Após um ano conturbado e repleto de grandes lições deixadas pelo ano anterior, torna-se inadmissível a persistente postura encontrada em alguns pólos industriais do setor moveleiro.
O descaso perante aos fatos da atualidade, é algo que ainda persiste.
Nos deparamos até mesmo com gestores que teimam ainda em negligenciar o momento delicado ao qual estamos vivenciando, negando-se inclusive assumir a fragilidade existente no setor.
A resilência é uma prática necessária?.....Com certeza que sim.
No entanto cabe lembrar nesse sentido, que o primeiro passo para a mudança, para o acerto é a conscientização e não a negação dos fatos.
A profissionalização e o desenvolvimento de competências são essenciais daqui para frente.
Diante da falta de iniciativas positivas, encontramos até mesmo alguns sindicatos de classe desse setor castigado pela atual situação econômica do país, tendo atitudes contrárias à geração de incentivos a seus associados. Incentivos estes que visem uma melhora na capacitação dos colaboradores de empresas associadas, puramente por acomodação ou visão deturpada dos fatos ou do direcionamento mercadológico.
Mas há um questionamento neste caso que precisa ser feito:
São as empresas do setor que não tem interesse na criação de tais incentivos ou são as entidades de classe que por manterem uma postura conservadora e de inatividade, alem de visão estratégica equivocada, é que teimam na não viabilização desses incentivos tão necessários a seus associados?
Neste contexto, caberia ainda uma segunda pergunta:
Qual empresa se associaria a um sindicato de classe não comprometido com o mercado e que não promove a criação de incentivos que visem a capacitação, profissionalização e o desenvolvimento de competências que visem maior e melhor desempenho de seus clientes-associados?
São perguntas
que precisam um profundo questionamento por parte de todos os envolvidos deste
setor.
O momento delicado, ao qual experienciamos em nosso país, nos faz enfrentar agora desafios que têm associadas, lições que todos nós precisamos e devemos urgentemente aprender.
Desafios estes que estimulam novas formas de pensar, de administrar, de interagir e que muitas vezes não são evidentes em um primeiro momento.
Os pólos industriais, estes de modo geral, estão diante de um grande desafio e muitos ainda resistem ao fato iminente da necessidade de ajustes, muitas vezes por mero orgulho, recusam-se admitir erros cometidos em sua gestão ao longo de suas historias.
Obviamente que aqueles que acompanham o setor e o mercado aqui em evidencia, sabem perfeitamente que algumas poucas indústrias conseguiram driblar o ano difícil do ponto de vista econômico e político e quero salientar aqui que as que conseguiram este feito, em sua grande maioria foram as que criaram incentivos, praticaram inovações e as que direcionaram seus produtos para mercados atrativos, como o caso das exportações aproveitando a alta da moeda americana.
Muitas indústrias, e isso é fato comprovado, por cometerem falhas em suas gestões administrativas, optaram pela recuperação judicial como estratégia para não perderem suas empresas e muitas outras encontram-se em delicada situação por não aceitarem que nesta nova linguagem de mercado, todos estão sendo intimados a mudar, a rever seus processos, métodos e modelos de gestão em todas as modalidades.
Explicitamente, é um puxão de orelhas do mercado dizendo NÃO a incompetência predominante!
Impressionante, como velhos conceitos de origem conservadora e por que não dizer ultrapassada, persistem ainda nas entranhas desse setor.
Incentivos de investimento em treinamento, capacitação e os de pesquisa e planejamento estratégico são confundidos com despesas ou ainda pior, com desperdício, perda de tempo ou algo desnecessário.
Isso me remete a inteligente frase:
“Não sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: Não creiam que mão de obra barata ainda seja uma vantagem”.( Peter Drucker)
Que o Mercado deve melhorar?
Quanto a isso não devemos ter a menor duvida, porem terá que piorar ainda muito para que depois haja a retomada de crescimento, ao menos são as referencias de muitas consultorias financeiras de renome.
Quanto a isso não devemos ter a menor duvida, porem terá que piorar ainda muito para que depois haja a retomada de crescimento, ao menos são as referencias de muitas consultorias financeiras de renome.
Vamos lembrar aqui que a sujeira esta sendo retirada debaixo do tapete, finalmente!
Nosso País viveu durante alguns anos no vácuo de um mercado motivado por incentivos gerados por um governo sem premissas estratégicas, ocasionando uma gigantesca bolha econômica sem precedentes.
Obviamente que uma hora a economia fatalmente se ressentiria da avalanche de atos impensados e como "Toda Ação provoca uma Reação".....estamos hoje sendo convidados a efetuar lições que deveriam ter sido promovidas em anos anteriores a título de prevenção ainda quando o mercado mantinha-se promissor.
Lembrando que o planejamento estratégico de marketing e produtos de uma empresa, pode melhorar a sua competitividade, o objetivo central agora deverá ser a criação de incentivos para atingir o objetivo central que é manter-se de maneira sadia no mercado até a poeira baixar e o país retomar seu crescimento e para isso será fundamental investigar a influência do planejamento estratégico para uma empresa respondendo a três perguntas básicas e suas adjacentes:
1. A empresa esta fazendo algum movimento neste momento visando atingir seu objetivo?
2. O que esta acontecendo no ambiente comercial?
3. O que a empresa deveria estar fazendo e não esta?
Perguntas simples assim são fundamentais para um inicio de análise interna, mas será que as indústrias moveleiras estão preocupadas e efetuando essas três perguntas básicas?
Alguma cogitou diante de sua fragilidade efetuar um diagnóstico estratégico?
“A administração é um processo operacional composto por funções como: Planejamento, organização, direção e controle.”( Peter Drucker)
“A administração é um processo operacional composto por funções como: Planejamento, organização, direção e controle.”( Peter Drucker)
O ponto positivo de todo esse cenário é que as melhores oportunidades de crescimento surgem justamente em épocas de crise, quando a capacidade de reação se manifesta impelida pelo instinto de sobrevivência.
Outro ponto de fundamental relevância e que não pode ser deixado de lado é o treinamento constante visando maior capacitação de seus colaboradores e maior competência no mercado.
Afinal em cenários nebulosos, treinamento é insumo básico e pré-requisito para uma gestão de sucesso!
Quando falamos em treinamento de pessoas, é fundamental compreender que treinar deve ser uma constante no mundo atual, e um programa de treinamento deve estar diretamente ligado às necessidades de uma empresa, com comprometimento total de toda a equipe de colaboradores, incluindo supervisão, gerência e diretoria.
Afinal, quando é feita uma análise organizacional a partir de um diagnóstico no qual conheceremos a missão, os valores e os principais objetivos e estratégias da empresa, devemos ter a certeza de que todo o corpo de colaboradores está devidamente envolvido e comprometido com o esforço e foco para o desenvolvimento e treinamento das competências necessárias para formação de novas habilidades, que serão requeridas especificamente para cada função do quadro organizacional.
Mas os pólos industriais do setor moveleiro estão se preocupando em promover iniciativas dessa ordem com sucesso comprovado?
O momento atual, nos chama para o desenvolvimento da competência, da mudança de valores estagnados.
Será que nesse sentido algo esta sendo feito pelo setor?
As indústrias estão investindo em capacitação de seus colaboradores visando o aumento da eficiência e da competência exigidos nesses novos tempos?
É preciso ser encarado de frente a nova realidade e preparar mesmo que tardiamente, o futuro das ações daqui para frente, não podemos esquecer que hoje um erro pode ser fatal.
Vamos a alguns dos fatos que precisam ser levados em conta daqui para frente!
Em entrevista ao Portal eMóbile ( http://mobdg.co/1ZM25kq), Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) afirmou:
“ As vendas de painéis de madeira das associadas da Ibá do ano de 2015 registraram recuo de 11,3% em relação ao ano de 2014 (em m3), devido aos impactos da menor atividade no setor de construção civil em consequência da instabilidade econômica. Se a venda de imóveis não cresce, a comercialização de móveis e pisos cai.”
Segundo ela ainda: “A indústria brasileira de painéis de madeira reconstituída continuará focada na exportação de seus produtos e acompanhando com cautela os cenários e o desempenho do setor de construção civil e do setor de móveis no Brasil, que foram significativamente afetados pela instabilidade econômica.”
Diante do exposto, podemos observar o reflexo na indústria moveleira e que o setor ainda espera.
Mas por outro lado, outra pesquisa, apontou um crescimento bem interessante nas vendas de móveis pelo sistema e-commerce que obteve uma taxa de crescimento nominal de 15,3% em comparação com o ano de 2014.
Outro dado interessante é dessa outra pesquisa efetuada e divulgada também pelo Portal emóbile (http://mobdg.co/1NjSfdh):
O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis no período de janeiro a março de 2016 é 41,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR) em parceria com o PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração). Se comparado ao mesmo período de 2015, ocorreu queda de 8,4 pp. (pontos percentuais).
Entre os principais itens de intenção de compra estão respectivamente: linha branca (8,6%), móveis (7%) e viagens e turismo (7%). No mesmo período em 2015, a categoria móveis liderava esse ranking com 8,8%, a linha branca ficava em segundo lugar com 8,6%.
Diante de tais dados, podemos concluir que as indústrias moveleiras carecem sim do necessário ajuste objetivando adequar-se a esse novo perfil mercadológico.
Em uma outra matéria divulgada pelo site Celulose online (http://celuloseonline.com.br/ibge-setor-moveleiro-fecha-2015-em-baixa/), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram que a indústria de bens de capital teve baixa 23,6% em comparação a 2014, chegando aos 79,2 pontos, índice mais baixo desde 2006.
Ainda nesta mesma matéria o diretor do IEMI (Instituto de Estudos de Marketing Industrial), Marcelo Prado em entrevista salienta:
“2015 foi um ano difícil para o setor moveleiro, com cortes no crédito, queda de 7% na indústria em relação a 2014. Mais uma expectativa de aumento do desemprego até abril de 2016”.
Marcelo Prado ressalta ainda:
“As previsões para 2016 são as piores desde que o IEME começou a estudar o setor”.
Diante do exposto, torna-se mais que evidente que as indústrias terão que se adequar e promover ajustes internamente para refletirem tal empenho externamente e assim conseguirem algum resultado durante o ano de 2016.
Mas os pólos industriais do setor moveleiro estão se preocupando em promover iniciativas dessa ordem com sucesso comprovado?
O momento atual, nos chama para o desenvolvimento da competência, da mudança de valores estagnados.
Será que nesse sentido algo esta sendo feito pelo setor?
As indústrias estão investindo em capacitação de seus colaboradores visando o aumento da eficiência e da competência exigidos nesses novos tempos?
É preciso ser encarado de frente a nova realidade e preparar mesmo que tardiamente, o futuro das ações daqui para frente, não podemos esquecer que hoje um erro pode ser fatal.
Vamos a alguns dos fatos que precisam ser levados em conta daqui para frente!
Em entrevista ao Portal eMóbile ( http://mobdg.co/1ZM25kq), Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) afirmou:
“ As vendas de painéis de madeira das associadas da Ibá do ano de 2015 registraram recuo de 11,3% em relação ao ano de 2014 (em m3), devido aos impactos da menor atividade no setor de construção civil em consequência da instabilidade econômica. Se a venda de imóveis não cresce, a comercialização de móveis e pisos cai.”
Segundo ela ainda: “A indústria brasileira de painéis de madeira reconstituída continuará focada na exportação de seus produtos e acompanhando com cautela os cenários e o desempenho do setor de construção civil e do setor de móveis no Brasil, que foram significativamente afetados pela instabilidade econômica.”
Diante do exposto, podemos observar o reflexo na indústria moveleira e que o setor ainda espera.
Mas por outro lado, outra pesquisa, apontou um crescimento bem interessante nas vendas de móveis pelo sistema e-commerce que obteve uma taxa de crescimento nominal de 15,3% em comparação com o ano de 2014.
Outro dado interessante é dessa outra pesquisa efetuada e divulgada também pelo Portal emóbile (http://mobdg.co/1NjSfdh):
O índice de consumidores que pretendem efetuar uma compra de bens duráveis no período de janeiro a março de 2016 é 41,2%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (IBEVAR) em parceria com o PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração). Se comparado ao mesmo período de 2015, ocorreu queda de 8,4 pp. (pontos percentuais).
Entre os principais itens de intenção de compra estão respectivamente: linha branca (8,6%), móveis (7%) e viagens e turismo (7%). No mesmo período em 2015, a categoria móveis liderava esse ranking com 8,8%, a linha branca ficava em segundo lugar com 8,6%.
Diante de tais dados, podemos concluir que as indústrias moveleiras carecem sim do necessário ajuste objetivando adequar-se a esse novo perfil mercadológico.
Em uma outra matéria divulgada pelo site Celulose online (http://celuloseonline.com.br/ibge-setor-moveleiro-fecha-2015-em-baixa/), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram que a indústria de bens de capital teve baixa 23,6% em comparação a 2014, chegando aos 79,2 pontos, índice mais baixo desde 2006.
Ainda nesta mesma matéria o diretor do IEMI (Instituto de Estudos de Marketing Industrial), Marcelo Prado em entrevista salienta:
“2015 foi um ano difícil para o setor moveleiro, com cortes no crédito, queda de 7% na indústria em relação a 2014. Mais uma expectativa de aumento do desemprego até abril de 2016”.
Marcelo Prado ressalta ainda:
“As previsões para 2016 são as piores desde que o IEME começou a estudar o setor”.
Diante do exposto, torna-se mais que evidente que as indústrias terão que se adequar e promover ajustes internamente para refletirem tal empenho externamente e assim conseguirem algum resultado durante o ano de 2016.
Esteja certo que um dos pontos de partida será o investimento em treinamento de seus talentos, uma vez que muitas ainda atuam com deficiência de mão de obra especializada, pratica de gestão de inovação e mudanças estratégicas e administrativas.
Philip Kotler, o papa do Marketing, em uma entrevista exclusiva a José Salibi Neto, anos atrás afirmou:
“ A partir de agora as empresas terão de instalar um sistema de alerta (prevenção) e resposta rápida (o atendimento de pronto-socorro) que lhes permita desenvolver rapidamente novos cenários quando a economia entrar em queda, o que deve acontecer com frequência, e atuar neles.
Em outras palavras, as empresas precisarão abandonar a sensação de segurança que haviam construído com políticas, estratégias e táticas resultantes de anos de tentativa e erro e aceitar que agora surgiu um ponto de inflexão estratégica gigantesco. Ou mantêm a estratégia e correm os riscos derivados dessa decisão – o novo ambiente pode castigar e, inclusive, levar à ruptura–, ou reconhecem a necessidade de uma nova.”
Tal citação do “Mestre do Marketing” é plenamente pertinente para o momento atual!
As organizações de todos os tipos têm se deparado com cenários substancialmente modificados e mais dinâmicos.
Não há outra opção a não ser mudar e entender esta instabilidade pois é fator fundamental para o contexto de qualquer organização que queira sobreviver.
Desenvolver um profundo senso de percepção do ambiente, aliado à compreensão dos mecanismos de mudança interna e externa, é fator fundamental para que seja possível administrar uma empresa em busca de novas possibilidades e potencialidades sócio-econômicas.
Diante de tantos fatos, vejo como sendo pertinente uma citação do grande Mestre da Administração Moderna Peter Drucker:
" Mais importante na comunicação é ouvir o que não esta sendo dito." ( Peter Drucker)
Certos posicionamentos precisam ser melhor reavaliados no setor moveleiro!
A todos sugiro reflexão sobre posicionamentos estabelecidos!!!
Adélia Covre



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