Tais mudanças ocorridas nos últimos anos, acabaram causando a intervenção no design pelo usuário, ao qual grande parte hoje dos produtos desenvolvidos, visam as experiências causadas a estes usuários, cujo foco primordial seja atender as suas necessidades e com isso inserindo-os como sujeitos ativos no processo de design nesses novos tempos.
O consumidor passou a ser contemplado diretamente atuando dentro do processo da concepção de um produto e consequentemente da ação evolutiva do design.
A experiência do consumidor, assim como o conceito de design são processos mutáveis, frutos da evolução de filosofias projetuais, tecnologias, e contextos sócio-econômicos, em que seus significados são construídos tanto pelos designers que pensam e atuam visando à solução, bem como pelos usuários que a experimentam.
Uma outra preocupação importante que necessita existir, consiste em entender o tipo de interação que as pessoas realizarão quando estiverem interagindo com os produtos aos quais foram desenvolvidos dentro dessa nova filosofia, portanto para esse fim.
Desse modo, para que um projeto possa passar boa experiência ao usuário, é preciso considerar um conjunto de elementos tais como:
1. Para quem vamos projetar (é necessário conhecer singularidades correspondentes ao usuário que irá participar da experiência);
2. O que será projetado como objeto da experiência (se é um produto, um serviço, uma interface, ou uma nova tecnologia);
3. O objetivo da interação (como por exemplo, criar uma experiência de interação onde permita que o usuário possa mergulhar na experiência por meio de uma interface atraente e fácil de operar);
4. Onde a experiência ocorrerá (seu contexto específico de uso seja este físico, social, tecnológico, etc.);
5. E quando a experiência ocorrerá (considerando que, de acordo com aspectos cognitivos e emocionais do usuário, a experiência possa iniciar antes mesmo da interação propriamente dita).
Dada a complexidade das relações entre os fatores humanos e os contextos que compõem uma experiência, assim como suas características intrínsecas, ou seja, pesquisas desenvolvidas no campo do Design Emocional (Emotional Design), busca-se compreender a experiência subjetiva na relação humano-produto e assim projetar com foco nas emoções.
Eis uma filosofia que bate em cheio com os conceitos do Marketing 3.0 difundido pelo Mestre Philip Kotler.
Segundo o Mestre e Designer Gui Bonsiepe (2012), “A preocupação central do design, está justamente na otimização da relação usuário e produto, contribuindo para o processo de desenvolvimento do produto de forma integrada, em que, a aparência do produto não deve ser interpretada de forma especial como algo agregado, mas sim conformada com a estrutura da solução. Desse modo, por meio da aparência, o designer busca imprimir personalidade ao produto, estimulando as emoções e comportamentos dos usuários.”
Infelizmente ainda nos dias de hoje, o interesse financeiro existente por parte das empresas, comprometido na maioria com as vendas, normalmente acaba sendo a direção do trabalho voltado ao desenvolvimento, deixando assim por completo de atender o foco que deveria ser o principal: "As necessidades específicas que precisam ser abordadas por intermédio das metodologias de projeto, comuns e próprias do design".
Finalizo esse post com uma citação do Papa do Marketing, Philip Kotler, em sua palestra no seminário “The Best Of Philip Kotler” , em São Paulo onde o foco principal foi os novos desafios do marketing e os caminhos que devem ser trilhados pelas empresas.
“O design de um produto é tão ou mais importante que o nome da empresa em si e citou como exemplo a Harley-Davidson. Ele revelou que sua esposa queria uma moto da marca apenas para colocar na sala de estar de sua casa como objeto de decoração. E completou dizendo que a marca cria um universo em torno da marca, com relógios, jaquetas e até barbas para quem quiser incorporar o um “estilo de vida”.”
Que as indústria do setor moveleiro possam repensar suas estratégias e conceitos, visando colocar por terra sua forma convencional de pensar e administrar, bem como seus valores e estratégias adotadas visando adoção de medidas inovadoras.
Tenham todos, uma semana produtiva em ações que inovem!!!
Adélia Covre
Fonte: http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-experincia-do-usurio-no-processo-evolutivo-do-design-12922
O consumidor passou a ser contemplado diretamente atuando dentro do processo da concepção de um produto e consequentemente da ação evolutiva do design.
A experiência do consumidor, assim como o conceito de design são processos mutáveis, frutos da evolução de filosofias projetuais, tecnologias, e contextos sócio-econômicos, em que seus significados são construídos tanto pelos designers que pensam e atuam visando à solução, bem como pelos usuários que a experimentam.
Projetar produtos interativos que sejam realmente usáveis, requer que seja levado em conta, a experiência causada por quem irá utilizá-los, e o seu contexto de uso.
Uma outra preocupação importante que necessita existir, consiste em entender o tipo de interação que as pessoas realizarão quando estiverem interagindo com os produtos aos quais foram desenvolvidos dentro dessa nova filosofia, portanto para esse fim.
Desse modo, para que um projeto possa passar boa experiência ao usuário, é preciso considerar um conjunto de elementos tais como:
1. Para quem vamos projetar (é necessário conhecer singularidades correspondentes ao usuário que irá participar da experiência);
2. O que será projetado como objeto da experiência (se é um produto, um serviço, uma interface, ou uma nova tecnologia);
3. O objetivo da interação (como por exemplo, criar uma experiência de interação onde permita que o usuário possa mergulhar na experiência por meio de uma interface atraente e fácil de operar);
4. Onde a experiência ocorrerá (seu contexto específico de uso seja este físico, social, tecnológico, etc.);
5. E quando a experiência ocorrerá (considerando que, de acordo com aspectos cognitivos e emocionais do usuário, a experiência possa iniciar antes mesmo da interação propriamente dita).
Dada a complexidade das relações entre os fatores humanos e os contextos que compõem uma experiência, assim como suas características intrínsecas, ou seja, pesquisas desenvolvidas no campo do Design Emocional (Emotional Design), busca-se compreender a experiência subjetiva na relação humano-produto e assim projetar com foco nas emoções.
Eis uma filosofia que bate em cheio com os conceitos do Marketing 3.0 difundido pelo Mestre Philip Kotler.
Segundo o Mestre e Designer Gui Bonsiepe (2012), “A preocupação central do design, está justamente na otimização da relação usuário e produto, contribuindo para o processo de desenvolvimento do produto de forma integrada, em que, a aparência do produto não deve ser interpretada de forma especial como algo agregado, mas sim conformada com a estrutura da solução. Desse modo, por meio da aparência, o designer busca imprimir personalidade ao produto, estimulando as emoções e comportamentos dos usuários.”
Uma coisa é possível afirmar por estar comprovado, projetos com foco nas emoções humanas já vinham sendo desenvolvidos anteriormente pelas áreas do design em todo o mundo, porém sem a devida comprovação científica dos reais impactos causados pelos produtos em sua relação com os usuários, o que acabou levando os projetistas, a trabalharem de forma arbitrária ou indutiva na tentativa de criar produtos que causassem determinadas sensações nas pessoas.
O estudo das emoções no design, lembrando ser de caráter interdisciplinar, surge portanto com o propósito de fornecer suporte aos projetos de design com foco nas experiências dos usuários, contando com contribuições de áreas como a ergonomia, a psicologia e a antropologia.
Diante do exposto, será que as indústrias moveleiras estão particularmente alinhadas dentro desse contexto ainda recente aqui no Brasil?
Será que estão alinhadas para desenvolverem produtos dentro deste novo conceito?
Vejo que caso a visão estratégica por parte das organizações não se expanda, a ponto de serem compreendidos todos esses pontos citados anteriormente, será difícil manter uma sobrevida sadia no mercado que nos aguarda nos próximos anos.
Diante do exposto, será que as indústrias moveleiras estão particularmente alinhadas dentro desse contexto ainda recente aqui no Brasil?
Será que estão alinhadas para desenvolverem produtos dentro deste novo conceito?
Vejo que caso a visão estratégica por parte das organizações não se expanda, a ponto de serem compreendidos todos esses pontos citados anteriormente, será difícil manter uma sobrevida sadia no mercado que nos aguarda nos próximos anos.
Infelizmente ainda nos dias de hoje, o interesse financeiro existente por parte das empresas, comprometido na maioria com as vendas, normalmente acaba sendo a direção do trabalho voltado ao desenvolvimento, deixando assim por completo de atender o foco que deveria ser o principal: "As necessidades específicas que precisam ser abordadas por intermédio das metodologias de projeto, comuns e próprias do design".
A criação acaba muitas vezes em não atender as necessidades do cliente, pois dificilmente a decisão será definida por quem vai consumi-la, ou com base na visão do consumidor, que deveria ser a base fundamental de onde nasce o trabalho e de onde se deveria buscar os conceitos.
Outra dificuldade é que as questões culturais no Brasil também regem o posicionamento do design, isso em comparação a países desenvolvidos como Europa, USA e Japão.
Outra dificuldade é que as questões culturais no Brasil também regem o posicionamento do design, isso em comparação a países desenvolvidos como Europa, USA e Japão.
Basta observarmos a evolução do mobiliário nos últimos 10 anos como foi apresentado no congresso moveleiro deste ano pela Amiga e também Designer Silvia Grilli (Portal TRENDMÓVEL).
Comparado a produtos como os eletro eletrônicos e linha branca, no universo onde "nada se cria e tudo se copia", foi quase nada, devido ao conservadorismo de conceitos ultrapassados de design.
Poderia aqui ficar exemplificando por intermédio de fotos a evolução do mobiliário em nosso país, porem prefiro deixar a critério de cada um a análise dos fatos.
Finalizo esse post com uma citação do Papa do Marketing, Philip Kotler, em sua palestra no seminário “The Best Of Philip Kotler” , em São Paulo onde o foco principal foi os novos desafios do marketing e os caminhos que devem ser trilhados pelas empresas.
“O design de um produto é tão ou mais importante que o nome da empresa em si e citou como exemplo a Harley-Davidson. Ele revelou que sua esposa queria uma moto da marca apenas para colocar na sala de estar de sua casa como objeto de decoração. E completou dizendo que a marca cria um universo em torno da marca, com relógios, jaquetas e até barbas para quem quiser incorporar o um “estilo de vida”.”
Que as indústria do setor moveleiro possam repensar suas estratégias e conceitos, visando colocar por terra sua forma convencional de pensar e administrar, bem como seus valores e estratégias adotadas visando adoção de medidas inovadoras.
Tenham todos, uma semana produtiva em ações que inovem!!!
Adélia Covre
Fonte: http://www.proceedings.blucher.com.br/article-details/a-experincia-do-usurio-no-processo-evolutivo-do-design-12922









