter sua visão focada no futuro e não no imediatismo.
Justamente ai que a indústria moveleira se perde, por que visa em sua maioria o hoje e não o amanhã.
Uma boa ação para indústrias desse segmento, é a realização de um Diagnóstico Estratégico, onde por seu intermédio são realizados levantamentos das situações atuais da empresa, buscando com isso avaliar a existência e a adequação das estratégias vigentes dentro da empresa, bem como se estas estão oferecendo os resultados esperados.
Para quem ainda não conhece, saiba que por intermédio de um Diagnóstico Estratégico, é possível levantar informações importantes, tais como a competitividade da sua empresa, o port-fólio de seus produtos, ações de mudanças, vulnerabilidade às ameaças existentes no mercado que atua, quantidade de recursos estratégicos disponíveis e até mesmo projetos futuros.
Alem dessa medida, é preciso que o empresario tenha em mente que neste instante é fundamental também a pratica da vigilância estratégica.
De que maneira?......Observando, acompanhando, questionando, esmiuçando o horizonte, procurando possíveis riscos e também oportunidades que possam exigir no futuro ações antecipadas e respostas estratégicas para a saúde da sua empresa.
Repare que são medidas simples, mas que visão evitar que erros possam ser evitados em um momento que errar, torna-se uma grande ameaça a permanência de uma empresa no mercado.
Enfim, para uma empresa atuar com uma Gestão Estratégica, ela precisa apurar todos os seus processos e sua real situação e desenvolver ações corretivas constantes, focando seus objetivos e metas e desenvolvendo suas estratégias de forma a manter sua sobrevivência, crescimento e diferenciação competitiva.
Lembremos de uma frase chave do Mestre Kotler nesse sentido!
“ Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação”. ( Peter Drucker)
A todos um excelente inicio de semana pós feriado!
Adélia Covre



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