AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Cadeia Moveleira pela Ótica do Produto em 2016!

O quadro de instabilidades na economia do país, nos fez iniciar 2016 com vários especialistas, empresários e consultores do setor moveleiro, passando inúmeros aconselhamentos referentes a estratégias à serem adotadas pelos moveleiros, com o objetivo único, que esse setor tão castigado pela falta de iniciativas rumo a inovação e mudança comportamental, consiga driblar os saldos baixos provocados pela desaceleração do consumo.

Contudo, sabemos todos perfeitamente que o inicio de qualquer boa iniciativa, inicia-se pela mudança interior proveniente de nossa linha de pensamento e consequentemente, comportamentos.

Afinal, iniciativa alguma ocorre enquanto possuirmos alguma resistência a ela!

É um principio budista, porem é um ensinamento valioso ao qual se encaixa perfeitamente nesse contexto.

Contrariando alguns dos comentários vinculados na mídia, acredito que houve sem a menor sombra de duvidas, uma mudança comportamental do consumidor sem precedentes com relação a sua forma de comprar.

Com recursos escassos, o cliente de hoje passou a comprar o necessário, quando decide pela compra, deseja que sua experiência com o objeto do desejo provoque sentimentos que agreguem valores substanciais a seus sentidos.

“Ele” não aceita mais, pagar muito por tão pouco oferecido.

Quer ter suas necessidades e desejos de consumo satisfeitos no âmbito não somente da funcionalidade, beleza, interatividade, praticidade e segurança mas principalmente....

......O Consumidor PASSOU A DAR VALOR AOS SENTIDOS!

Este novo público deixou de comprar para satisfazer suas necessidades básicas.

Nesse novo momento, ele adquire um produto levando em conta seu emocional deixando o racional praticamente de lado e, por isso, o Mestre Kotler afirma que o consumidor atual passou a comprar com coração, mente e espírito.

Para esse novo consumidor, o valor do produto adquirido deixou de ser apenas funcional e passou a ser totalmente emocional.

Logo, a pergunta no mercado que será realizada por esse novo perfil de cliente na hora da compra será:

QUAL PRODUTO ME AGREGARÁ VALOR EMOCIONALMENTE?

Essas são as premissas da era do Marketing 3.0.

Um outro importante aspecto ao qual é preciso levar em consideração e será importante nestes novos tempos, deverá ser em relação à tecnologia, que embora um dia tenha ocorrido pelos modos da revolução industrial ou da informação, hoje é considerada no mercado mundial como a “tecnologia de uma nova era”.

As indústrias do futuro estão bem diante de nossos olhos !

Ferramentas tecnológicas poderosas estão hoje disponíveis no mercado e a disposição das indústrias.

A exemplo podemos citar o sistema MES , que é uma poderosa e inovadora ferramenta da tecnologia da informação, concebida para dar suporte à gestão dos processos produtivos, a proporcionar meios para aumentos consistentes de produtividade e qualidade e redução de perdas, custos e prazos.

Através dela, gestores podem obter instantaneamente respostas tais como:

1. O que está acontecendo na fábrica neste instante?

2. Onde estão as origens das perdas, onde se encontram as maiores deficiências na manufatura?

3. Quais são os reais índices de utilização dos equipamentos?

4. Como foram consumidas as horas disponíveis dos recursos produtivos?

5. Onde é possível obter ganhos, melhorar processos de forma a tornar a empresa mais produtiva?

6. Quais são os tempos reais (ciclos de produção, set-up, paradas, manutenções, etc.)?

Nos últimos anos, o indicador chamado OEE (Overall Equipment Effectiveness), proposto na metodologia TPM (Total Productive Maintenance), vem sendo aplicado por diversas indústrias de produção 
em série e apresentando resultados significativos.


Com o indicador OEE, é possível ser verificado o quanto uma empresa está utilizando os recursos disponíveis de máquinas, de mão-de-obra e de materiais em sua produção.

A grande vantagem desse indicador é que ele desmembra a eficiência em três indicadores:

DISPONIBILIDADE, PERFORMANCE E QUALIDADE.

O OEE pode ser considerado um integrador de áreas, já que fornece a informação de desempenho que afeta toda a indústria. Deste modo, todas as áreas como manufatura, engenharia, qualidade e manutenção respondem pelo mesmo indicador e devem trabalhar em conjunto para a melhoria comum.

Além disso, o OEE fornece dados para a tomada de decisões estratégicas.

Logo através do OEE, gestores conseguem visualizar a real capacidade da indústria com relação ao atendimento de sua demanda, auxiliando os mesmos em decisões do tipo:


  • Qual a melhor e qual a pior máquina?
  • É melhor reformar a máquina? Ou é melhor trocar a máquina?
  • É preciso ampliar a fábrica ou incluir mais linhas de produção?
  • Utilizar um quarto turno nos fins de semana, pode atender a carteira de pedidos?
Assim sendo, é muito mais avançada e direcionada para vários ramos de atividade e portanto, esse fator será necessário ser levando em consideração durante o estudo de uma estratégia de marketing.

Todos os gestores , precisaram ter claro que na era do marketing 1.0 segundo Kotler, a premissa era composta pelas maneiras inovadoras de criação de um produto concebido.

No Marketing 2.0, o intuito era ver o consumidor como ser humano, isso é, levar em conta seus sentimentos e emoções. Agora na era do marketing 3.0, a estratégia é baseada por sua vez, na junção da definição de como apresentar o conteúdo que foi definido nas duas primeiras, ao consumidor.

Um outro quesito tão importante quanto o restante exposto, é a questão da sustentabilidade, principalmente porque esse tema é um ponto chave desta nova geração da atualidade.

Logo, essa pauta jamais poderia passar despercebida nesta nova linguagem de mercado e obviamente no conceito proposto pelo Marketing 3.0, que vem apresentar também ao mercado, uma série de atitudes que visam investir de forma inteligente e não prejudicial ao meio ambiente.

Em mais esse post volto a insistir – “A ERA DA INCOMPETENCIA TERMINOU”!

A velha mania da cópia, efetuadas em grande parte das indústrias e realizadas internamente em sua maioria por gerentes industriais e engenheiros de produção, muito comum nesse setor, diga-se de passagem, terá que dar lugar à criatividade dos designers de produtos, aos quais são os verdadeiros especialistas desta área.

Abro parênteses para um fato muito importante:

Jamais existiu nesse mercado, tamanha valorização do design como a que esta ocorrendo nos dias atuais!

O velho hábito de jogar a sujeira para debaixo do tapete, provenientes dos diversos erros de gestão cometidos em muitas indústrias, terá nestes novos tempos, que dar espaço para a racionalização de processos internos e até mesmo alguns externos, para ser possível a redução e readequação de custos.

O amadurecimento das ações se dará por intermédio de um exímio plano de planejamento estratégico de ações voltadas a produtos e mercados a serem explorados.

Através de todos esses aspectos tratados, o Marketing 3.0 apresenta ainda 10 premissas que devem ser seguidas e dentre elas destaco três as quais estão entre os fundamentais para se ter sucesso daqui para frente:

1. As Indústrias precisarão respeitar seus concorrentes;

2. Deverão ser sensíveis às mudanças e estar prontas para transformarem (aqui se enquadra o quesito Inovação);

3. Precisam estar disponíveis e espalhar boas notícias, entre outras atitudes resilientes.


Em suma, daqui para frente será preciso que as indústrias estudem e principalmente entendam as mentes, os corações e os sentimentos deste consumidor do futuro para terem dessa forma, condição de garantir o sucesso de seus produtos no mercado daqui para frente.

Nessa “Era de Valores”, as empresas terão que estar conectadas por inteiro, isso que dizer precisarão estar conectadas com a mente, o corpo e alma não somente com seus clientes, mas com a sociedade em um todo.

“Numa cultura voltada para as inovações, como a nossa, os erros não são malvistos. A cada erro realizado, a administração não diz: ‘que estúpidos vocês são. ‘ E sim: ‘ o que nós podemos aprender com a falha?’” (Lívio De Simone, presidente mundial da 3M)

Que o setor moveleiro possa finalmente promover ações que os levem a consolidação do sucesso e consigam definitivamente reinventarem-se!!!

Adélia Covre

2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto! Sóbrio e muito contundente!

    Ontem mesmo gravei um vídeo falando que a venda não é mais orgânica...Se o vendedor não mostrar que o produto tem um significado emocional ou um certo valor ao cliente, não haverá venda!

    Setores tradicionais, como é o Moveleiro, precisam entender que a tradição não é fincar o pé no passado e sim entender as mudanças dos tempos e se perpetuar ao longo dos anos...muitos do setor ainda precisam se profissionalizar mais ou esse novo tempo irá consumi-los...

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  2. Agradecimentos Fabricio por suas palavras!.....Assim como Você estamos tentando ajudar esse mercado evoluir!....Forte abraço!

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