AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Era das Indústrias Inteligentes - A Tecnologia Facilitando processos!

Estamos hoje, diante de grandes mudanças....mudanças comportamentais, econômicas, políticas e sociais que nos convidam a MUDAR e INOVAR e não me canso em bater nessa tecla!

Mesmo com meus 30 anos de setor moveleiro, ainda não consigo compreender e até mesmo obter, alguma resposta que satisfaça, visando responder questionamentos que devem ser de muitos do setor.

ATÉ QUANDO VAMOS REPETIR OS MESMOS ERROS DE GESTÃO E DIRECIONAMENTO MERCADOLÓGICO?

O fato é que a inércia perante determinadas ações são comprovadas ano após ano....inúmeras pesquisas de tendências em todas as áreas são apontadas constantemente.....e nada é seguido ou é feito!

Acompanhamos ao longo desses últimos anos, tendências direcionando o mercado para linguagens mais ousadas como do produto multifuncional, do Smart design....e tantas outros mais.

Referente ainda as mudanças, nos vemos diante de uma linguagem mercadológica totalmente diferenciada onde o Papa do Marketing Philip Kotler, explanou muito bem em seu Livro A ERA DO MARKETING 3.0.

Não bastando ainda tamanha mudança de conceitos, estamos diante de inovações tecnológicas vistas apenas em ficção, como as do conceito de fabricas inteligentes aos quais estão ai diante de nossos olhos...e a pergunta permanece.....

O QUE ESTA SENDO FEITO NESTE SETOR MOVELEIRO NO SENTIDO DE REALMENTE INOVAR?

As inúmeras mudanças estão ai ocorrendo diariamente diante de nossas barbas!

E a pergunta ainda permanece......O QUE ESTA DE FATO SENDO FEITO NO SENTIDO DE ACOMPANHAR TAMANHO EVOLUÇÃO?

A era do Marketing 3.0 traz ao mundo contemporâneo uma visão estratégica de uma interatividade jamais vista no mercado mundial.

O consumidor dessa nova realidade, deixou de lado sua ingenuidade e passou a entender sua real importância para as empresas de bens capitais.

O que podemos dizer de toda essa revolução de conceitos?

BEM VINDO A ERA DO CONHECIMENTO PELA EVOLUÇÃO!

A Interação de seres humanos com robôs nas linhas de montagem já é uma realidade e começa a dar forma a uma nova era produtiva no mundo.

Exemplo desse fato é o que podemos constatar na cidade alemã de Wolfsburg , a 180 quilômetros a oeste de Berlim, que abriga nos dias de hoje a maior fábrica de automóveis da Europa.

Nela é possível constatar como será o futuro das linhas de produção inteligentes.

Como exemplo podemos citar a sede mundial da Volkswagen, a qual tem mais de 50 mil funcionários.

Tudo isso em um complexo gigantesco, onde são produzidos dois carros por minuto, onde poucos humanos são vistos nas linhas de montagem, onde a maioria de seus funcionários, supervisiona o trabalho das máquinas a distancia, por meio de softwares.

Acreditem, são quase 6 mil robôs trabalhando 24 horas por dia, da para imaginar?

Co-fundador da Intel, o americano Gordon Moore, acabou entrando para a história com sua afirmação:
"A capacidade dos processadores dobraria a cada dois anos."

A sugestão de Gordon Moore de que o desenvolvimento tecnológico ocorre de forma exponencial a qual ganhou o nome de “lei de Moore” culminou no ponto de partida para o livro “The Second Machine Age”, em português, “A Segunda Era das Máquinas". 

O livro lançado no início deste ano pelos autores  Erik Brynjolfsson, diretor do centro do MIT para negócios digitais, e Andrew McAfee, também pesquisador do órgão e ex-professor de Harvard, esta sendo aclamado como a nova bíblia das tendências do setor industrial mundial.

Mas vamos entender melhor o que tudo isso significa no mercado para todos.

Com robôs se comunicando entre si, trocando informações, status e problemas, as fábricas inteligentes não dependem apenas de pessoas para a tomada de decisões. Conectadas em rede, em um ambiente em que todos os equipamentos estão interligados, as máquinas podem determinar o que as outras devem fazer.

A nova era industrial, também chamada de INDÚSTRIA 4.0, ela tem como característica ainda a quantidade de informações digitais, de estoques de materiais a organização da linha de produção, além do gerenciamento de energia.

Para se ter idéia, o consumo de luz equivale a quase 500 mil consumos residências, o complexo industrial da Volkswagen em Wolfsburg, tem um programa específico para controle de energia, água e resíduos e segundo Karsten Bosse, responsável pelo gerenciamento de energia da montadora, grande parte da energia utilizada ainda vem do carvão e alega que estão trabalhando para substituí-la por óleo e gás e por fontes renováveis, como eólica e solar.

Muitos tentam caracterizar a fábrica do futuro referindo-se ao grau de automatização e organização em torno da tecnologia que integra todas as suas atividades.

O modelo deste tipo de fábrica, destaca-se pela presença do trabalhador do conhecimento,  sendo altamente produtiva.

É focada na alta produtividade, na eliminação de atividades que não agregam valor.

Seu foco e fazer certo logo da primeira vez, assim como refugos e re-trabalhos não são admitidos, os métodos de trabalho tem mecanismos para a prevenção de problemas, trabalham com níveis de estoques quase zero. São extremamente limpas e organizadas.

Ah! E o mais importante em se tratando de gestão de pessoas: SEUS COLABORADORES SÃO ALTAMENTE TREINADOS.

Todos os processos são integrados por computador, ou seja, produção LEAN, sem contar que neste modelo de fabrica, o espírito de grupo e compromisso mútuo da equipe são pontos altos.

Chega a ser irônico, se comparados aos sistemas das indústrias aqui no Brasil!

A indústria 4.0 é motivada por mudanças em todo o setor produtivo que vão da imensa quantidade de informações digitalizadas até as novas estratégias de inovação em pessoas, pesquisa e tecnologia.

Outra característica dessa nova era industrial é a imensa quantidade de informação digital disponível.

A concepção dos produtos, o design, os testes com novos materiais, os protótipos, a arquitetura da fábrica, a organização da linha de produção, o estoque de materiais, o manual de um equipamento, tudo é digital.

Dá para imaginar a maravilha que é isso?

Um dado que vale ressaltarmos aqui é de uma pesquisa que foi realizada e apontou que em 1,5 mil empresas de diferentes setores do Rio Grande do Sul revelaram que a maioria das indústrias gaúchas está ainda entre a segunda e a terceira revolução industrial.

De acordo com Paulo Zawislak, coordenador da pesquisa e professor da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao qual  fez o estudo em conjunto com mais três universidades gaúchas ressalta:

“As indústrias locais inovam muito pouco. Estão focadas na redução de custos, o que acaba impactando na qualidade dos produtos”.

Essa afirmação não nos remete as indústrias Moveleiras para quem é do setor?......

Obviamente que estamos ainda longe de mudanças dessa ordem, ainda mais aqui no Brasil onde existem  resistências enormes quanto ao simples fato de pensar em INOVAR.

Contudo, essa revolução tecnológica esta convidando a todos nós revermos conceitos ultrapassados aos quais já provaram não trazer benefício algum para o todo.

“A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente.” ( Peter Drucker)

Más as empresas brasileiras.... e claro, vou bater forte no setor moveleiro, continuam batendo na tecla da INATIVIDADE e da RESISTÊNCIA!

Infelizmente nossa cultura ainda é retardatária, onde investimentos em capacitação ainda são vistos como desperdício para a empresa.

Cultura esta que acredita ainda que possuir colaboradores altamente capacitados é ameaça!

Que a depreciação de produtos ainda é vantagem competitiva!

Onde a redução de custos se dá pelo corte de talentos ao invés da análise adequada da redução de desperdícios em processos, insumos e direcionamentos não planejados.

Esse é o modelo de Gestão administrativa da empresa brasileira, que não se dispõem a ouvir, a pensar, a reavaliar conceitos.

Gravem esta frase:

“O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER." ( Peter Drucker)

Empresários.....Pensem nisso!!!



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Contra Fatos não Há Argumentos – A Negligencia de atos emergências podem comprometer a sobrevivência de uma empresa.

Após um ano conturbado e repleto de grandes lições deixadas pelo ano anterior, torna-se inadmissível a persistente postura encontrada em alguns pólos industriais do setor moveleiro.  

O descaso perante aos fatos da atualidade, é algo que ainda persiste.

Nos deparamos até mesmo com gestores que teimam ainda em negligenciar o momento delicado ao qual estamos vivenciando, negando-se inclusive assumir a fragilidade existente no setor.

A resilência é uma prática necessária?.....Com certeza que sim.

No entanto cabe lembrar nesse sentido, que o primeiro passo para a mudança, para o acerto é a conscientização e não a negação dos fatos. 

A profissionalização e o desenvolvimento de competências são essenciais daqui para frente.

Diante da falta de iniciativas positivas, encontramos até mesmo alguns sindicatos de classe desse setor castigado pela atual situação econômica do país, tendo atitudes contrárias à geração de incentivos a seus associados. Incentivos estes que visem uma melhora na capacitação dos colaboradores de empresas associadas, puramente por acomodação ou visão deturpada dos fatos ou do direcionamento mercadológico.

Não é por acaso que o setor vem perdendo grandes talentos para outros mercados ou até mesmo outros países.

Mas há um questionamento neste caso que precisa ser feito:

São as empresas do setor que não tem interesse na criação de tais incentivos ou são as entidades de classe que por manterem uma postura conservadora e de inatividade, alem de visão estratégica 
equivocada, é que teimam na não viabilização desses incentivos tão necessários a seus associados?

Neste contexto, caberia ainda uma segunda pergunta:

Qual empresa se associaria a um sindicato de classe não comprometido com o mercado e que não promove a criação de incentivos que visem a capacitação, profissionalização e o desenvolvimento de competências que visem maior e melhor desempenho de seus clientes-associados?

São perguntas que precisam um profundo questionamento por parte de todos os envolvidos deste setor.

A maioria dessas empresas, até mesmo pelo perfil ser o de gestão familiar, possuem certa dificuldade em compreender de forma maximizada, que uma crise representa mudança e que traz consigo, diversos desafios positivos.

O momento delicado, ao qual experienciamos em nosso país, nos faz enfrentar agora desafios que têm associadas, lições que todos nós precisamos e devemos urgentemente aprender.

Desafios estes que estimulam novas formas de pensar, de administrar, de interagir e que muitas vezes não são evidentes em um primeiro momento.

Os pólos industriais, estes de modo geral, estão diante de um grande desafio e muitos ainda resistem ao fato iminente da necessidade de ajustes, muitas vezes por mero orgulho, recusam-se admitir erros cometidos em sua gestão ao longo de suas historias.

Obviamente que aqueles que acompanham o setor e o mercado aqui em evidencia, sabem perfeitamente que algumas poucas indústrias conseguiram driblar o ano difícil do ponto de vista econômico e político e quero salientar aqui que as que conseguiram este feito, em sua grande maioria foram as que criaram incentivos, praticaram inovações e as que direcionaram seus produtos para mercados atrativos, como o caso das exportações aproveitando a alta da moeda americana.

Muitas indústrias, e isso é fato comprovado, por cometerem falhas em suas gestões administrativas, optaram pela recuperação judicial como estratégia para não perderem suas empresas e muitas outras encontram-se em delicada situação por não aceitarem que nesta nova linguagem de mercado, todos estão sendo intimados a mudar, a rever seus processos, métodos e modelos de gestão em todas as modalidades.

Explicitamente, é um puxão de orelhas do mercado dizendo NÃO a incompetência predominante!


Impressionante, como velhos conceitos de origem conservadora e por que não dizer ultrapassada, persistem ainda nas entranhas desse setor.

Incentivos de investimento em treinamento, capacitação e os de pesquisa e planejamento estratégico são confundidos com despesas ou ainda pior, com desperdício,  perda de tempo ou algo desnecessário.

Isso me remete a inteligente frase:

“Não sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: Não creiam que mão de obra barata ainda seja uma vantagem”.( Peter Drucker)

Que o Mercado deve melhorar?

Quanto a isso não devemos ter a menor duvida, porem terá que piorar ainda muito para que depois haja a retomada de crescimento, ao menos são as referencias de muitas consultorias financeiras de renome.

Vamos lembrar aqui que a sujeira esta sendo retirada debaixo do tapete, finalmente!

Nosso País viveu durante alguns anos no vácuo de um mercado motivado por incentivos gerados por um governo sem premissas estratégicas, ocasionando uma gigantesca bolha econômica sem precedentes.

Obviamente que uma hora a economia fatalmente se ressentiria da avalanche de atos impensados e como "Toda Ação provoca uma Reação".....estamos hoje sendo convidados a efetuar lições que deveriam ter sido promovidas em anos anteriores a título de prevenção ainda quando o mercado mantinha-se promissor.

Lembrando que o planejamento estratégico de marketing e produtos de uma empresa, pode melhorar a sua competitividade, o objetivo central agora deverá ser a criação de incentivos para atingir o objetivo central que é manter-se de maneira sadia no mercado até a poeira baixar e o país retomar seu crescimento e para isso será fundamental investigar a influência do planejamento estratégico para uma empresa respondendo a três perguntas básicas e suas adjacentes:

1. A empresa esta fazendo algum movimento neste momento visando atingir seu objetivo?

2. O que esta acontecendo no ambiente comercial?

3. O que a empresa deveria estar fazendo e não esta?

Perguntas simples assim são fundamentais para um inicio de análise interna, mas será que as indústrias moveleiras estão preocupadas e efetuando essas três perguntas básicas?

Alguma cogitou diante de sua fragilidade efetuar um diagnóstico estratégico?

“A administração é um processo operacional composto por funções como: Planejamento, organização, direção e controle.”( Peter Drucker)

O ponto positivo de todo esse cenário é que as melhores oportunidades de crescimento surgem justamente em épocas de crise, quando a capacidade de reação se manifesta impelida pelo instinto de sobrevivência.

Outro ponto de fundamental relevância e que não pode ser deixado de lado é o treinamento constante visando maior capacitação de seus colaboradores e maior competência no mercado.

Afinal em cenários nebulosos, treinamento é insumo básico e pré-requisito para uma gestão de sucesso! 

Quando falamos em treinamento de pessoas, é fundamental compreender que treinar deve ser uma constante no mundo atual, e um programa de treinamento deve estar diretamente ligado às necessidades de uma empresa, com comprometimento total de toda a equipe de colaboradores, incluindo supervisão, gerência e diretoria.

Afinal, quando é feita uma análise organizacional a partir de um diagnóstico no qual conheceremos a missão, os valores e os principais objetivos e estratégias da empresa, devemos ter a certeza de que todo o corpo de colaboradores está devidamente envolvido e comprometido com o esforço e foco para o desenvolvimento e treinamento das competências necessárias para formação de novas habilidades, que serão requeridas especificamente para cada função do quadro organizacional.

Mas os pólos industriais do setor moveleiro estão se preocupando em promover iniciativas dessa ordem com sucesso comprovado?

O momento atual, nos chama para o desenvolvimento da competência, da mudança de valores estagnados.

Será que nesse sentido algo esta sendo feito pelo setor?

As indústrias estão investindo em capacitação de seus colaboradores visando o aumento da eficiência e da competência exigidos nesses novos tempos?

É preciso ser encarado de frente a nova realidade e preparar mesmo que tardiamente, o futuro das ações daqui para frente, não podemos esquecer que hoje um erro pode ser fatal.

Vamos a alguns dos fatos que precisam ser levados em conta daqui para frente!

Em entrevista ao Portal eMóbile ( http://mobdg.co/1ZM25kq), Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) afirmou:

“ As vendas de painéis de madeira das associadas da Ibá do ano de 2015 registraram recuo de 11,3% em relação ao ano de 2014 (em m3), devido aos impactos da menor atividade no setor de construção civil em consequência da instabilidade econômica. Se a venda de imóveis não cresce, a comercialização de móveis e pisos cai.”


Segundo ela ainda: “A indústria brasileira de painéis de madeira reconstituída continuará focada na exportação de seus produtos e acompanhando com cautela os cenários e o desempenho do setor de construção civil e do setor de móveis no Brasil, que foram significativamente afetados pela instabilidade econômica.”

Diante do exposto, podemos observar o reflexo na indústria moveleira e que o setor ainda espera.

Mas por outro lado, outra pesquisa, apontou um crescimento bem interessante nas vendas de móveis pelo sistema e-commerce que obteve uma taxa de crescimento nominal de 15,3% em comparação com o ano de 2014.

Outro dado interessante é dessa outra pesquisa efetuada e divulgada também pelo Portal emóbile (http://mobdg.co/1NjSfdh):

O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis no período de janeiro a março de 2016 é 41,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR) em parceria com o PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração). Se comparado ao mesmo período de 2015, ocorreu queda de 8,4 pp. (pontos percentuais).

Entre os principais itens de intenção de compra estão respectivamente: linha branca (8,6%), móveis (7%) e viagens e turismo (7%). No mesmo período em 2015, a categoria móveis liderava esse ranking com 8,8%, a linha branca ficava em segundo lugar com 8,6%.


Diante de tais dados, podemos concluir que as indústrias moveleiras carecem sim do necessário ajuste objetivando adequar-se a esse novo perfil mercadológico.

Em uma outra matéria divulgada pelo site Celulose online (http://celuloseonline.com.br/ibge-setor-moveleiro-fecha-2015-em-baixa/), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram que a indústria de bens de capital teve baixa 23,6% em comparação a 2014, chegando aos 79,2 pontos, índice mais baixo desde 2006.

Ainda nesta mesma matéria o diretor do IEMI (Instituto de Estudos de Marketing Industrial), Marcelo Prado em entrevista salienta:

“2015 foi um ano difícil para o setor moveleiro, com cortes no crédito, queda de 7% na indústria em relação a 2014. Mais uma expectativa de aumento do desemprego até abril de 2016”.

Marcelo Prado ressalta ainda:

“As previsões para 2016 são as piores desde que o IEME começou a estudar o setor”.

Diante do exposto, torna-se mais que evidente que as indústrias terão que se adequar e promover ajustes internamente para refletirem tal empenho externamente 
e assim conseguirem algum resultado durante o ano de 2016.

Esteja certo que um dos pontos de partida será o investimento em treinamento de seus talentos, uma vez que muitas ainda atuam com deficiência de mão de obra especializada, pratica de gestão de inovação e mudanças estratégicas e administrativas.

Philip Kotler, o papa do Marketing, em uma entrevista exclusiva a José Salibi Neto, anos atrás afirmou:

“ A partir de agora as empresas terão de instalar um sistema de alerta (prevenção) e resposta rápida (o atendimento de pronto-socorro) que lhes permita desenvolver rapidamente novos cenários quando a economia entrar em queda, o que deve acontecer com frequência, e atuar neles.

Em outras palavras, as empresas precisarão abandonar a sensação de segurança que haviam construído com políticas, estratégias e táticas resultantes de anos de tentativa e erro e aceitar que agora surgiu um ponto de inflexão estratégica gigantesco. Ou mantêm a estratégia e correm os riscos derivados dessa decisão – o novo ambiente pode castigar e, inclusive, levar à ruptura–, ou reconhecem a necessidade de uma nova.”

Tal citação do “Mestre do Marketing” é plenamente pertinente para o momento atual!

As organizações de todos os tipos têm se deparado com cenários substancialmente modificados e mais dinâmicos.

Não há outra opção a não ser mudar e entender esta instabilidade pois é fator fundamental para o contexto de qualquer organização que queira sobreviver.

Desenvolver um profundo senso de percepção do ambiente, aliado à compreensão dos mecanismos de mudança interna e externa, é fator fundamental para que seja possível administrar uma empresa em busca de novas possibilidades e potencialidades sócio-econômicas.

Diante de tantos fatos, vejo como sendo pertinente uma citação do grande Mestre da Administração Moderna Peter Drucker:

" Mais importante na comunicação é ouvir o que não esta sendo dito." ( Peter Drucker)

Certos posicionamentos precisam ser melhor reavaliados no setor moveleiro!

A todos sugiro reflexão sobre posicionamentos estabelecidos!!!

Adélia Covre

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Uma Prática se faz Necessária na Indústria Moveleia - A Gestão da Inovação no Desenvolvimento de Novos Produtos!

Estamos diante de um ano de perspectivas para o Brasil nada animadoras é verdade.

A inflação deve ficar acima da meta. Os salários irão perder ainda mais o poder de compra e o desemprego irá aumentar.

Mas independente dos motivos que nos levaram a esse fato, precisaremos sem duvida alguma conviver com eles e mais, nos reinventarmos se pretendemos nos manter vivos até esse turbilhão passar.

Como a linha de crédito esta mais escassa, os consumidores irão continuar reduzindo os seus gastos nas mais diversas categorias e isso é ponto inevitável.

Diante desta perspectiva, a pergunta que precisa ser feita aqui é:

Está na hora das empresas investirem na gestão de suas marcas?

Esteja certo que não há momento melhor para isso e um dos caminhos alem dos conhecidos pelo marketing esta justamente na aplicação correta da Gestão da Inovação no Desenvolvimento de novos Produtos.

O amadorismo encontrado no processo de desenvolvimento de novos produtos tem produzido uma imagem negativa deste processo em muitas indústrias, mesmo para aquelas que conhecem as vantagens competitivas trazidas por esse tipo de estratégia.

O fato é que muitos projetos acabam se tornando inviáveis diante da incerteza criada já nos primeiros estágios deste processo nas indústrias.

O produto desenvolvido vai e volta com re-projetos do que foi desenvolvido, bem como do processo para ajustes e correções de conceitos, fato esse que poderia ter sido avaliado e tratado em fases mais iniciais do projeto e não durante o início de produção e isso é fato comum em muitas indústrias.

O Desenvolvimento de Novos Produtos ou simplesmente DNP como é conhecido pelos profissionais da área, tem adquirido ao longo dos anos, crescente importância para as empresas devido à acirrada concorrência e as demandas dos consumidores no mercado.

Tal fato tem forçado a elevação dos padrões de excelência dos níveis de qualidade, preço e prazo de desenvolvimento, precisam ser compatíveis às melhores práticas as quais são internacionalizadas.

Paul Trott, Professor de Gestão da Inovação, Chefe de Estratégia Empresarial e Inovação Assunto Grupo da University of Portsmouth, trata em seu livro GESTÃO DA INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS, todos esses assuntos e muito mais.

O desenvolvimento de produtos é um processo complexo e de natureza multidisciplinar, que exige uma estreita relação entre a administração da empresa, a equipe de pesquisa e desenvolvimento e os setores de marketing, produção, compras, controle de qualidade e vendas, consumidores e fornecedores, para se obter assim o resultado desejado.

É comum em minhas andanças, encontrar indústrias aplicando de forma inadequada esse processo ou nem aplicando tal sistema de gestão.



Empresários de modo geral precisam compreender um preceito elementar:

“O Processo de Desenvolvimento de Produtos se caracteriza por alto grau de incerteza no início, porém, é neste momento que são realizadas as escolhas de soluções de projeto (materiais, conceitos, processos de fabricação, etc), as quais determinam aproximadamente 85% do custo final do produto. É importante fazer com que mudanças ocorram nas fases iniciais do desenvolvimento; quando o custo das alterações é menor. Estima-se que são possíveis reduções de mais de 50% no tempo de lançamento de um produto, quando os problemas de projeto são identificados e resolvidos com antecedência. Estima-se também, que o atraso na detecção e correção de problemas, à medida que se avança o projeto para a produção e o consumo, representa um aumento do custo de alteração, que cresce em progressão geométrica de razão 10 a cada fase” (Ferreira et al., 2006: 02)

Diante do exposto, é possível perceber que o caráter estratégico do desenvolvimento de produtos e sua formalização, torna-se fundamental através de processos de gestão da inovação, uma vez que existem requerimentos que atuam com análises partindo do interior para o exterior e trata causas externas às empresas que problematizam a questão.

Por um lado, a gestão da inovação em economias de mercado dinâmico, como o que estamos vivenciando, é um fator essencial para a sobrevivência das organizações, uma vez que elas, com freqüência, necessitam lançar produtos novos para se manterem à frente da concorrência que encontra-se cada vez mais acirrada.

É preciso ter claro que a gestão da inovação é importante. Afinal, os consumidores têm aumentado suas expectativas quanto a novidades em produtos e diminuído sua fidelidade às marcas, tornando os mercados muito mais competitivos e encurtando o ciclo de vida dos produtos lançados, o que tem obrigado as empresas a trabalhar com uma maior agilidade e eficiência no lançamento de novos produtos, pressionando para que haja uma diminuição no seu tempo de desenvolvimento.


A gestão da inovação é um tema abrangente e muitas vezes é confundido nas empresas com a gestão de processos de desenvolvimento de novos produtos ou com os projetos específicos de desenvolvimento de produtos e existe uma diferenciação entre cada uma destas atividades.

Em primeiro lugar na hierarquia da gestão da inovação, o processo em sentido amplo de gestão da inovação representa uma visão ampliada da geração e do domínio do conhecimento aplicado aos produtos e processos que são desenvolvidos pelas indústrias.

A gestão da inovação possui um escopo sistêmico direcionado que é mais amplo do que propriamente a gestão do processo de desenvolvimento de produtos ou simplesmente os projetos de desenvolvimento de novos produtos.

Isso ocorre, uma vez que está relacionado com atividades estratégicas das mais variadas.

Ainda na nível sistêmico, a gestão da inovação pode ser interpretada pela composição de dois sub-sistemas básicos:

  • Por um lado há o subsistema de origem externa à empresa, por onde existem relações de transferência tecnológica e de conhecimentos e relações comerciais de compra tecnológica oriundas de empresas de bem de capital e fornecedores.
  • Por outro lado, existe o subsistema interno à empresa, por onde acontece a gestão do processo de desenvolvimento ou aprimoramento de produtos através das relações de integração entre os diversos departamentos.
Outro ponto importante proveniente da gestão da inovação é a gestão do processo de desenvolvimento do produto que visa os procedimentos de gerenciamento focalizados de maneira restrita na otimização de processos técnicos e organizacionais que serão utilizados nos projetos de desenvolvimento de novos produtos.

As indústrias do setor moveleiro, precisam entender melhor a necessidade de uma efetiva gestão do processo de desenvolvimento de produtos a qual pode ser evidenciada de forma clara pelas escolhas ocorridas no início do ciclo de desenvolvimento e que são responsáveis por cerca de 85% do custo do produto final.

Nos projetos de Desenvolvimento de Novos Produtos existe um processo ou uma série de etapas ou atividades que transformam um conjunto de entradas – inputs, em um conjunto de saídas - outputs.

Nesse processo existe uma seqüência de atividades dentro da indústria com a finalidade de conceber, desenvolver e comercializar um novo produto e isso, em sua maioria, não é respeitado.

Muitas dessas atividades são intelectuais e organizacionais, em vez de físicas e isso precisa ser compreendido pelas indústrias para que haja de fato a pratica da Gestão de Inovação e no desenvolvimento de novos produtos.


Por conceito.....

“Desenvolvimento de Produto é o processo de articulação das necessidades e oportunidades de mercado às possibilidades técnicas e organizacionais de uma empresa, no qual um conjunto de funcionários de diferentes áreas de uma empresa transforma dados em oportunidades de mercado e possibilidades empresariais em bens e informações para a fabricação de um produto comercial “(Cheng, 2000).

Vamos ter claro que uma empresa inovadora, diferencia-se de seus concorrentes, permanecendo em uma situação privilegiada, seja por seus custos menores, seja porque pode oferecer um produto de maior valor para o comprador, seja porque criou um novo mercado.

Esse diferencial faz com que o inovador possa ter lucros na medida em que a inovação se propaga.

Um fato que não pode ser deixado de lado aqui é que, a busca de lucros mais elevados levará as empresas a permanentes esforços para introduzir inovações que lhes permitam diferenciar-se dos concorrentes.

Quando uma organização lança uma inovação, seja ela a nível for, em determinada indústria, ela passa a ser diferente das outras concorrentes. Afinal, se por um lado tem maiores custos, por outro lado tem maiores vantagens de gozar exclusivamente dos lucros provenientes da inovação, isso enquanto a mesma não se difundir no mercado.

Um ponto importantíssimo ao qual é preciso ter claramente é que:

Gerar inovações requer talento e as indústrias devem buscar e reter talentos em diversas áreas e de forma estratégica sempre.

Empresários da indústria moveleira, reflitam sobre esse tema.

Afinal em um mercado recessivo e competitivo é fundamental o uso de boas estratégias!

Encerro esse post, com um modelo de referencia de processo de desenvolvimento de novos produtos ao qual deve servir para uma boa reflexão:

"O PDP( Processo de Desenolvimento de Produtos), consiste em uma série de atividades que se iniciam com a análise das necessidades do mercado, das possibilidades tecnológicas e dos recursos, e que devem estar alinhadas aos objetivos estratégicos das empresas. Abrange as atividades de elaboração das especificações de projeto do produto e de seu processo de produção e finaliza com as atividades de acompanhamento do produto no mercado, após o seu lançamento, para identificar eventuais mudanças necessárias, e com as atividades de descontinuidade do produto no mercado. O PDP exerce influência e é influenciado em todas as fases do ciclo de vida do produto, da concepção ao descarte e retirada do produto do mercado.(Rozenfeld et al. (2006))"

A todos uma magnifica e proveitosa semana!!!

Adélia Covre

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Iniciando mais um Ano - 2016 e a nova visão do mercado!

Após um ano conturbado e cheio de surpresas negativas devido a crise econômica e política, chegou à hora de sairmos da nossa zona de conformismo e encararmos a crise instaurada no mercado de frente.

2016, inicia-se com alguns dos maiores especialistas financeiros nos alertando sobre recessões e crises.

Segundo Marcos Mollica sócio-responsável pela gestão de recursos da Rosenberg Partners, tudo indica que em 2016 chegaremos ao "fundo do poço" e a economia poderá voltar a se recuperar em 2017, ainda que lentamente. ( Noticia essa fornecida pelo site da BBC).

Mas é preciso iniciar o ano efetuando um planejamento para 2016 visando um ano produtivo e acima de tudo positivo por mais que especialistas digam o contrario.

O Fato é que, é preciso ser encarada a situação real dos fatos e reinventar-se para conseguir obter lucro neste ano que esta apenas iniciando.

Durante muito tempo, as indústrias, em especial as do setor moveleiro, viveram uma onda de venda fácil, isso devido a incentivos criados para o setor de construção de civil. Esqueceram-se que uma grande bolha estava sendo criada no mercado e lições básicas foram deixadas de lado.

Mas chorar o leite derramado não vai trazer lucros e menos ainda o cliente. O importante agora é levantar o otimismo e partir para a luta.

Apesar da crise ter afetado diversos setores da economia e muitas empresas, a verdade é que a crise não é para todos, principalmente para quem sempre inova. Um bom exemplo desse fato, são as startups que estão surgindo com novas ferramentas, novos serviços e produtos para o mercado.

Muitas empresas estão adaptando-se para a nova realidade de consumo e percepção do novo público comprador.

De que maneira?.....INOVANDO!!!

Primeiramente é necessário ter consciência que toda crise abre oportunidades raras para a supe­ração dos rivais. Contudo, para conseguir triunfar, é fundamental em primeiro lugar avaliar sistematicamente a capacidade da sua empresa de enfrentar uma crise e tomar todas as medidas corretivas para assim ter competência para enfrentar o mercado recessivo.

Àquelas medidas empurradas com a barriga por muito tempo.

Grandes mestres do mercado financeiro tais como: David Rhodes e Daniel Stelter, do Boston Consulting Group, sugerem uma abordagem abrangente, abordagem essa que é ao mesmo tempo defensiva e ofensiva para que assim possa ser enfrentado o desafio.

Contudo, para certas empresas, o resultado do processo poderá ser um programa de medidas imediatas que represente uma forma que venha a turbinar tudo o que se faz em tempos normais, mas para outras, poderá ocorrer uma dolorosa constatação de que há uma urgência eminente de reestruturação para poder atingir o alvo.

Nos dias atuais, as marcas precisam olhar além dos canais comuns para permanecer à frente, em vez de simplesmente embarcarem no vagão do trem.

Com novas ferramentas, com as pessoas mais conectadas e participando mais da comunicação das empresas, existem diversas possibilidades para as marcas trabalharem com o seu público. Afinal, devemos reconhecer que em tempos de crise, as pessoas tendem a gastar menos, então a sua empresa deve aumentar os esforços para que o público-alvo do seu mercado escolha a sua marca no lugar dos concorrentes.

Para isto, a sua empresa deve estar preparada para atitudes que estimule seu público e o mantenha sempre por perto, por isto, listamos abaixo algumas ações que, com o planejamento certo, pode ser trabalhado tanto em uma campanha institucional, como promocional e gerar ótimos resultados para o ano de 2016.

O marketing se ajusta e reage constantemente às mudanças nas tecnologias e atitudes. 

Embora o marketing digital tenha sofrido uma transformação substancial nos últimos anos, a tecnologia que estimulou as mudanças está crescendo em um ritmo mais acelerado do que a maioria das marcas consegue acompanhar.

É preciso investir em marketing de relacionamento. Pois a meta desta modalidade de marketing é focar na construção de uma lealdade mais forte e envolvimento com o cliente a longo prazo, em vez de uma aquisição de cliente e vendas individuais rápidas e de curto prazo.

Ele ajuda as empresas a desenvolver conexões mais fortes e emotivas entre o cliente e suas marcas, que impulsionam promoções boca a boca e geração de leads.

Através de conversas e relações significativas com o cliente, as empresas criam clientes leais e promotores da marca.

As empresas que fazem bem o marketing de relacionamento definirão um padrão mais alto para outras marcas que estejam concorrendo pelas conexões mais significativas.

Gravem isso: A partir de 2016, o marketing personalizado e conduzido por dados se tornará cada vez mais importante.

As abordagens invasivas e de massa ao marketing decairão lentamente, à medida que os profissionais de marketing que focam em relacionamentos aumentarem seus negócios.

Todos os relacionamentos sólidos são construídos sobre a confiança. A transparência entre clientes e marcas é essencial, portanto, as empresas devem ter isso em mente ao traçar as táticas de marketing de relacionamento.

Usar uma plataforma de automação de marketing facilita a programação de e-mails, segmentação de contatos, automação de publicação de mídias sociais, gerenciamento do seu conteúdo e acompanhamento do ciclo de vida de clientes em seu funil de marketing.

Com ainda mais foco no marketing para fornecer resultados, os gestores de marketing devem fazer uma avaliação das habilidades de sua equipe, observar as falhas e definir uma estratégia de automação robusta para ajudar as vendas através do envolvimento de Clientes em potencial, qualificação de leads e redução do ciclo de vendas geral.

“O Marketing está se tornando mais um batalha baseada em informações do que uma batalha no poder de vendas.” (Philip Kotler)

A tecnologia de realidade virtual, como Oculus Rift (equipamento de realidade virtual para jogos eletrônicos), terá inevitavelmente um enorme impacto na maneira que os profissional de marketing envolverão os consumidores em 2016.

Uma das coisas mais importantes em marketing, especialmente para os Millennials (Famosa Geração Y), é a personalização.

As empresas que não fornecerem uma experiência virtual para clientes prospectivos, como lojas de varejo, terão uma queda nas vendas.

A adoção da realidade virtual a partir de 2016 ocasionará, sem dúvida, algum tipo de mudança na ideologia de marketing. Logo, é melhor embarcar na realidade virtual agora para dar uma primeira olhada no que essa nova tecnologia nos mostrará.

Nestes novos tempos, profissionais de marketing compreenderão que o Snapchat, que é um mensageiro semelhante ao WhatsApp Messenger, mas que envia imagens pelo bate-papo que só duram alguns segundos, sendo destruídas em seguida, já está entrando no espaço de uma plataforma de marketing padrão. Ela não é apenas uma ferramenta para experimentos divertidos em marketing, mas sim é uma plataforma na qual os usuários estão se reunindo para absorver as mídias sociais em tempo real.

Para quem ainda não sabe, o Facebook já vem trabalhando em testes em seu próprio mecanismo de pesquisa, parece inevitável que os recursos de pesquisa irão além do Google, Bing e Yahoo.

Na medida em que os recursos de pesquisa melhorarem nas mídias sociais, as marcas obterão um impulso automático. Além disso, quando botões de comprar e mensagens de pagamento aparecerem nas mídias sociais em 2016, uma plataforma do tipo "tudo em um" se manifestará obtendo-se assim mais convergência.

A pesquisa avançada trará uma experiência social mais integrada que expande o domínio do comércio eletrônico. Se você alimentar seus esforços de marketing nessa pesquisa, no tudo em um, do tipo comprar e compartilhar, das mídias sociais, é claro que sua marca terá retorno.

Torne o processo de compra mais fácil, mas também transforme-o em uma experiência motivadora. 

Para quem ainda duvida, acho bom ler o livro do Papa do Marketing Philip -  Marketing 3.0 - As Forças Que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado No Ser Humano.

No Marketing 3.0, o futuro está em 3 conceitos chave: Colaboração, Cultura ou comunitização e Espiritualidade ou Criação de Caráter.

Kotler as define como:

1. A ERA DA PARTICIPAÇÃO E DO MARKETING COLABORATIVO
    a. Mídias sociais expressivas
    b. Mídias sociais colaborativas
2. A ERA DO PARADOXO DA GLOBALIZAÇÃO E DO MARKETING CULTURAL
3. A ERA DA SOCIEDADE CRIATIVA E DO MARKETING ESPIRITUAL OU DO ESPÍRITO HUMANO - Espiritualidade ou Criação de Caráter

Todas essas tendências representam uma visão global do que esta surgindo no mercado.

Todos nós sabemos que em nosso país há uma tendência que 2016 seja para todas as áreas ainda um ano a se enfrentar a crise econômica. Contudo, saber aproveitar as oportunidades será um diferencial.

“Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho”( Peter Drucker)

A todos um excelente inicio de Ano!!!


Adélia Covre

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