AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

sexta-feira, 25 de março de 2016

Smart Furniture – Um Conceito que veio para mudar definitivamente o velho conservadorismo!

www.weburbanist.com
O design de móveis na indústria moveleira aqui em nosso país, sempre foi extremamente preso a um conceito de estética oriundos de meados de um século ligado ao modernismo, este observado pelo mundo, através de uma mentalidade ligada a Revolução Industrial de manipulação de material pura e simplesmente.

Quando são utilizadas novas roupagens é o mesmo que fazer as mesmas velhas coisas, usando talvez um pouco mais de textura, ou mais lisos,  ou ainda com um perfil diferente, talvez um pouco mais baratos, mas são sempre as mesmas velhas coisas.

Diante de tantos novos conceitos surgindo no mercado, o Smart Furniture vem sendo um conceito que muita gente ainda não se deu conta integralmente de suas métricas e o quanto ele se apresenta vindo de encontro às nuances da visão do marketing desta nova era, o 3.0.

Vamos deixar claro que este conceito baseia-se na premissa do Mobiliário inteligente, um "Design espirituoso e inteligente”, ao qual cuida de seres humanos e naturalmente os conecta a essa imensa revolução tecnologia.

É um tipo de mobiliário que parte do principio do processamento de informações sobre o seu ambiente, seus usuários e outros dispositivos visando ser mais funcional e oferecer múltiplas funções, alem de causar emoções e ser elegante para seus usuários.

Clareando ainda mais as mentes, é um tipo de mobiliário que se adapta aos nossos desejos, hábitos e corpos, que faz com que a nossa experiência de mundo seja mais confortável, por isso é melhor do que a mobília tradicional que não causa reação alguma aos nossos sentidos.


www.engadget.com
O mobiliário inteligente pode fazer isso melhor do que os móveis convencionais, portanto, torna-se sem duvida mais atrativo.

Todo e qualquer Mobiliário deverá tornar-se mais inteligente nesse nova era.

Como nossas vidas mudam em alta velocidade, torna-se obvio que as ferramentas utilizadas em nossa vida mudem com a mesma velocidade.

Afinal, nosso mundo esta cada vez mais flexível, diversificado e rico de informações do que em eras anteriores.

Por mais que muitas pessoas, não tenham claramente em suas mentes, o mobiliário em uma casa, é o que define nosso ambiente de vida e é a principal ferramenta que pode reduzir a complexidade de nossas vidas, mas é quase nunca usado para isso.

A isso podemos chamar de interatividade com o que se usa, onde seja possível provocar sentimentos, emoções, algo que este novo conceito de marketing e esses novos tempos nos mostram claramente.

Além disso, um projeto espirituoso e inteligente pensa mais sobre a sustentabilidade ambiental e esse ponto é de extrema relevância e pouco explorado em nosso país.

Inúmeras pessoas estão atualmente animadas sobre a idéia da concepção do design inteligente, talvez pela sagacidade e inteligência do design intensamente centrado no ser humano e é justamente o que atrai as pessoas de um modo geral.

Como ferramentas, os projetos dos móveis atuais usam pouco das informações disponíveis para eles.


www.godownsize.com
O Smart Furniture é o conceito pioneiro do Design por Demanda ao qual combina tecnologias de visualização baseados na web e personalização em massa para fornecer aos clientes produtos de mobiliário personalizado que são exclusivamente adequados às necessidades de cada cliente e tecnologias inovadoras preferenciais.

Através dele, tomando como exemplo sua nova aplicação, o Smart Space que em nossa língua significa espaço Inteligente, habilita os clientes a verem como o seu mobiliário personalizado ficará no contexto de seus próprios espaços de forma rápida e facilitada.

Conhecido em toda a indústria por sua tecnologia inovadora e benefícios quanto ao atendimento do cliente, o Smart Space em conjunto com o Smart Furniture vem ganhando elogios de toda a indústria mundial  também pelo auxilio do crescimento das vendas de forma drástica.

Independentemente da sua definição de design, podemos dizer que quase todos concordam com o design inteligente quando se depara com produtos desenvolvidos dentro desse conceito.

O Design Inteligente descreve nada mais nada menos que usar a criatividade para fazer algo melhor do que era feito antes. Ele aplica-se a diversas indústrias, iniciando pela automobilística e percorrendo a de eletrodomésticos, arquitetura, moda, telefonia, mobiliário e continua a se estender para muitas outras áreas.


Se aplicarmos em sua definição de inteligente o termo espirituoso, obteremos um design inteligente e esperto e a exemplo, basta olharmos para o mundo do design automotivo como forma de inspiração, especialmente os avanços que estão sendo feitos na tentativa de criar carros esportivos híbridos.

Podemos observar neste caso a combinação do estilo emocionante com tecnologia inteligente. 


Isso é despertar os sentidos!

O processamento de informações tem permeado todos nós e em todos os aspectos de nossas vidas e isso vai culminar no mobiliário para o mercado de massa.

Algo será inevitável com relação aos Móveis em geral, eles passarão a ser inteligentes, eles entrarão com tudo no mercado mundial.

A questão que é preciso aqui questionar é quando irá de fato acontecer, de que forma irá acontecer e quais as indústrias moveleiras que comungarão desse conceito em definitivo.

Uma coisa é certa, ter Mobiliário inteligente é melhor do que ter mobiliário ter o convencional se analisado pelo lado dos sentidos.

Se alguma coisa pode fazer o seu objeto de desejo ser de forma mais elegante, eficiente, e inteligente, você não vai querer?

Quer outra razão para projetarmos coisas novas? 

www.core77.com

Pois bem, o mobiliário inteligente tem a capacidade de reduzir a complexidade e aumentar o conforto de nossas vidas diárias usando informações que temos disponíveis nesse mundo tão tecnológico.

As pessoas irão preferir mobiliário inteligente ao invés dos móveis convencionais, tenham certeza pois um mobiliário inteligente, apresenta a possibilidade de construção de mais utilidades ligadas a funcionalidade e mais possibilidades estéticas do que móveis regulares.

Se o mobiliário inteligente pode satisfazer as necessidades imediatas das pessoas melhor do que os móveis convencionais, o mercado não responderia favoravelmente?

É por isso que no mercado externo compram-se Ikea em massa. Porque sua proposta é inteligente!

Como os estilos de vida, estilos de trabalho e locais de trabalho mudam, assim também as ferramentas com as quais vivemos e a mudança de trabalho e móveis se adaptam a tais mudanças.

A cama Murphy a exemplo, foi uma solução tecnológica elegante para um problema social que era a questão dos pequenos apartamentos criados pela rápida urbanização no início do século 20 nos USA e Europa. 

O mobiliário inteligente irá fazer parte do movimento em direção a ambientes de trabalho e de vida mais flexíveis aos quais já estão em curso e como coevoluir com os novos ambientes sem alterar também os nossos conceitos relacionados a eles?

O mobiliário inteligente deverá abraçar informações como móveis convencionais abraçaram a fabricação.

Uma das idéias fundamentais por trás desse modernismo será deixar os materiais orientarem a concepção, para maximizar as possibilidades inerentes à tecnologia, é ai que entra a concepção do Smart Materials, materiais inteligentes que lembrando a todos, 
são materiais concebidos que têm uma ou mais propriedades que podem ser significativamente alteradas de uma forma controlada por estímulos externos ou seja, comportamento inteligente que ocorre quando um material pode sentir algum estímulo do seu ambiente e reagir a ele de uma forma útil, confiável, reprodutível e geralmente reversíveis.

Steve Jobs com sua ousadia na Apple, nos provou a anos atras que a criação de produtos inteligentes é algo que funciona e muito bem.


É hora do mobiliário aderir a essa tendência de maneira efetiva.

Que venham as novas formas mais criativas e ousadas de criar!

Excelente Páscoa a todos!

Adélia Covre

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os Caminhos do Mercado Mundial faz as Indústrias repensarem seus processos - Sistemas Produtivos Flexíveis (FMS -Flexible Manufacturing Systems)

Deixando a polemica crise política e econômica vivida no Brasil um pouco e lado, a recém encerrada Movelsul acabou realmente surpreendendo!

Além dos números expressivos divulgados pela mídia referentes aos números de visitações durante o evento, a estimativa do volume de negócios principalmente os ligados a exportação, acabaram superando e muito as expectativas, ainda mais diante de um clima controverso como é o vivido no nosso país atualmente.

Algumas indústrias resolveram finalmente aplicar um principio fundamental a ser utilizado em momentos de fortes trovoadas.

......A RESILÊNCIA....!

Empresários moveleiros estão percebendo que até então a inércia adotada no ano anterior fez apenas aumentar e muito a quantidade de pedidos de recuperação judicial no setor moveleiro.

Por mais que durante anos a fio todos renegaram esse fato, o design é um diferencial no mundo dos negócios, quando a filosofia de estilo denominada “styling”, com foco em tornar os produtos mais interessantes para acelerar vendas, foi difundida.

Um bom exemplo disso é o que acontece no universo dos automóveis.

O apelo emocional ainda responde pela maioria das escolhas, algo que o Papa do Marketing Philip kotler nos apresentou belíssimo bem em seu livro Marketing 3.0, linhas atraentes são cada vez mais importantes e por mais que todos relutem admitir, atualmente a estética está em ritmo de convergência com o surgimento de novas tecnologias. 

“Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da “co-criação”. ( Philip Kotler)

Estamos diante de uma era em que a tecnologia é quem dita os rumos que o design de produtos deverá adotar em conjunto com o consumidor.

Algumas indústrias até perceberam, mesmo que tardiamente, que conceber soluções inteligentes para espaços pequenos através de mobiliário projetado e modulado, com forte apelo em design, estilo e preços acessíveis é o caminho daqui para frente.

Como a concorrência passou a ser mundial e o mercado mostrou-se querer cada vez mais produtos diferenciados, as empresas que entenderam esse recado passaram a ter liderança em seus setores.

Mas o grande pulo do gato em toda essa questão para produzir produtos diferenciados na qualidade exigida e com um preço competitivo obviamente que é ter um processo de produção flexível a qual permite uma indústria produzir uma gama maior de produtos, com diferentes configurações, com qualidade e preço atraente.

A grande maioria das indústrias moveleiras foram preparadas para a produção em massa, ou seja, o foco está na estrutura da empresa, em aproveitar da melhor forma possível os recursos disponíveis, visando o menor custo unitário e a maior lucratividade.

Com o surgimento das técnicas de qualidade tais como: TQC, TQM, quality assurance, 5S, Six Sigma, dentre tantas outras, as quais grande parte delas foram desenvolvidas no oriente, as empresas de produção em massa puderam incorporar no seu dia-a-dia um modelo de produção mais condizente com as necessidades do mercado, que quer mais do que só o produto.

O Consumidor de hoje quer seus sentidos motivados e alem disso, nesses tempos atuais, o mercado quer também valores emocionais agregados, benefícios paralelos, qualidade além de preço.

Algo muito claro no conceito apresentado pelo Marketing 3.0.

Em suma, houve uma mudança substancial de valores no comportamento do consumidor.

Um ponto que precisa ser levado em consideração nesses novos tempos é que o desenvolvimento de novas tecnologias de processo, tem se dado em uma proporção tão gigantesca que a taxa de desenvolvimento tecnológico pode ter ultrapassado a habilidade das pessoas em utilizarem plenamente as tecnologias ou mesmo entenderem plenamente o seu potencial oferecido.

O resultado é uma provável sub-utilização dessas novas tecnologias ofertadas no mercado mundial que potencialmente, oferecem flexibilidade a qualquer organização que consiga transformar este potencial em flexibilidade real e o grande desafio nesse contexto é justamente entender como fazer isso de forma eficaz.

Muitos de vocês podem estar se perguntando porque uma designer industrial esta tocando nesse assunto!

Mas o motivo é bem simples. Uma vez que os produtos à serem ofertados estão passando por grandes mudanças de conceitos, torna-se imprescindível o designer acompanhar e entender a evolução do universo produtivo para ser possível o desenvolvimento na linguagem desses novos preceitos.

Para melhor entender a flexibilidade de recursos tecnológicos de um processo de produção é importante entender o conceito de economia de escala a qual ocorre quando o custo marginal da produção de um determinado produto é decrescente ou em outras palavras, quando os custos totais de produção crescem menos do que proporcionalmente com as quantidades produzidas.

A economia de escala normalmente ocorre por causa dos assim chamados custos fixos no processo de produção de uma indústria.

Os custos de preparação de máquinas é um fator muito importante a ser levado em conta quando se considera a flexibilidade de determinados equipamentos.

Quanto menos relevantes os custos de preparação, menos relevantes as economias de escala.

Logo, a produção de lotes pequenos se torna praticamente tão econômica quanto à produção de lotes grandes.

Trocando em miúdos, isto faz com que seja possível em uma linha de produção, a indústria produzir quantidades menores por produto dentro de uma grande variedade de diferentes produtos, isso a custos comparáveis aos custos da produção de grandes quantidades por produto de um ou apenas alguns tipos diferentes de produtos.

Segundo os professores e pesquisadores americanos, os engenheiros Gregory Howell e Glenn Ballard (1997), na tradicional forma de gestão de produção, a falta de cuidados em compatibilizar as metas com os recursos disponíveis e as incertezas e variações no fluxo de trabalho são freqüentemente solucionadas com a aplicação de folgas de tempo e de recursos de produção.

Na verdade, o conceito de flexibilidade busca exatamente o contrário para não causar danos e onerar o sistema produtivo. O princípio da flexibilidade pode então ser definido como a capacidade de equipamentos, materiais, componentes, elementos e processos produtivos em atender as exigências ou circunstâncias de produção e utilização mutáveis, sem que para isso ocorram variações significativas na quantidade de recursos necessários à sua produção e utilização.

Para melhor entendimento dos Sistemas Produtivos Flexíveis (FMS -Flexible Manufacturing Systems) é importante entender que ele se baseia em ferramentas controladas por computador onde os sistemas de manuseamento de materiais são integrados, controlados e programados centralmente.

O FMS para quem ainda não compreendeu, ele é um sistema com grande flexibilidade e altamente automatizado.

O Sistema pode ser responsável por varias funções, isso quer dizer que a indústria pode ter produção de peças diferentes umas das outras ao mesmo tempo, todas elas em um único equipamento e com a utilização de um único programa, assim economizando o tempo e mão de obra e sem falar da sua eficiência, porem a mão de obra necessária tem o custo mais alto, pois precisa de pessoas qualificadas para manuseá-la.

O FMS é formado por alguns sistemas e é preciso conhece-los:

• Sistema de armazenamento e processamento de material - equipamentos automatizados que fornecem e gerenciam o produto.

• Sistema de processamento - conjunto de máquinas com o comando numérico computadorizado (CNC).

• Sistema de Controle Computadorizado - realiza o controle operacional do conjunto.

O FMS vem conquistando o mercado mundial já faz algum tempo por permitir flexibilidade e eficiência reaproveitando todo o espaço, pois na maioria das vezes é feita uma linha de produção organizada em trilhos fazendo cada função em determinado tempo e alinhando com outras funções fazendo a produção ser mais agiu, também com sua função de alterar o programa, fazendo com que deseja seja realizado conforme o robô.

O FMS tem algumas categorias, e estás categorias são muito importantes para produção em massa, a primeira é machine flexibility que refere à habilidade do sistema de mudar para produzir novos produtos, e a habilidade de mudar a ordem de operações executadas, a segunda categoria é chamada routing flexibility que tem habilidade de usar múltiplas maquinas para fazer a mesma operação, também é a habilidade do sistema de absorver grandes mudanças seja no volume ou capacidade.

Vale ressaltar que o FMS funciona com maior eficiência quando se produz uma grande variedade de peças em pequenos lotes. Este fato leva os fabricantes a produzir uma maior variedade num tempo mais curto e a aumentar a utilização do equipamento.

As vantagens econômicas principais desse sistema são :

A. Volume – é possível produzir grande variedade de peças em pequenos lotes;

B. A Capacidade de manufaturar partes e produtos economicamente e em volumes pequenos – Permite Combinações de Produtos,permitindo processo simultâneo de diferentes produtos;

C.
A industria pode produzi r partes de um produto, ou sejs, podem ser somadas ou podem ser eliminados componentes de uma linha de produção ou equipamento;

D. Permite ainda o Roteamento (caminhos de produção alternativos disponíveis no caso de desarranjo ou mudanças súbitas em padrões de demanda);

E. Habilidade de responder as mudanças de mercado rapidamente;

F. Elimina problemas de qualidade;

G. Permite facilmente as mudanças de design;

H. Possibilita mudança na Sucessão de Processos;

I. Programa conflitos com um baixo volume de ponto de equilíbrio

J. Permite baixo custo de supervisão e baixos níveis de rejeição


As desvantagens são:

A. Aquisição inicial de alto custo ;

B. Dependência de manutenção altamente qualificada

C. É preciso pessoal de programação de computadores.


Como podemos notar após a explanação das vantagens e desvantagens, existem mais prós do que contras na adoção desse sistema nesses novos tempos.

É preciso avaliar de maneira correta a importância para o setor produtivo do uso de sistemas flexíveis de manufatura como objetivo estratégico para ser aplicado no mercado que se encontra em crescente concorrência interna e externa.

O uso de FMS, é de grande importância para que essas indústrias enfrentem os obstáculos da concorrência, tais como a inovação, a qualidade e a eficiência de sua produção.


"Os trabalhos que os robôs deixarão aos humanos serão os que exigem conhecimento. Só os mais bem-educados que poderão competir."(Howard Rheingold - Sociólogo e Escritor)

A todos uma excelente Páscoa e reflitam pois esse futuro já se encontra no presente!

Adélia Covre


segunda-feira, 14 de março de 2016

O Futuro da Nova Era Industrial bate a porta!

Em meio a toda essa balbúrdia política que estamos vivendo no Brasil, é preciso manter o foco e não esquecermos que o mundo corporativo não pode e nem deve parar.

O mercado esta ai para todos e o que precisamos é seguir o ritmo das mudanças e Inovar!....

Venho incessantemente em meus posts, batendo na tônica relativa aos avanços que estamos sofrendo quase que instantaneamente e convido a todos a refletir um pouco sobre esse assunto.

Mudanças e novos conceitos andam acontecendo com uma velocidade muito alem do que nossos cérebros conseguem absorver é verdade.

A grande maioria dos empresários do setor moveleiro, ainda não se deram conta do quanto é necessário daqui para frente, travar novas estratégias visando cada vez mais acompanhar todos esses avanços e inovações para ser assim possível atender esse mercado do futuro.

Que o setor industrial brasileiro vem enfrentando um momento de grandes desafios, isso todos concordamos. Mas ficar parado andando na contra mão dos fatos não trara beneficio algum, é preciso agora deixarmos o agonizante cenário politico de lado e focarmos no que o futuro esta nos anunciando mesmo diante de tantas controvérsias no mercado interno.


Visando preparar-se para esse futuro que nos bate a porta, muitas indústrias, aqui não necessariamente os moveleiros, andam adotando como alternativa para esse delicado momento econômico, investimentos intensos em tecnologias de ponta para trazer o dinamismo econômico que o setor precisa para competir com outros mercados mundiais.

Contudo é preciso não se deter apenas nesse ponto, pois a tecnologia é sem duvida ferramenta importante, porem produtos inteligentemente desenvolvidos e com estratégias delicadamente elaboradas, são sem sombra de duvida uma ferramenta poderosíssima para enfrentar esse delicado momento e o que esta ainda por vir nesses novos tempos.

O grande desafio que o setor industrial tem agora é elevar seu crescimento por intermédio da obtenção de um dinamismo superior ao que vinham acostumados e para sustentar esse desenvolvimento, é necessário abandonar a postura defensiva adotada por anos a fio e passar a adotar uma visão globalizada e que permita a todas elas uma abertura para os mercados globais.

A política industrial, principalmente a moveleira, precisa urgentemente incorporar atributos de inovação e que estejam articulados com a nova política de mercado tanto interno, quanto externo.


O empresariado precisará ter claro que a inteligência baseada em big data (termo que descreve o imenso volume de dados estruturados e não estruturados que impactam os negócios no dia a dia.), análises avançadas e a internet das coisas (revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores.), irão criar novas oportunidades em termos de vantagem competitiva daqui para frente.

A tendência apontada por estudos é que a flexibilidade em processos e mentes, com certeza será algo fundamental nessa nova era para as indústrias poderem enfrentar as novas exigências dos consumidores na esfera mundial.

Estudos apontam que as fábricas serão flexibilizadas, ou seja, adaptáveis e com técnicas de construção modular para permitir reescalonamento eficiente e diversificação da produção em vários locais. Isso deverá permitir que a energia, o consumo de água e o material consumido por elas, sejam gerenciados de forma mais eficaz em um mercado cada vez mais restrito de recursos, repercutindo ao produzir um ambiente mais adequado para atender às múltiplas necessidades de sua força de trabalho em que deverão ser altamente qualificadas.

Outro ponto interessante é que o projeto de uma fábrica será então mais focado na experiência do consumidor, utilizando suas instalações como um verdadeiro show-room repleto de experiências a seus clientes.

O conceito de "fábricas inteligentes" irá ganhar importância à medida que mais pessoas se envolverem na fabricação de produtos possibilitando assim uma visão mais próxima da forma como os produtos são fabricados, especialmente em um nível personalizado.

A oportunidade aqui interessante será também a adquirida por parte de empresários e colaboradores de fábricas, pois a adaptação dos espaços existentes irá permitir que esses tipos de experiências ocorram provocando uma perfeita sinergia entre fabricantes, colaboradores e consumidores.

Como premissa para atender esse novo conceito, as Indústrias deverão:

  • Passar a fazer uso de soluções para aumento de produtividade industrial com baixos impactos ambientais;
  • Aprender fazer uso de novos materiais ou combinar diferentes materiais que promovam a manufatura aditiva e a produção com base em compostos oriundos de fontes renováveis ou seja, matérias primas alternativas;
  • Utilizar soluções que promovam a conexão de sistemas legados e soluções de automação com sistemas de tecnologia de informação (ex: conexão em nuvem);
  • Fazer uso de novas tecnologias que estimulem o uso de matérias-primas renováveis;
  • Utilizar soluções para tratamento/reaproveitamento de resíduos industriais;
  • Usar tecnologias para produção customizada as necessidades do consumidor;
  • Promover o desenvolvimento de mecanismos de previsão rápida de demanda e preferências do consumidor;
  • Utilizar sistemas de gestão mais eficientes.
Vamos lembrar que Indústria 4.0 por mais que ainda seja mais um conceito do que uma realidade, está sendo motivada por três grandes mudanças no mundo industrial produtivo:

Primeiramente, pelo avanço exponencial da capacidade dos computadores. Segundo, pela imensa quantidade de informações digitalizadas e terceiro, devido as novas estratégias de inovação que diz respeito as pessoas, pesquisas e a tecnologia.

Se todos procurarmos entender melhor o conceito da Indústria 4.0 como uma evolução dos sistemas produtivos industriais, poderemos enxergar alguns benéficos previstos aos quais já foram e continuam sendo estudados.

São eles:

  1. Será possível obter Redução de Custos;
  2. Vai gerar maior Economia de Energia
  3. Vai Permitir um Aumento da Segurança;
  4. Ira permitir maior Conservação Ambiental;
  5. Promove a Redução de Erros em processos;
  6. Dá um Fim ao Desperdício;
  7. Traz Transparência nos Negócios;
  8. Gera Aumento de Qualidade de Vida;
  9. Possibilita a Personalização e Escala sem Precedentes.
A tecnologia base responsável por todo este conceito é o IoT , conhecido internacionalmente como Internet of Things ou seja, Internet das Coisas e o M2M (Machine to Machine -Máquina para Máquina), que de forma resumida é um sistema que utiliza um sensor localizado remotamente para coletar dados do fenômeno desejado. Tais dados são enviados de forma sem fio para uma rede, onde são roteados para a um servidor na Internet.

A Internet das Coisas, é a conexão lógica de todos os dispositivos e meios relacionados ao ambiente produtivo em questão, os sensores, transmissores, computadores, células de produção, sistema de planejamento produtivo, diretrizes estratégicas da indústria, informações de governo, clima, fornecedores, tudo sendo gravado e analisado em um banco de dados.

Já a idéia do M2M é a interconexão entre células de produção, os sistemas passam a trocar informações entre si, de forma autônoma, tomando decisões de produção, custo, contingência, segurança, através de um modelo de inteligência artificial, complementado pela IoT.

Para que este sistema funcione, fornecendo os benefícios previstos, novas tecnologias para a automação industrial surgiram e muitas delas oriundas do mundo da TI - Tecnologia da Informação.

A partir destas principais tecnologias citadas, podemos concluir que teremos uma nova realidade produtiva daqui para frente, pois tudo estará conectado para que as melhores decisões de produção, custo e segurança sejam tomadas sob uma demanda em tempo real.

A realidade é que estamos vivendo uma transição imensa entre a Terceira Revolução e a Quarta Revolução Industrial e aliado a esse fato esta a mudança comportamental do consumidor desse futuro imediato.

É preciso agora todos compreendermos esse novo cenário onde o consumo tem se voltado ao “menos é mais”!

Daí a importância de se estar atento a todos os movimentos sejam eles voltados a sistemas que tragam reduções em processos e impactos ambientais, sejam eles de comportamento de consumo.

Afinal, atrelado a toda essa revolução tecnológica esta também a comportamental. O consumidor dessa nova atualidade tem como conceito o consumir menos, buscar alternativas inclusive as sustentáveis e viver apenas com o necessário.

Tanto que é esse o recado dado pelo novo movimento que é tendência mundial, o Lowsumerism ao qual é baseado em três pilares: menos consumismo, busca por alternativas e viver apenas com o necessário.

O recado desse movimento é bem claro e direto:

 " O processo de autodestruição causado pelo consumismo só poderá ser freado por meio de um profundo despertar de consciência."

Quem quiser entender melhor sobre Lowsumerism, ai vai uma ótima dica de leitura...... http://habitusbrasil.com/consumo-tendencia-diminuicao/, a matéria esta imperdível.

Por isso, empresários do setor moveleiro e de tantos outros setores.....ACORDEM POR FAVOR!!!.....

“Na próxima década, o marketing sofrerá uma reengenharia completa. Não há dúvida de que mercados e marketing operarão de acordo com princípios bem diferentes nos primeiros anos do século XXI. A sucessora da sociedade industrial – a economia da informação – penetrará e mudará quase todos os aspectos da vida diária.”  (Philip Kotler)

Esse futuro que o Mestre Kotler se refere nesse texto acima extraído de seu livro Marketing para o Século XXI , já chegou e não temos mais tempo a perder!

Pensem nisso e jamais esqueçam.....

A Consciência dos fatos é imprescindível e também o que move a Mudanças!!!

Adélia Covre

Começa Hoje!!!....


Empresas do setor moveleiro de todo o País se reúnem, a partir de hoje em Bento Gonçalves, para a 20ª edição da Movelsul Brasil. 

A estimativa divulgada na imprensa é gerar cerca de US$ 300 milhões em negócios, em um período de 12 meses.

Assim esperamos para o bem do setor!!!...

quinta-feira, 3 de março de 2016

A Era do Conhecimento anuncia Novos Conceitos – A Tecnologia nada vale sem o despertar da Competência!......

O universo empresarial, vem enfrentando significativas e substanciais transformações nos últimos anos.

Com um mercado cada vez mais conturbado e competitivo, sofremos diariamente verdadeiros bombardeios de novas informações e avanços tecnológicos.

Para aqueles cuja postura ainda é conservadora e evitam a todo custo mudar conceitos e despertar para essa nova realidade, ai vai um recado:

Acorde antes que seja tarde demais, pois estamos diante de uma era em que mais que experiências adquiridas ao logo de nossas carreiras profissionais, precisamos extrair de nós mesmos algo muito maior que todo o conhecimento adquirido.

É preciso nesta nova era aliar conhecimento, experiência , versatilidade e acima de tudo, aderir a uma nova postura mais comprometida com resultados e para poder ser alcançado isso, algo fundamental para esse nova era do conhecimento, precisaremos desenvolver a........
A CULTURA DA COMPETÊNCIA EM NÓS MESMOS E NAS EMPRESAS

“Trabalhadores do conhecimento são fisicamente capazes de trabalhar até uma idade avançada, e muito além de qualquer idade convencionalmente definida como adequada para se aposentar.”(Peter Drucker)

Nesta era do conhecimento, onde os valores se transformam a cada minuto, em que novas tecnologias nos são apresentadas em um ritmo alem de nossas capacidades de absorção imediata, onde as relações humanas são baseadas na tecnologia e as regras do conservadorismo estão sendo banidas do mundo, precisamos nos atentar ao fato que todas essas mutações estão exigindo de todos nós o desenvolvimento de atributos de competência nunca antes tão necessários em era alguma no passado.

Estes novos tempos, cobram de todos nós profissionais, a conciliação das exigências de flexibilização do trabalho com as exigências associadas à competitividade das empresas e às mutações ocorridas no seio da organização do trabalho, num contexto de sociedade de Informação cada dia mais globalizada.

As empresas estão sendo cobradas por este novo universo apresentado, a praticarem conceitos de gestão em suas mais diferentes modalidades e dentre elas a bola da vez vem sendo a prática da gestão por competência.

É fundamental neste agora ter desenvolvidas habilidades que gerem competência para lidar com todas essas mudanças aceleradas aos quais assolam o mundo contemporâneo.

Para um setor que nunca se preocupou com métricas e praticas de gestão, como é o caso da indústria moveleira, com certeza este será mais um desafio a ser digerido pelos gestores destas indústrias.

A Gestão por Competências, é um processo que conduz os colaboradores de uma empresa para atingirem as metas e os objetivos de uma organização através de suas competências técnicas e comportamentais.

Além disso, visa à aproximação de seus colaboradores, aplicando meios para o seu desenvolvimento no trabalho e um desempenho eficiente.

Para os profissionais, a gestão por competência surge para possibilitar o foco nos esforços visando a obtenção de resultados, através do saber fazer, saber agir, proporcionando ainda uma postura de busca constante pelo conhecimento, pelo desenvolvimento de habilidades, isso quer dizer, que a busca incessante pela qualificação do indivíduo para exercer suas funções dentro de uma empresa será algo fundamental daqui para frente.

Para um universo como o moveleiro, onde o conservadorismo sempre gritou mais alto. É fundamental daqui para frente, esse setor entender que a simples aquisição de tecnologias, como foi o caso até o presente momento, não é suficiente para garantir a estas empresas vantagem competitiva alguma. Afinal todos foram ate agora nesta mesma direção e não obtiveram grandes vantagens entre si.


O processo de geração de inovação contempla um horizonte muito mais amplo, onde envolve difusão, absorção e aperfeiçoamento de tecnologias para a aplicação na atividade produtiva.

Mas nada disso é possível sem que haja o incentivo ao desenvolvimento de competências diante de um universo cada vez mais exigente e antenado a tudo que vem acontecendo no mundo.

Se tomarmos como parâmetro os últimos 10 anos quanta coisa já mudou!

Tivemos mudanças políticas, sócio-econômicas, tecnológicas, de conceitos, de paradigmas, de comportamento e para podermos obter eficiência na absorção dessas mudanças e no uso dessas novas tecnologias, sejam elas de produtos, processos ou gestão, precisamos compreender que tudo isso está diretamente relacionado à competitividade das empresas, das cadeias produtivas.

O novo paradigma competitivo da chamada “ECONOMIA DO CONHECIMENTO”, evidencia a necessidade das empresas deterem elevada capacidade de aprendizado, de competências, para que o conhecimento codificado e amplamente difundido pelo uso de tecnologias de informação e tantas outras, sejam aplicadas ao processo produtivo nesta nova era.

“A típica empresa (do futuro) será baseada no conhecimento, uma organização composta essencialmente por especialistas que dirigem e disciplinam seu próprio desempenho de acordo com o feedback de colegas, clientes e do comando. Por isso, será o que eu chamo de organização baseada na informação”.( Peter Drucker)

Nesta era revolucionária, já se fala até mesmo na indústria 4.0, que é um projeto no âmbito da estratégia de alta tecnologia onde tem seu inicio na Alemanha. Ela promove a informatização da Manufatura. O objetivo é chegar à fábrica inteligente ou Smart Manufacturing, como é mais conhecida lá fora.

O Smart Manufacturing, caracteriza-se pela capacidade de adaptação, da eficiência dos recursos e da ergonomia, bem como a integração de clientes e parceiros de negócios em processos de negócios e de valores.

Sua base tecnológica é composta por sistemas físicos, cibernéticos e a Internet das Coisas que é um conceito criado para a revolução tecnológica dos itens interconectados. Todos aqueles itens usados no dia a dia que estão imersos na rede mundial de computadores.

Para termos uma idéia desta dimensão, muitos especialistas desta área, acreditam que a Indústria 4.0 ou a quarta revolução industrial, como já a chamam, poderá ser realizada dentro de uma década.

O novo conceito de mercado pede agilidade no desenvolvimento de competências e ações, tenham certeza disso!

“Para ser eficaz, o trabalhador do conhecimento deve em primeiro lugar, fazer as coisas certas acontecerem.””(Peter Drucker)

Diante desse imenso despertar da consciência para essa nova era, o consumidor de hoje faz de sua residência um verdadeiro laboratório para sua vida. Cada um com suas características individuais, sejam elas visuais, sensitivas e experienciais e neste caso é preciso enfatizar os conceitos do marketing 3.0 apresentado por Philip Kotler ao mundo.

É necessário agora que as indústrias aprendam a envolver diversas sensações e necessidades e compartilhá-las em um projeto único e especial para o consumidor desta nova era!

Se este consumidor não tem, ele vai dar um jeito e adaptar, se o que ele quer não existe, esteja certo que ele vai criar, e saiba que ele fará tudo do tamanho do seu bolso e de sua necessidade podem acreditar.

As mudanças de hábitos e comportamento marcam essa era do conhecimento. Cada vez mais, os consumidores querem mais por menos, onde esse menos tem que ser mais. O que os faz não aceitarem mais o pouco que ate hoje foi oferecido.

Esse novo tipo de consumidor, busca fazer parte da criação do projeto do produto, onde com isso deixam de lado sua posição de meros expectadores, para serem agora os verdadeiros protagonistas da criação.

As empresas e seus profissionais, terão que se adaptar a esta nova realidade rapidamente se pretendem manterem-se vivas para desfrutar desse novos conceitos de  valores.

Empresários, gravem este pensamento do Mestre Peter Drucker:

“OS TRABALHADORES DO CONHECIMENTO POSSUEM MUITO MAIS LIBERDADE DO QUE OS TRABALHADORES DE ANTIGAMENTE PORQUE CONTROLAM O PATRIMÔNIO PRODUTIVO MAIS IMPORTANTE NA SOCIEDADE MODERNA: SUA INTELIGÊNCIA.”

Vamos reavaliar os velhos conceitos!

A todos um bom final de semana.

Adélia Covre

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