AC- AdeliaCovre Consulting - Consultiria e Assessoria em Gestão de Produtos - Indústria Moveleira


"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado."(Philip Kotler)
"A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente."(Peter Drucke).

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O que Esperar do Mobiliário do Futuro!

É impossível negar que nestes novos tempos o conceito que ordena o futuro de consumo da sociedade contemporânea é a funcionalidade.

Algo absolutamente inegável diante de tantas mudanças ocorridas nesta nova era.

Venho em muitos posts, batendo incessantemente na tecla sobre a necessidade imediata das indústrias de mobiliário, principalmente as seriadas, romperem definitivamente com velhos conceitos visando adaptarem-se para essa nova realidade que despontada diante de nossos olhos e estilo de vida.

Este mobiliário do futuro deverá ter como premissa se transformar para ocupar cada vez menos espaço em um ambiente.

Deverá também, agregar tecnologia para atender esse publico da atualidade que esta cada vez mais, atrelado as inovações tecnológicas oferecidas.

Esta tendência aplicada ao mobiliário com dimensões compactas regerá a concepção de produtos para atender o estilo de vida das pessoas nas diversas camadas sociais e faixas de idade da sociedade daqui para frente e será inevitável atuar na direção contrária dos fatos.

Esse design minimalista, que é regido pelo princípio do “menos é mais“, nada mais é que um jeito de pensar essencialmente visando a otimização de espaços. 

Algo que o mercado vem sinalizando a tempos, mas que a indústria moveleira ainda caminha a passos lentos.

O movimento minimalista marcou profundamente a base criativa dos artistas do século XX, cresceu, especialmente, na década de 1960 nos Estados Unidos e foi influenciado especificamente pelo movimento artístico De Stijl, que em Português significa "O Estilo", que foi um movimento artístico ao qual ocorreu na Holanda, entre os anos de 1917 e 1930 incluindo pintores, escultores, arquitetos e designers.

Tal movimento tinha como base a simplicidade e a abstração, reduzindo projetos apenas à sua forma essencial e também cor e aderia apenas linhas horizontais e verticais, formas retangulares e circulares, valores primários do branco, preto e cinza e as cores primárias azul, vermelho e amarelo.

Além disso, os elementos não se interceptam, permitindo que cada um deles seja independente e não recobertos por outros elementos.

Logo, não precisamos de muito esforço de imaginação para entendermos como o movimento De Stijl influenciou o design minimalista.

Alem do De Stijl, é preciso citar aqui a influencia do arquiteto Ludwig Mies Van Der Rohe, um arquiteto alemão que é considerado um dos pioneiros da arquitetura moderna.

Para quem não sabe, foi o estilo de seus projetos o responsável pelas bases do design minimalista.

Dentre seus projetos estão: Edifícios como o Crown Hall, em Chicago e Seagram Building, em Nova York.

Como ultima influencia do conceito do design minimalista, temos ainda o design tradicional japonês, com seu estilo simplista e versátil.

A própria cultura japonesa por ser uma cultura simplista, sempre pregou adicionar apenas o que é necessário e retirar o excesso

A ideia de limitar qualquer coisa à sua essência ganhou adeptos em diversas áreas e foi muito bem empregado em artes visuais, no capo do design e em muitas outras áreas.

Na arquitetura, os profissionais da área se renderam a essa nova maneira de criar e perceberam as inúmeras vantagens deste conceito nesta nova era.

O minimalismo é uma tendência de design que mesmo tendo seu inicio no século 20, continua até hoje e vem ganhando maior destaque nesta nova era a qual enfatiza a facilidade de uso e defende a simplicidade e clareza em sua linguagem aliado a toda essa revolução tecnológica ocorrida em maior velocidade neste século e a visão sustentável tão necessária ao planeta.

Essa tendência minimalista deverá ser empregada ais fortemente daqui para frente inclusive em móveis inteligentes com esse novo cenário comportamental.

Outra forte tendência da atualidade e mais voltada ao tema da sustentabilidade e a natureza integrando ambientes, é o mobiliário rústico que vem ganhando cada vez mais adeptos nessa nova linguagem do morar bem.

Isso quer dizer que os veios aparentes de madeira e bem marcados os que passem naturalidade, passam a ser ponto positivo a dar mais valor e requinte ao móvel. 

Todos os motivos que lembrem a natureza passam a inspirar a decoração em todos os detalhes.

É a natureza fazendo parte da casa nesta era de mudanças.

Resta saber se as indústrias moveleiras da atualidade no Brasil, terão competência para realizarem esse feito, uma vez que em sua maioria, a resistência ao novo é algo forte e sua cultura e a falta de profissionalismo ainda existente em sua grande maioria, aliado a falta de visão estratégica e investimentos em material humano que lhes permitam eficiência e qualidade tão necessárias, é algo longe de virar realidade.

Um setor que possui forte o hábito da copia, requer muitas mudanças comportamentais ainda para conseguir chegar a trabalhar dentro dessa realidade apontada.

Efetivamente será preciso abortar a péssima mania que empresários do setor moveleiro possuem de visitar feiras internacionais havidos em copiar e pararem de atuar com as informações abtidas de forma extremamente amadora como o fazem ainda no momento atual.

“A inovação sempre significa um risco. Mas ir ao supermercado de carro para comprar pão também é arriscado. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro.” (Peter Drucker)

Com a realização do Salone del Mobile Milano 2016 esta semana, teremos grandes novidades para nos inspirar e constatarmos a realidade dos fatos neste universo contemporâneo.

Uma boa semana a todos, pesquisem e reavaliem!

Adelia Covre






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