Estamos hoje,
diante de grandes mudanças....mudanças comportamentais, econômicas, políticas e
sociais que nos convidam a MUDAR e INOVAR e não me canso em bater nessa
tecla!
Mesmo com meus
30 anos de setor moveleiro, ainda não consigo compreender e até mesmo obter,
alguma resposta que satisfaça, visando responder questionamentos que devem ser
de muitos do setor.
ATÉ
QUANDO VAMOS REPETIR OS MESMOS ERROS DE GESTÃO E DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO?
O fato é que a
inércia perante determinadas ações são comprovadas ano após ano....inúmeras
pesquisas de tendências em todas as áreas são apontadas constantemente.....e
nada é seguido ou é feito!
Acompanhamos ao
longo desses últimos anos, tendências direcionando o mercado para linguagens
mais ousadas como do produto multifuncional, do Smart design....e tantas outros
mais.
Referente ainda
as mudanças, nos vemos diante de uma linguagem mercadológica totalmente
diferenciada onde o Papa do Marketing Philip Kotler, explanou muito bem em seu
Livro A ERA DO MARKETING 3.0.
Não bastando
ainda tamanha mudança de conceitos, estamos diante de inovações
tecnológicas vistas apenas em ficção, como as do conceito de fabricas
inteligentes aos quais estão ai diante de nossos olhos...e a pergunta
permanece.....
O
QUE ESTA SENDO FEITO NESTE SETOR MOVELEIRO NO SENTIDO DE REALMENTE INOVAR?
As inúmeras
mudanças estão ai ocorrendo diariamente diante de nossas barbas!
E a pergunta
ainda permanece......O QUE ESTA DE FATO SENDO FEITO NO SENTIDO DE ACOMPANHAR
TAMANHO EVOLUÇÃO?
A era do
Marketing 3.0 traz ao mundo contemporâneo uma visão estratégica de uma
interatividade jamais vista no mercado mundial.
O consumidor
dessa nova realidade, deixou de lado sua ingenuidade e passou a entender sua
real importância para as empresas de bens capitais.
O que podemos
dizer de toda essa revolução de conceitos?
BEM
VINDO A ERA DO CONHECIMENTO PELA EVOLUÇÃO!
A Interação de
seres humanos com robôs nas linhas de montagem já é uma realidade e começa a
dar forma a uma nova era produtiva no mundo.
Exemplo desse
fato é o que podemos constatar na cidade alemã de Wolfsburg , a 180 quilômetros
a oeste de Berlim, que abriga nos dias de hoje a maior fábrica de
automóveis da Europa.
Nela é possível
constatar como será o futuro das linhas de produção inteligentes.
Como exemplo
podemos citar a sede mundial da Volkswagen, a qual tem mais de 50 mil
funcionários.
Tudo isso em um
complexo gigantesco, onde são produzidos dois carros por minuto, onde poucos
humanos são vistos nas linhas de montagem, onde a maioria de seus
funcionários, supervisiona o trabalho das máquinas a distancia, por meio de
softwares.
Acreditem, são
quase 6 mil robôs trabalhando 24 horas por dia, da para imaginar?
Co-fundador da Intel, o americano Gordon Moore, acabou entrando para a história com sua afirmação:
"A capacidade dos processadores dobraria a cada dois anos."
A sugestão de Gordon Moore de
que o desenvolvimento tecnológico ocorre de forma exponencial a qual ganhou o nome de
“lei de Moore” culminou no ponto de partida para o livro “The Second Machine Age”, em português, “A Segunda Era das Máquinas".
O livro lançado
no início deste ano pelos autores Erik Brynjolfsson, diretor do centro
do MIT para negócios digitais, e Andrew McAfee, também pesquisador do
órgão e ex-professor de Harvard, esta sendo aclamado como a nova bíblia
das tendências do setor industrial mundial.
Mas vamos
entender melhor o que tudo isso significa no mercado para todos.
Com robôs se
comunicando entre si, trocando informações, status e problemas, as fábricas
inteligentes não dependem apenas de pessoas para a tomada de decisões.
Conectadas em rede, em um ambiente em que todos os equipamentos estão
interligados, as máquinas podem determinar o que as outras devem fazer.
A nova era
industrial, também chamada de INDÚSTRIA 4.0, ela tem como característica ainda
a quantidade de informações digitais, de estoques de materiais a organização da
linha de produção, além do gerenciamento de energia.
Para se ter
idéia, o consumo de luz equivale a quase 500 mil consumos residências, o
complexo industrial da Volkswagen em Wolfsburg, tem um programa específico para
controle de energia, água e resíduos e segundo Karsten Bosse, responsável pelo
gerenciamento de energia da montadora, grande parte da energia utilizada ainda
vem do carvão e alega que estão trabalhando para substituí-la por óleo e gás e
por fontes renováveis, como eólica e solar.
Muitos tentam
caracterizar a fábrica do futuro referindo-se ao grau de automatização e
organização em torno da tecnologia que integra todas as suas atividades.
O modelo deste
tipo de fábrica, destaca-se pela presença do trabalhador do conhecimento, sendo altamente produtiva.
É focada na alta
produtividade, na eliminação de atividades que não agregam valor.
Seu foco e fazer
certo logo da primeira vez, assim como refugos e re-trabalhos não são
admitidos, os métodos de trabalho tem mecanismos para a prevenção de problemas,
trabalham com níveis de estoques quase zero. São extremamente limpas e
organizadas.
Ah! E o mais
importante em se tratando de gestão de pessoas: SEUS COLABORADORES SÃO
ALTAMENTE TREINADOS.
Todos os
processos são integrados por computador, ou seja, produção LEAN, sem contar que
neste modelo de fabrica, o espírito de grupo e compromisso mútuo da equipe são
pontos altos.
Chega a ser
irônico, se comparados aos sistemas das indústrias aqui no Brasil!
A indústria 4.0
é motivada por mudanças em todo o setor produtivo que vão da imensa quantidade
de informações digitalizadas até as novas estratégias de inovação em pessoas,
pesquisa e tecnologia.
Outra
característica dessa nova era industrial é a imensa quantidade de informação
digital disponível.
A concepção dos
produtos, o design, os testes com novos materiais, os protótipos, a arquitetura
da fábrica, a organização da linha de produção, o estoque de materiais, o
manual de um equipamento, tudo é digital.
Dá para imaginar
a maravilha que é isso?
Um dado que vale
ressaltarmos aqui é de uma pesquisa que foi realizada e apontou que em 1,5 mil
empresas de diferentes setores do Rio Grande do Sul revelaram que a maioria das
indústrias gaúchas está ainda entre a segunda e a terceira revolução
industrial.
De acordo com
Paulo Zawislak, coordenador da pesquisa e professor da Escola de Administração
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao qual fez o
estudo em conjunto com mais três universidades gaúchas ressalta:
“As indústrias
locais inovam muito pouco. Estão focadas na redução de custos, o que acaba
impactando na qualidade dos produtos”.
Essa afirmação
não nos remete as indústrias Moveleiras para quem é do setor?......
Obviamente que
estamos ainda longe de mudanças dessa ordem, ainda mais aqui no Brasil onde
existem resistências enormes quanto ao simples fato de pensar em INOVAR.
Contudo, essa
revolução tecnológica esta convidando a todos nós revermos conceitos
ultrapassados aos quais já provaram não trazer benefício algum para o todo.
“A
única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será
diferente.” ( Peter Drucker)
Más as empresas
brasileiras.... e claro, vou bater forte no setor moveleiro, continuam batendo
na tecla da INATIVIDADE e da RESISTÊNCIA!
Infelizmente
nossa cultura ainda é retardatária, onde investimentos em capacitação ainda são
vistos como desperdício para a empresa.
Cultura esta que
acredita ainda que possuir colaboradores altamente capacitados é ameaça!
Que a
depreciação de produtos ainda é vantagem competitiva!
Onde a redução
de custos se dá pelo corte de talentos ao invés da análise adequada da redução
de desperdícios em processos, insumos e direcionamentos não planejados.
Esse é o modelo
de Gestão administrativa da empresa brasileira, que não se dispõem a ouvir, a
pensar, a reavaliar conceitos.
Gravem esta
frase:
“O
conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem
público ligado ao verbo FAZER." ( Peter Drucker)
Empresários.....Pensem
nisso!!!
Adélia Covre
ESTE POST TAMBÉM SE ENCONTRA NO SITE DA DI.DESIGN CONSULTING - http://didesignconsulting.wix.com/di-design-consulting#!A-Era-das-Indústrias-Inteligentes-A-Tecnologia-Facilitando-processos/ca82/56aa15150cf24d7e6a537330
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