Ano este, em que muito foi exigido de todos devido á incompetência administrativa do governo, a falta de ética política seguido da inexistência de honestidade por parte de nossos dirigentes.
Cenário econômico conturbado, mudanças múltiplas na política, na economia, no comportamento de consumo da população, costumes.....enfim, mudanças e mais mudanças inúmeras e desafiadoras.
Contudo, este também foi um ano dedicado as transformações, às iniciativas rumo às atitudes inovadoras, a quebra de paradigmas, assim como o de rompimento com velhos conceitos e porque não dizer pré-conceitos.
Um ano em que inúmeras mudanças ocorreram em empresas inteligentes e de visão abrangente, é verdade, mas também um ano em que muitas outras empresas pouco fizeram e lastimavelmente perderam-se a ponto de provocarem uma enorme paralisação na caminhada rumo à adaptação exigida por este novo cenário que se apresentou diante de nossos olhos, ocasionando um índice altíssimo na perda de talentos.
Muitas indústrias, me refiro aqui as do setor ao qual atuo o moveleiro, deveriam ter inovado, deveriam ter se reinventado. Contudo, muitas optaram pela inércia em seus processos internos rumo á mudança necessária, esquecendo-se das conseqüências que esta atitude poderá trazer futuramente.
Poucas foram as que compreenderam o recado sinalizado pelo mercado e por todas as transformações ocorridas a nível comportamental e mercadológico.
A falta de visão estratégica ainda persiste neste setor por parte de muitos, setor este recheado de egoísmo, conservadorismo e pouco voltado à inovação, que é a ferramenta fundamental e necessária para este novo momento que vivenciamos e que nos espera para os próximos anos.
Fatores estratégicos, tais como o reconhecimento do design enquanto ferramenta e veiculo poderoso de Marketing, ainda é ponto que persiste no posicionamento de muitos empresários e consequentemente pouco é canalizado investimentos nesse sentido.
A miopia referente aos reais valores que fidelizam de fato um cliente através de seu atendimento é fator que ainda persiste.
O reconhecimento de que montadores são os reais responsáveis diretos pelo pós venda, é algo longínquo de tornar-se realidade e admitido por lojistas e industriais do setor.
A linguagem propagada pelo novo modelo de Marketing ao qual visa a interatividade e a emoção proveniente de produtos ofertados, caminha a passos lentos e distante ainda de ser devidamente explorado pelas indústrias seriadas desse setor.
Temos ainda a questão do retrabalho existente na indústria moveleira, que a anos vem minando seus cofres e não foi devidamente controlado. Muitas nem se quer conseguem nos dias de hoje mensurá-lo com exatidão.
Todos esses pontos me remetem a uma frase do Mestre da Administração Peter Drucker:
“O que pode ser medido, pode ser melhorado.”( Peter Drucker)
A mudança comportamental do mercado e do consumidor desses novos tempos, surge como condutor de uma verdadeira transformação na linguagem industrial seriada, exigindo assim, a flexibilidade no sistema produtivo, devido a uma variedade de produtos hoje exigidos pelo mercado, em que o ciclo de vida desses produtos torna-se mais curto, mas muitas indústrias nem se quer moveram-se para efetuar a necessária flexibilização em seus processos e menos ainda, canalizaram investimentos em desenvolvimento e pesquisa de maneira profissionalizada.
Esta alteração na linguagem produtiva, surge decorrente das necessidades desse novo perfil de consumidor havido por novidades e desejos de produtos inteligentemente desenvolvidos que não somente os surpreenda, mas também que provoque alguma emoção.
Mas a pergunta que não podemos deixar de lado aqui será:
Até quando as indústrias moveleiras permaneceram com seu conservadorismo em sua Gestão?
O fato é que, o ano de 2016 está batendo em nossa porta e pergunto aqui quais foram ás medidas tomadas pela indústria desse setor visando a modernidade e a retomada do mercado no próximo ano?
Obviamente que muitas visivelmente fizeram a lição de casa e estas estão conseguindo destacar-se no mercado mesmo diante de toda a crise instaurada no país e esse fato é visível para aqueles que acompanham o cenário mercadológico.
À este feito, podemos chamar de COMPETÊNCIA incontestavelmente!
O mercado hoje visivelmente esta dizendo NÂO a INCOMPETÊNCIA e exigindo das empresas COMPETÊNCIA!
Algo que o brasileiro não estava nem um pouco habituado.
O ponto crucial aqui é que: As empresas que não promoverem as alterações necessárias rumo a quebra rápida de conceitos ultrapassados de gestão, terá comprometida sua permanência no mercado para os próximos anos.
É irrefutável que é preciso MUDAR, INOVAR e REINVENTAR-SE!
Somente com essas atitudes é possível uma empresa manter-se sadia e rentável nos próximos anos.
“Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho.”( Peter Drucker)
Adélia Covre


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